Medos

Durante a noite, Saray caminha pelas ruas vazias da cidade, aflita e murmurando baixinho, pedindo em oração para que as coisas melhorem para ela e a sua família, quando de repente ela esbarra em alguém:

— Moça, desculpe! Eu estava a andar distraída, acabei a esbarrar em você. Te machuquei?! — disse Saray, colocando umas mexas dos seus cabelos ruivos e atrás da orelha.

— Sim, eu estou bem. Não tem problema, a culpa também foi minha por caminhar mexendo no celular — respondeu Graziela sorrindo, e pegando os pertences no chão.

— Ah! Que bom que você está bem, sou meio desastrada as vezes — disse Saray tentando esconder o constrangimento.

— Você mora por aqui? Qual o seu nome? — Perguntou Graziela encantada com a gentileza de Saray.

— Sim, a minha casa é aqui pertinho. Eu me chamo Saray. Saray Montenegro — respondeu Saray sorrindo com o seu jeito doce e gentil ao estender a mão para Graziela.

— Prazer, Saray. Me chamo Graziela Garza– respondeu Graziela sorrindo de volta, apertando a mão de Saray.

— Garza?! Da galeria de artes? — exclamou Saray surpresa e encantada.

— Isso, dá galeria. Gosta de artes?! — perguntou Graziela encantada

— Eu sou muito apaixonada por artes. Eu trabalho numa loja de artigos novos e usados. Lá eles levam uns vasos antigos bem deteriorados, e eu os restauro — disse ela sorrindo.

— Ah, que lindo! Eu gostaria de um dia poder conhecer a sua loja. Eu sou apaixonada por arte também. Quero conhecer um pouco mais do seu trabalho que é com certeza excelente! — disse Graziela empolgada

— Será um prazer recebe-la na loja — disse Saray com um tom gentil e bem empolgada

Saray então respira fundo e continua

— Bom, vou indo porque já está tarde e o meu pai já deve estar preocupado comigo — disse ela dando um sorrisinho tímido

— Já está mesmo tarde. Vamos, eu levo-te. Eu estou de carro, ele está estacionado logo ali.

— Não precisa, eu não lhe quero incomodar.

— Não será incômodo modo nenhum. Eu faço questão de lhe levar já que eu acabei a tomar um pouco do seu tempo — disse Graziela sorrindo gentilmente para Saray, que acena com a cabeça aceitando a gentileza.

Durante o trajeto, as duas estavam em silêncio, quando o celular de Saray toca:

— Oi, papai! Tudo bem? — perguntou Saray, fechando os olhos esperando a resposta do seu pai.

— Oi, meu Rubi. Eu estou bem sim! Só estou preocupado com você. Você demorou, eu não sabia mais o que pensar, então decidi-lhe ligar — disse uma voz masculina grave e com um tom gentil pelo telefone.

— Eu estou bem, papai. Não se preocupe comigo. Já vou para casa, já estou a caminho. Quando chegar aí te explico tudo, tá? Te amo! — respondeu Saray com o seu jeito doce e delicado, com um sorriso no rosto.

— Certo, minha pedra preciosa. Eu estarei a esperar. Te amo mais.

Saray desliga o telefone e em alguns segundos em silêncio, Graziela sorri para Saray e lhe diz

— Deixa eu adivinhar… Rubi por conta do cabelo vermelho, não é?!

— Acertou em cheio! — disse Saray sorrindo e abaixando a cabeça.

— Imaginei. O seu cabelo é lindo! Você é muito linda. Quando nós nós nos vimos, pensei que eu me tivesse esbarrado com o meu anjo da guarda— disse Graziela sorrindo e parando o carro no sinal.

— Obrigada. Você também é muito linda! Por que anjo da guarda?

— Digamos que eu leve a sério demais essa de que só vivemos uma única vez— disse Graziela sorrindo.

Minutos depois, elas estacionam em frente a uma vila e descem do carro.

— Obrigada por trazer-me em casa. Perdoe-me por tomar todo o seu tempo, você foi muito gentil. Espero que apareça lá na loja para conhecer um pouco do meu trabalho. — disse Saray sorrindo, meio sem jeito, mas muito grata pela gentileza da gentil moça.

— Imagina, não me precisa agradecer. Eu quem agradeço pela conversa agradável. Confesso que a minha noite estava um tédio. E pode deixar, vou sim, lá na loja para poder conhecer o seu. Você trabalha naquela loja que tem ao lado da cafeteira, não é?!

— Isso mesmo, é lá — respondeu ela com um sorriso.

As duas estão em frente a vila conversando, quando de repente surgem um homem em meio às casas. Ele vem a caminhar em direção delas, e quando se é possível ver o seu rosto, se trata de Gael, pai da Saray. Ele é um homem alto, magro,tendo o mesmo olhar doce e gentil da filha. E então, ela sorri e diz:

— Papai? Não precisava o senhor vim até aqui. O senhor precisa descansar para que se recupere logo! — disse a moça abraçando o seu pai

— Eu estava vindo e ouvi o barulho de um carro estacionando. Como você disse que já estava a caminho de casa, eu vim lhe encontrar porque já está tarde.

— Papai, eu estou bem — disse a moça sorrindo gentilmente para seu pai e então, continua — essa daqui é a Graziela, uma moça que eu com o meu jeito distraído esbarrei na rua e teve a gentileza de me trazer até em casa.

— Prazer, Graziela. Chamo-me Gael. Gael Montenegro, pai da Saray. Obrigada por trazer a minha filha em casa! — disse o gentil senhor com um semblante de agradecido.

— O prazer é todo meu, senhor! Imagina, não precisa me agradecer, ela acabou perdendo o horário por minha causa, então achei bem mais que justo trazê-la em casa.

Graziela então se despede de Gael e Saray, entra no carro e vai embora. Em seguida, eles caminham em direção a casa, enquanto os dois caminham de braços dados, quando Gael quebra o silêncio e diz:

— Muita linda a sua amiga Graziela. Ela tem um sorriso lindo, os olhos de jabuticaba, ela foi muito gentil em trazer-lhe em casa.

— É, ela realmente é muito bonita e muito gentil— respondeu ela franzindo as sobrancelhas e sorrindo em seguida.

— E como foi seu encontro com aquele moço super gentil?

— Foi bem, papai. Ele é super educado, tem um ótimo gosto, se parece um pouco comigo em algumas coisas. Gostei dele — respondeu ela abaixando a cabeça e continua em seguida— e como a Tiffany está? Foi treinar hoje?

— Foi sim, filha. Ela foi treinar hoje, e voltou mais cedo — respondeu o senhor abaixando a cabeça.

— Ótimo — disse ela sorrindo

E então os dois entram em casa

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Maria Aparecida Barbosa da Silva

Maria Aparecida Barbosa da Silva

🌹❤

2022-12-12

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