Os dois admiram a paisagem.
— Aqui é muito lindo! — Saray sorri com os olhos fechados.
— Sim, eu adoro esse lugar. Venho aqui sempre que eu posso. Eu adoro esse ar fresco, essa calmaria.
O silêncio torna a reinar.
— De onde você é? — perguntou a olhar para ela.
— Sou da cidade do México. E você?
— Saray, não brinca! Somos da mesma cidade?
— Eu não estou brincado. Sério que também é de lá? Ah, nossa, como o mundo é pequeno! — ela dá risada.
— E o que você faz por aqui? Sem querer se inconveniente, claro.
— Eu mudei-me recentemente para cá.
— Ah, entendo.
— Vou sentir falta do México.
— É, tem os seus encantos! — Alessandro sorri para a moça.
Saray admira o sorriso de Alerrandro. Enquanto isso, Alerrandro admira a beleza de Saray.
Saray está pensativa. O seu semblante muda, e Alerrandro percebe.
— Tá tudo bem?
— Está sim! — ela força um sorriso.
— Quer conversar? Sei que não está nada bem. Conversar as vezes faz bem, ajuda a aliviar.
— Bom, querer eu até quero, mas eu não quero lhe incomodar com os meus problemas. Já pude perceber que é um homem bem ocupado.
— Imagina, Saray! Nunca vai me incomodar. Pode me falar se quiser. Lhe ouvirei com prazer — ele então se senta a virar de frente para ela.
— Eu nem sei por onde devo começar. Tem um turbilhão de sentimentos. A minha vida sempre foi muito corrida. Precisei trabalhar desde cedo, e não aproveitei muito a minha infância. Não reclamo de ter trabalhado cedo, até porque isso me fez desenvolver a maturidade que tenho hoje, mas gostaria de não ter me machucado tanto nesse processo. Eu perdi a minha mãe muito nova ainda. Eu me lembro muito pouco dela. Gostaria de ter passado mais tempo com ela.
Alessandro a olha com um olhar de compaixão, e o seu peito queimar e uma louca vontade de abraça-lá.
— Eu lhe entendo. Eu também passei por coisas bem complicadas que me fizeram amadurecer muito. Mas, o importante é que, mesmo com a dor, mesmo que esse processo não seja nada confortável, é dele que vamos extrair as melhores coisas. As piores nós vamos deixar como uma lição. A vida não vem com um controle remoto, nem com um manual de instruções, mas nós podemos sempre buscar a direção correta. Sempre existe uma saída para todos os nossos problemas. Mesmo que eles parecem muito impossíveis.
Saray olha para Alerrandro e sorri. Aquelas palavras de certa maneira lhe confortaram.
— Obrigada por tudo.
— Imagina, gatinha! — ele pisca e dá um sorriso.
— Alerrandro, posso te perguntar uma coisa?
— Claro.
— Por que você não quis receber aquele homem?
Alerrandro sorri.
— Digamos que ele é uma visita indesejada.
— Ah! Entendi, eu acho— Saray da risada. — acho que está na hora de ir. Está ficando tarde, tenho muita coisa pra arrumar.
— Já? Não vai agora. Espera mais um pouco— Alerrandro faz biquinho na tentativa de fazer Saray mudar de ideia.
— Eu queria muito, mas de verdade eu não posso. De todo jeito, muito obrigada por tudo!
— Eu quem agradeço por você ter aparecido em minha vida. Você é muito linda, muito doce. Nunca deixe ninguém duvidar de você. Tá? — ele coloca uma mecha do cabelo da atrás da orelha.
— Obrigada, Alerrandro. Você é um amor!
Alerrandro se aproxima de Saray, e a respiração de ambos estão ofegante. E então, ele lhe dá um beijo com ternura e ela não luta, apenas deixa acontecer. O beijo é terno, calmo, e tranquilo.
Os dois então se afastam, e ainda com a sua testa junto a de Saray, ele diz:
— Me desculpe, mas não pude resistir— ele sorri.
Saray cora.
— Tudo bem, eu confesso que também gostei.
Ele sorri e a beija novamente.
— Seria louco se eu te disser que você é a mulher mais linda que eu já vi em toda a minha vida?!
— Louco não, mas eu iria achar muito galanteador, senhor.
Ele dá risada.
— Não fui galanteador. Fui muito sincero. Você é linda, a mais linda do mundo, pequena!
Ele abraça-a e lhe dá um beijo na testa.
— Desde que eu lhe vi naquela sala, completamente perdida, eu quis te ajudar, te abraçar, cuidar de você. Você mexeu comigo de um jeito que nem eu sei explicar.
— Obrigada por tudo que vocês fizeram por mim. Tem sido um momento muito difícil na minha vida e você de certa forma me trouxe um pouco de alento.
Eles ficam um tempo abraçados.
— Agora é sério. Eu tenho que ir...
Ela se levanta.
— Não, não. Vem cá — ele a puxa novamente para os seus braços.
— Assim não vale. Tenho que ir!
— Aff! Tudo bem então! Deixo, mas com uma condição.
— Qual?! — ela olha para ele.
— Que aceite o meu convite para jantar.
— Tudo bem. Eu aceito!
— Ótimo então— ele sorri e a beija.
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Atualizado até capítulo 33
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