— Cof-cof — Saray desperta lentamente, colocando as mãos na cabeça.
— Tudo bem, moça? — pergunta Wallace.
— T-tá sim! Obrigada! — respondeu com um sorriso tímido — como vim parar aqui?
— Eu estava voltando do supermercado quando percebi que você estava passando mal. Parei para lhe perguntar se estava tudo bem, mas acabou desmaiando — explica Mathias.
— Obrigada, moço. Onde eu estou? Quem são vocês?
— Você está no rancho da família Santoro, senhorita. Eu me chamo Mathias, e esse aqui é o Wallace.
— Satisfação, moça. Qual o seu nome?
— S-Saray — respondeu meio zonza.
Os dois olhavam para Saray, encantados com a sua beleza.
— Obrigada, mas agora eu preciso ir.
— Opa, cuidado, cuidado. Senta aqui — disse Wallace segurando delicadamente Saray que ficou tonta ao tentar se levantar.
— O-obrigada, mas eu preciso realmente ir — respondeu ela colocando a mão na cabeça.
— Fique aqui um pouco. Não precisa ter medo. Mathias, por favor, peça a Isadora para preparar um lanche para a moça comer. Ela precisa descansar um pouco, e quando ela melhorar, eu a levarei em casa.
— Sim, senhor. Com licença!
Ele vai para a cozinha e pede para que a cozinheira prepare um lanche para Saray.
Saray e Wallace estão sentados na sala, um em cada sofá. Saray ainda estava um pouco zonza, e ele olhava para ela.
— Está tudo bem?
— Sim, sim. Só estou um pouco tonta ainda, mas vai passar. Caminhei muito, e o sol estava quente.
— De onde você é?
— Eu...
Nesse momento a empregada entra na sala:
— Senhor, o seu pai está na linha, quer falar com o senhor lá no escritório.
— Ok. Obrigado!
— Disponha.
— Saray, eu estou indo atender a ligação, mas pode ficar a vontade, tá? Já vão trazer algo para você comer.
Ele vira-se para a empregada:
— Fique de olho nela, e caso ela precise de algo, chame-me.
— Sim, senhor!
— Com licença.
As duas ficaram na sala olhando Wallace sumir pelo corredor até o escritório.
A moça olhava de um jeito para Saray que a deixou sem graça e desconfortável. Ela viu no olhar da moça que não havia gostado da presença dela.
Nesse momento, Alerrandro entra na sala.
— Mariana, onde está o Wallace?
— Ele está no escritório, senhor. Ele foi atender a uma ligação do senhor Pérez — respondeu tentando flertar com o rapaz.
Nesse momento, ele olha para Saray, que estava sentada no sofá olhando para os dois.
Os dois trocaram olhares, e ambos se encantaram de cara.
— Boa tarde! Qual o seu nome?
Nesse momento, a Isadora entra na sala com uma bandeja.
— Senhorita Saray, aqui está o seu lanche como o Mathias pediu. Eu trouxe-lhe um suquinho gelado de manga para ajudar com o calor — disse colocando a bandeja em cima do centro.
— Muito obrigada, é...
— Isadora, senhorita.
— Obrigada, Isadora — sorriu gentilmente.
— Disponha!
Isadora olha para Alerrandro que olha encantado para Saray.
— E o senhor deseja algo para comer, senhor? Senhor?
— Ah! Oi, Isadora. Falou comigo?
— Sim. Perguntei se o senhor deseja algo para comer.
— Não, Isadora. Obrigado — respondeu com um sorriso que arrancou suspiro das 3.
Alerrandro e Saray se olham, ela sorri.
— Você mora por aqui, Saray? — perguntou a olhar para ela
— Sim, acabei de mudar-me — respondeu com um sorriso tímido.
— Eu imaginei.
Saray fez cara de confusa.
— Pelo sotaque — Alerrandro deu um sorriso de canto.
— Ah! — Saray sorriu.
— Bom, eu vou estar lá na cozinha caso precisem de mim. Com licença.
— Toda
— Claro, Isadora.
Isadora se retira, e cutuca Mariana para ela fazer o mesmo, porém ela insiste em ficar e fuzila Saray com o olhar.
Depois de muita insistência, Mariana sai da sala e Mariana sai em seguida.
Saray está a comer seu lanche ainda meio envergonhada, enquanto disfarçadamente Alerrandro a observa.
Nesse momento, Wallace entra.
— Saray, perdoe-me a demora. Eu precisei atender essa ligação do meu pai. Tá melhor?
— Estou sim, obrigada!
— Ué, irmão! Onde estava?
— Eu fui dar uma olhada nos cavalos e ver um novo comprador.
— Entendi. Essa aqui é a Saray, acredito que já foram apresentados.
— Já sim! — respondem os dois na mesma hora e os três dão risada.
Os três ficam por um instante em silêncio.
— Mas, você vai mesmo vender os cavalos?
— Vou vender alguns, apareceu uma proposta ótima de um fazendeiro próximo daqui.
— Fazendeiro?
— Sim. Um tal de Balbino Valdez
Nesse momento, Saray sente um arrepio só de ouvir falar nesse nome.
— Ele é novo por aqui?
— Provavelmente sim, nunca ouvi falar nele.
— Nem eu.
Nesse momento Mathias entra na sala.
— Chefe, tem uma pessoa que gostaria de vê-ló. Ele disse que gostaria de falar diretamente com o senhor Alessandro, mas como disse que não estava, ele me perguntou se teria alguém no momento para atendê-lo e eu disse estar somente o senhor Wallace.
— Quem é, Mathias?
— Ele disse que trabalha para o Humberto Satterthwaite.
— Humberto Satterthwaite?
— Sim, chefe.
— Pode deixar ele entrar e o leve até o escritório.
Ele e Wallace se olham, e Wallace se prontifica a receber o rapaz.
— Saray, se você não se importar, eu preciso subir ali em cima rapidinho, e já volto.
— Claro, pode ir — respondeu ela sorrindo.
Saray percebe o que está acontecendo, mas continua a comer.
No escritório, Wallace recebe o homem mistério.
— Senhor Perez? — pergunta o homem se colocando de pé.
— Isso. Posso-lhe ajudar?
— Entendo. Pode sim. Trago um recado do meu patrão. Pegue.
— Ele entrega um envelope.
— O que é isso?
— É um convite do meu senhor para o senhores Santoro, Garza e Perez.
— Convite?
— Sim. O meu patrão irá organizar um evento. O convite foi meio em cima da hora, porque o evento acabou tendo que ser realizado antes da data prevista. Aí dentro tem o local do evento, o horário e 3 pulseiras que serão substituídas por outra no local.
— Certo, muito obrigada. Eu os entregarei.
— Eu quem agradeço, senhor Perez.
— Qual o seu nome?
— Eusébio, senhor.
Wallace acenou em afirmação com a cabeça, e o homem retirou-se.
Wallace ficou um tempo no escritório pensando sobre o assunto.
Mathias sobe para o quarto e avisa a Alerrandro que o homem já foi.
— Ok, Mathias. E a Saray?
— Está na sala, chefe. Ela quis embora, mas pedi para ela esperar pelo senhor ou pelo senhor Wallace.
— Certo. Peça a ela que me espere próximo à piscina. Já estou indo.
— Sim, senhor. Com licença.
Mathias se prepara para sair, quando pensa um pouco.
— Senhor?
— Sim, Mathias?
— Quando eu encontrei a moça, ela parecia estar bem atordoada. Ela estava bem triste, pelos olhos parece que ela chorou muito. Ela parecia caminhar sem rumo até passar mal. Não é da minha conta, mas eu acho que seria bom se o senhor falasse com ela. Talvez ela precise desabafar com alguém, e as vezes o melhor é com uma pessoa desconhecida.
— Certo, Mathias. Obrigado por ter me avisado. Vou tentar falar com ela. Quem sabe posso ajudar de alguma maneira.
Mathias então se retira.
Ele desce para sala onde Saray estava sentada.
— Senhorita?
— Sim?
— O senhor Alerrandro pediu para que a senhorita esperasse próximo à piscina.
— Da piscina? — pergunta confusa.
— Sim, senhorita. Por aqui, acompanhe-me, por favor.
Saray ainda meio confusa segue Mathias.
— Sente-se, por favor.
— Obrigada —ela senta numa cadeira e sorrindo gentilmente para Mathias.
— Com licença.
— Claro.
Quando Mathias entra, ele dá de cara com Wallace que estranha a ausência de Saray.
— Mathias, onde está a moça?
— O patrão pediu para que ela fosse até a piscina.
— Esse meu amigo não tem jeito mesmo -— disse colocando a mão na cintura.
Saray está sentada junto a piscina e Alerrandro chega.
— Olá, voltei! — disse ele sorrindo em direção a Saray.
— Olá! — respondeu sorrindo.
— posso?
— Claro.
Ele se senta do lado dela.
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Atualizado até capítulo 33
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