Passado-se alguns dias do falecimento de Antônio, o luto ainda permanecia na casa, mas nem a tristeza conseguiu dar uma trégua nos conflitos.
— Bom dia, pai — disse Alerrandro entrando no escritório onde o seu pai estava.
— Bom dia, filho! '
— Filho, eu preciso que me faça um favor. Eu preciso que você me ajude em alguns assuntos das empresas.
— Claro, pai. Mas, sobre o que é?
— Bom, eu preciso ir até Milão para poder fechar um contrato com alguns fornecedores, porém eu estou desconfiado que esteja tendo uns desfalques na empresa.
Alerrandro arregalou os olhos.
— Oi?! Como assim?
— Eu também fiquei surpreso, mas vou-lhe explicar o motivo.
— Eu peguei um relatório com a Augusta e a contabilidade não bate com o número da produção.
— Sério? E agora?!
— Eu quero descobrir quem é que está por trás, disso. Contudo, eu também recebi uma proposta de um contrato com alguns fornecedores e não posso deixar passar. Esse contrato ficará sob sigilo enquanto eu investigo esse desfalque.
— Isso realmente tá muito estranho. A Augusta está conosco há muito tempo, dúvido que ela teria capacidade de fazer algo assim.
— Concordo, filho. Mas, não suspeito da Augusta.
— Tá pensando o mesmo que eu? — o rapaz franziu a testa.
— Com toda a certeza do mundo.
— E para que o senhor precisa da minha ajuda?
— Eu preciso que você vá até um dos nossos ranchos. Alguns caminhões chegarão com uma nova mercadoria para teste. Ainda é muito cedo para dizer se vai ou não funcionar. O Garza está confiante que sim.
— Ele sempre é bem otimista — disse a dar um sorriso de canto, passando a mão no queixo.
— Concordo. O seu futuro sogro— disse a sorrir.
— Quem disse isso? — perguntou meio emburrado.
— Todos já sabem que você está envolvido com a Monstserrat. E ela não esconde isso de ninguém.
— Hum, não sei não. A Monstserrat é uma mulher maravilhosa, é uma pessoa incrível, mas eu não sei se ela é a mulher que me vejo a construir um futuro, tendo filhos, e tudo mais. Eu não quero machuca - lá, nem brincar com os sentimentos dela. Fui muito sincero desde o início, mas ela nunca me entende, quer continuar a insistir nisso. Não sei mais o que eu faço.
— Esse assunto é bem complicado. Eu não nego que uma aliança entre as nossas famílias seria algo ótimo, mas olhando para o lado pessoal pelo que você me disse, ambos estariam condenados a passar a vida juntos sem se amar. Sem ter reciprocidade e isso seria autodestruição.
Os dois ficam em silêncio, até que Alerrandro o quebra:
— Quando chega o carregamento?
— Daqui há 4 dias. Algum dos nossos homens de mais confiança irão com você para esse serviço por precaução. Nós sairemos juntos para não levantarmos suspeitas.
— E qual será a desculpa para essa viagem repentina?
— Vou pensar nisso, e assim que pensar em algo eu lhe aviso.
— Ok. Mais algo?
— Não, filho. Pode ir.
— Caso precise de mim, chame-me. Eu vou estar no clube. Com licença.
— Toda.
Alerrandro sai do escritório, enquanto o seu pai faz algumas ligações.
— Já vai sair? — pergunta então Antonella com um sorriso no rosto, indo em direção a Alerrandro.
Antonella trabalha para família Santoro há anos. Além de ser a governanta, é também quem cuidou de Gaab e de Alerrandro. Ama os dois igualmente, mas não concorda com a maneira de agir de Gaab.
— Já vou sim, tia. Eu vou ao clube.
— Certo. Volta para almoçar? — perguntou a ajeitar a gola da camisa dele.
— Não, almoçarei por lá mesmo, tia.
— Certo, meu filho! — ela então faz o sinal da cruz nele— em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo.
— Amém — responde a dar um beijo suave na sua mão.
— Te amo, meu filho.
— Te amo, minha rainha!
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Atualizado até capítulo 33
Comments
Maria Aparecida Barbosa da Silva
🤔🤔🤔🤔
2022-12-13
0
Gessika Figueiredo
aih q lindo ❤️
2022-07-12
0
Gessika Figueiredo
uiihuihhh 🤭🔥
2022-07-12
0