E então, Antônio volta a dizer com firmeza:
— Todos aqui presentes sabem da importância do meu esforço, de como batalhei para chegar onde estou, o quanto batalhei para construir o império da família Santoro. Como sabem, eu estou doente, ainda não sei quanto tempo me resta nessa terra— nesse momento ele para, respira e continua— e é por isso que eu decidi escolher um dos meus filhos para poderem assumir o meu lugar, para que administre os meus negócios.
Ao dizer essas palavras, Antônio então se dirigiu aos seus dois filhos que estavam sentados e tomado então pela plena convicção da escolha do seu pai, David então se levanta para receber a notícia e Antônio continua:
— O meu império deixo nas mãos de quem tem a capacidade de tocar tudo que eu tenho com muita lealdade, sabedoria, fazendo que se multiplique não somente o dinheiro, mas também a qualidade dos serviços prestados a todos os nossos clientes, onde todos a quem os nossos serviços alcançarem, estejam satisfeitos com a qualidade dos serviços, atendimento, e é por isso que deixo na direção do meu filho Alessandro— disse ele colocando a mão no ombro do seu filho caçula.
— Como o senhor pode deixar tudo para seu filho bastardo sendo que o seu filho legítimo e primogênito sou eu?! Eu sou seu primogênito, aquele que tem todo direito e o dever de assumir os negócios! Todos os sócios vão concordar que eu sou o mais capacitado do que esse bastardo com aquela cigana.
— Você dobre a sua língua para falar da minha avó, seu canalha! — disse Alerrandro que foi com toda a fúria para cima do seu tio, sendo controlado pelos sócios do seu avô.
— É exatamente por isso que escolhi o seu irmão e não você. Você é um homem ambicioso, é um homem fútil, mimado. Sempre quer humilhar as pessoas, quer ter um dom superior, trata mal os funcionários da empresa, das fábricas, da casa, das lojas aonde vai. Em todo o lugar que vai, deixa um pouco dessa sua arrogância, dessa prepotência sem fim — disse Antônio com os olhos marejados de raiva e não tentando esconder a sua decepção.
— Então quer dizer que o bastardo é melhor só porque ele ajuda os pobres? Ah, que santo!
— Cala a sua boca, você não sabe nem do que está falando. Se fosse por você, essa família já estaria na ruína porque as únicas coisas que lhe importam além se você, são o dinheiro e mulheres. A sua esposa morreu de desgosto. Cadê que você fala disso? — disse Alessandro cansado dos insultos do seu meio-irmão, até que se ouvem barulho de confusão lá fora.
— Opa, vamos parar de brigar! Parecem dois brutamontes se atracando. Que reunião se família é essa que toda a vez que se reúnem da em briga? Ô, família estranha! — disse Graziela tentando acalmar os ânimos do Gaab e do Alerrandro.
— O meu avô que deixou tudo para o pai desse daí, e deixou o papai e eu na miséria — respondeu Gaab tirando o excesso de sangue da boca
— Deixou porque ele sabe como o seu pai é um irresponsável, é um homem ganancioso, mentiroso, traidor assim como você. Os dois são igualzinhos — respondeu Alessandro tentando controlar a sua raiva.
— Me poupe! Falou o carinha que vive num escritório e sai com as moças do cassino, até a Monstserrat vive se engraçado contigo, nem ela você respeita e disso ninguém fala.
— Epa, que que a diaba da minha irmã tem a ver com isso? E como assim vocês estão juntos?! — perguntou Graziela assustada.
— É........
Nesse momento todos que estão lá dentro saem para ver o que está acontecendo.
— Graziela, minha filha! O que você faz aqui? — perguntou o senhor Garza.
— Eu estava passando por aqui e resolvi passar para irmos juntos para casa. Imaginei que o senhor ainda estivesse aqui.
— E toda essa confusão que tava rolando aqui fora?! — perguntou Antônio.
— Tudo começou porque seu neto é um brutamontes que não aceita a verdade — disse Gaab se fazendo de vítima.
— Eu? Brutamontes? Por que você não fala para mim agora tudo que você me disse? Por que não fala o motivo de ter apanhado?
— Quem apanhou aqui, seu miúdo?
— Só olhar e ver se tem mais alguém aqui com a cara toda arrebentada — disse Alerrandro sorrindo num tom de deboche.
— É verdade, viu! Quando cheguei aqui o Gaab tava apanhando feio — disse Graziela tentando disfarçar a risada.
Quando os ânimos se acalmam, todos se despedem e vão embora. No caminho para casa, o Senhor Garza quebra o silêncio.
— Onde você estava antes de passar aqui, filha?
— Eu fui caminhar um pouco, pai. Sai para poder comer algo e acabei-me esbarrando numa moça muito bonita — respondeu ela sem tirar os olhos do volante.
— Bonita?
—Sim, e muito. Ela aparenta ter menos de 1,60. É ruiva, olhos verdes, e um corpo bem escultural. Juro que nunca vi tanta beleza numa pessoa só.
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Atualizado até capítulo 33
Comments
Maria Aparecida Barbosa da Silva
❤❤❤
2022-12-12
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