Alerrandro 💲
Ficamos conversando, até que ouço o movimento do pessoal chegando com a Saray e de imediato a tomo dos braços daqueles homens. Eu subo com ela enquanto a Grazi foi ajeitar os papéis para o meu casamento e o Wallace ficou assinando algumas coisas. Eu a coloco com muito cuidado na cama, e a cubro. Fico admirando a sua beleza, como ela é doce e me trás paz. Eu não sou o melhor homem do mundo, tenho muito sangue nas minhas mãos, mas eu vou ser o melhor homem do mundo para ela. Eu quero conquista-lá, cuidar dela, protege-lá do mundo. A admiro por mais alguns minutos, dou um beijo na sua testa e saio do quarto. Desço lá para baixo, me despeço do Wallace e da Grazi que voltará amanhã para a cidade, e vou para o meu quarto.
Saray🦊
Acordo com uma baita dor de cabeça e olho ao redor do quarto. É um quarto muito bonito, muito chique, mas sinto um medo gigante me dominar. De imediato me lembro das últimas palavras que eu ouvi do asqueroso do Humberto sobre o meu novo "dono" ser um homem cruel, e logo me dá um frio na espinha.
Quarto⤵️
Me levanto, vejo uma escova nova e toalhas limpas no banheiro, e roupas femininas no closet...
Suíte ⤵️
Closet⤵️
Junto com as roupas tem um bilhete...
Olá! Espero que tenha gostado dos presentes. Estarei lhe esperando para o café da manhã. Que o seu dia seja tão belo quanto os seus olhos!
Leio o bilhete e fico meio confusa, mas estou realmente precisando de um banho. Termino o meu banho, passo o desodorante, o hidratante, coloco uma lingerie branca e um conjunto de moletom, porque tá um friozinho hoje. Saio do quarto e passo por um corredor enorme e quando chego nas escadas, eu penso estar sonhando... COMO?
Logo de cara reconheço a sala. Como eu vim parar aqui? O que houve? O Alerrandro é essa tal homem cruel? Tantas possibilidades passam pela minha cabeça que fico em estado de choque, até que uma das empregadas vem até mim...
— Bom dia, senhorita! — A Isadora me cumprimenta com um sorriso no rosto.
— Bom dia! — retribuo com o meu melhor sorriso e tento disfarçar o nervosismo.
— Venha, por favor... A mesa já está pronta.
Ela vai me conduzindo até que chegamos até a mesa onde está posto o café. A Mariana está de pé ao lado da mesa e logo me olhar de cima a baixo com desdém e eu também não ligo. Cumprimento por edução e ela me responde com um tom arrogante.
— Isadora, sabe onde está o Alerrandro?
— Está no escritório, senhorita. Pediu que após o café a senhorita fosse até lá.
— Tá certo, muito obrigada! — agradeço com um sorriso e ela retribuí. A outra continua lá parada com cara de c<, mas não ligo. Dispenso a dua e depois a Isadora me leva até o escritório.
Toc, toc!
— Pode entrar! — a voz grave faz com que eu me arrepie inteira dos pés a cabeça.
Alerrandro💲
O dia já amanheceu e eu não dormi nadinha. A minha cabeça parece que vai explodir a qualquer momento, e não vejo a hora de poder ver a minha menina-mulher, saber como ela está e como tudo aconteceu. Eu faço a minha higiene matinal, tomo o meu banho, passo o desodorante, o hidratante, coloco uma calça de moletom e uma blusa, e desço. Dou logo de cara com a Mariana e a Isadora, e peço para que a Isadora diga a Saray que vá ao meu escritório após terminar o café. As duas me olharam sem entender muito, mas me obedeceram e aqui estou eu no escritório com a minha princesa. O coração quase sai pela boca quando ouvi baterem na porta e ela entrou...
— Oi, Saray... bom dia!
— B...bom dia! — ela sorri fraco...
— Eu imagino como você esteja confusa, né? — ele. vem até mim e coloca uma mecha do meu cabelo atrás da orelha — mas, precisa ter medo. Eu estou aqui, você está segura agora....
Noto que ela está com medo e a minha vontade de abraça-lá fala mais alto e ela acaba retribuindo o abraço para a minha surpresa.
— Como eu vim parar aqui? — ela se afasta e me olha assustada — foi você que me comprou? Foi no evento comprar meninas? — os olhos dela estavam marejados e agora ela me olhava com muito medo.
— Calma, eu vou lhe explicar. Sente-se, por favor... — puxo a cadeira, e depois de pensar por alguns segundos ela se senta — poderia me contar como tudo aconteceu?
— É... — vejo que ela está nervosa e confusa, e que também está com medo, então eu começo a contar como tudo aconteceu.
— Bom, você se lembra daquele dia em que nós estávamos aqui em casa e eu recebi um convite? Você inclusive me questionou o motivo pelo qual eu não quis receber o homem, e eu na verdade não o conhecia muito bem. Ele é um conhecido do meu pai, mas nunca fiz negócios com ele. Eu fui ao evento para representar o meu pai e o Wallace que estava comigo logo lhe viu e veio contar á mim, e eu prontamente fui falar com o homem. Eu não comprei você, você é livre para viver a sua vida, porém, eu tenho que protege-lá, porque pessoas que traficam humanos não são nada confiáveis e são perigosos.
— E qual foi o meu valor?! — ela pergunta com uma tristeza na voz e eu coco a garganta.
— Minha linda, eu não comprei você, porque você não tem preço. Não foi uma compra, eu não vejo assim. Assim que cheguei lá, eu pude ver do que se tratava, e logo quis atear fogo naquele lugar para ser sincero, porque isso é uma coisa que abominável, e eu dei a ele de presente 780 quilos de heroína e 780 de meta anfetamina. Eu não me sinto bem em falar isso para você, afinal esse não foi o seu pagamento, tendo em vista que ele me ofereceu alguém de presente, e eu não havia escolhido nenhuma moça, e até então não iria, mas quando soube que você estava ali, vi a oportunidade de ter a sua liberdade. Entende? A estratégia de dar essa quantia para ele era justamente que ele presenteasse com o que ele tinha de mais valioso no momento, no caso, você. Você para mim é valiosa, mas é porque desde o dia em que eu te vi, eu quis cuidar de você, estar com você, te deixar segura do mundo. Você é muito importante para mim, muito mais do que você imagina. Ver você com medo de mim me deixa dilacerado por dentro, mas eu entendo que a circunstância pela qual você foi parar naquele lugar não foi a melhor. Mas, me diga... como aconteceu? Se sentir pronta para falar, é claro.
Ela faz uma pausa...
— Há alguns meses atrás eu conheci um rapaz, e começamos a sair, conversar — nessa parte me bateu um ciúme e eu xinguei esse cara de tudo quanto é nome — ele queria se tornar algo a mais com o passar do tempo, mas eu não o via com os mesmos olhos, só via nele um amigo. Quando o meu pai quis se mudar para cá, ele me deu apoio, disse que seria bom para que eu pudesse ter um recomeço com a minha família, porque ele já sabia do meu histórico familiar, de tudo que já passamos, mas naquele dia que você me deixou em casa, alguns homens já estavam a minha espera, e.... — eu me aproximo dela e a abraço — eles me obrigaram a entrar num carro e me levaram para lá. E foi lá que eu descobri que muitas moças haviam sido enganadas da mesma forma como eu, e eu descobri também que aquele mentiroso, aquele cretino já conhecia o meu pai, e começou a emprestar dinheiro e os dois estavam juntos nos negócios sujos do Eusébio, amigo do meu pai. No dia em que eu passei mal, eu descobri que o meu pai tomou um tiro na perna por conta desse trabalho, e não foi uma bala perdida como ele sempre fez com que eu e a minha irmã pensamos. Esse maldito homem fez com que o meu pai se endividar mais ainda e não ter como pagá-lo, assim ele me teria como pagamento e me colocou a leilão.
— Quais são os negócios do seu pai? Você sabe? E qual o nome desse homem?! — pergunto acariciando seu rosto.
— O meu pai vende pirataria e objetos roubados. O nome do homem é I... Iago.
— Maldito! — me levanto e dou um soco na mesa e ela me olha assustada.
— Você o conhece?
— Conheço, linda. E conheço muito bem. Ele de fato se chama Iago. Iago Gabriel, mas o chamamos de Gaab. O que ele mais disse á você?
— Me disse que morava no México, que trabalhava numa empresa de automóveis, que a mãe dele já é falecida e que nunca conheceu o pai, e que morava somente com uma irmã. Ela me mostrou a foto de uma moça loira, muito bonita por sinal e me disse que me apresentaria á ela algum dia. Ele havia feito uma viagem á negócios, eu nem sei se é verdade — ela diz e eu dou risada. Como ele pode ser tão cínico? — de onde você o conhece?
— Meu amor, ele é meu primo. O pai dele e o meu são meio irmãos. Ele trabalha numa empresa sim, mas não é numa empresa de automóveis, mas sim numa transportadora. A minha família tem muitos negócios, mas apesar de todos pensarem, aquela nunca foi uma família de verdade. A mãe dele faleceu sim, mas foi de desgosto devido as mentiras e traições do meu tio. O Gaab tem sim contato com o pai dele, tanto que são iguais. Tanto na aparência quanto no jeito, os dois são idênticos. O meu pai não se dá bem com o pai do Gaab, porque o David tem muita inveja do meu pai, e não aceita que o meu avô tenha tido outro filho, ou melhor, outro herdeiro. Recentemente o meu avô faleceu, mas antes deixou todo o negócio nas mãos do meu pai, o que aumentou ainda mais a fúria dos dois. O meu avô teve o David com uma mulher, e o meu pai com outra. Ele assumiu os dois, cuidou dos dois igualmente apesar de ter descoberto o meu pai somente anos depois. O meu pai se apaixonou pela minha mãe, e me teve, porém ela faleceu ao dar a luz a mim. Anos mais tarde a mãe do Gaab também faleceu, e a Antonella cuidou de nós dois, sempre separando as nossas brigas. O nosso avô sempre dizia que tinhamos que nos unir, mas nunca teve como, porque os dois são folgados e trambiqueiros. E essa é uma pequena ponta desse iceberg maluco.
— Nossa, eu sinto muito! — ela vem até mim, e se senta ao meu lado no sofá — eu posso lhe perguntar duas coisa?
— Claro, princesa...
— Eu posso confiar em você?
— Claro, meu bem! Claro que pode.
— O homem, o Humberto me disse que você é um homem cruel, muito perigoso e disse até que se ele encostasse em mim, você seria capaz de da-ló como alimento aos porcos selvagens. É verdade isso?!
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Atualizado até capítulo 33
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