Alerrandro💲
Chegamos no local e logo me arrependo de ter vindo. Vários homens com alianças no dedo, vários velhos da época do dilúvio olhando para as moças como predadores. As moças estão semi-nuas, da para ver que elas não estão aqui por opção, e sim obrigadas. A minha vontade é de estourar esse lugar e acabar com essa palhaçadas, mas preciso agir com muita cautela. Assim que nos sentamos, um homem de meia idade vem nos cumprimentar. Ele aparenta ter no máximo uns 60 anos. É baixo, barrigudo, careca e tem os dentes amarelos, o cidadão é desprovido de beleza, viu! Ele olha para Graziela com malícia, e ela logo retribui com um olhar mortal.
— Boa noite! Sejam bem vindos. Espero que estejam gostando.
— Boa noite, obrigado pelo convite. — respondo apertando a sua mão.
— Senhorita? — ele estende a mão para ela que estende a mão.
— Garza. Graziela Garza. — ele dá um beijo na mão dela, e pelo que eu conheço dela, ela está pensando em mil e uma maneiras de acabar com a vida dele.
— Senhor? — ele estende a mão para Wallace.
— Pérez. Wallace Pérez! — ele cumprimenta o homem.
— É uma honra terem você aqui. Eu já ouvi falar muito no seu avô, o grande Antônio Santoro e principalmente no senhor e no seu pai. Fiquem á vontade, logo teremos o leilão do nosso grande produto. Se o senhor ou o senhor Pérez gostarem de alguma garota, ela é de vocês. Cortesia da casa!
— Obrigado! — dou um sorriso de lado e ele logo sai.
— Esse homem tá louco para morrer, e eu estou louca para meter uma bala bem no meio da testa dele. — Graziela diz e eu dou risada. Ela é tão sem paciência que chega a ser engraçado.
E aqui estamos nessa palhaçada. Da vontade de tacar fogo nisso daqui. Como podem leiloar inocência, sonhos? Pobre moças...
— Olha quem tá aqui! — Wallace aponta com a cabeça e eu aviso o meu primo de longe.
— Alguma ele está aprontando, e das grandes. Algo me diz que tem haver com as meninas... — Graziela diz e eu afirmo com a cabeça.
— Eu vou investigar isso de perto. Vou dar uma volta por aí e ver o que descubro. — Wallace se levanta discretamente e sai.
— Isso não tá me cheirando bem...
— Vamos descobrir, Grazi. Vamos descobrir!
Ficamos ali por mais alguns minutos e a cada lance a minha vontade de atear fogo aqui aumenta. Eu olho pra Graziela e consigo prever que ela está pensando o mesmo que eu. Com meia hora o Wallace volta como se tivesse visto um fantasma.
— Eu descobri algo. E eu lhe conhecendo bem como lhe conheço, sei que você vai atear fogo nesse local.
— ele diz e eu já começo a ficar com raiva.
— Diz logo o que você sabe, cara! — Graziela coloca o copo em cima da mesa e se ajeita na cadeira.
— Lembra daquela moça, a Saray? Então! Ela está ali, atrás daquela cortina. Ela é o tal produto preciso, mano. E pelo que eu entendi, eles vão leiloa-la por uma noite inteira. Irmão, ela tá na gaiola só de lingerie. Ela não me viu, porque ela está toda encolhida. Não se parece nada com aquela moça que conhecemos. — ele diz e eu sinto um fogo me consumir por dentro.
— Pera aí.A Saray? Uma moça ruiva, de olhos verdes?! — a Grazi diz e arregala os olhos.
— Sim, essa mesma. A conhece?
— Conheço, eu a conheci alguns dias atrás. Mas, como?! Por quê?!
— Isso nós vamos descobrir! — coloco o meu copo em cima da mesa e saio a procura do Humberto. A Graziela e o Wallace me seguem. Encontramos o Humberto, ele está com umas moças e uns seguranças. Alguns dos meus homens estão aqui, eu não sou bobo de andar desprevenido.
— Humberto, posso falar com você?!
— Mas é claro! Vamos para a minha sala. — ele se levanta e vamos até a sala dele. Nós nos sentamos e ele continua. — em que posso lhe ajudar?
— Bom, eu estou com alguns problemas para resolver, e eu preciso ir embora. Gostaria mesmo de agradecer o seu convite, gostei do evento( mentira, eu odiei, tô me controlando pra não tacar fogo), mas preciso mesmo ir. Você me disse que eu poderia escolher uma moça que ela seria me dada de presente. Quero saber mais sobre.
— Bom, meu amigo... Eu quero lhe dar uma moça de presente. Ela será toda sua, passará para o seu nome, ninguém mais terá direito sobre ela.
— Ótimo. Eu vou querer. Mas antes, quero lhe dar algo — o Wallace me entrega um pacote e eu entrego pra ele que abre e de imediato os seus olhos brilham.
— Eu vim aqui para lhe trazer esse presente. Aí tem 780000 gramas de pura heroína, e aqui — lhe entrego outro pacote — mais 780000 gramas de meta anfetamina.
Ele sorri e os seus olhos brilham como os de uma criança quando ganha doces.
— Obrigado! Muito obrigado mesmo! Já escolheu a moça que quer?
— Ainda não.
— Ótimo, eu tenho uma sugestão. A moça que será leiloada hoje. Com toda certeza do mundo irá gostar dela. Ela é gata, muito gotosa, uma ninfeta de primeira e o melhor, é casta — maldito, desgraçado! Como ele ousa falar assim da minha mulher? Eu não tenho paciência pra isso, mas preciso me controlar ao máximo.
— Certo. Vou ficar com ela.
— Não quer nem dar uma olhada?!
— Não, já que é um presente tão valioso eu vou confiar em você — dou um sorriso de lado e ele acena com a cabeça.
Nesse momento um dos homens intervém...
— Mas, senhor... E o combinado com o senhor Iago? — nesse momento a Graziela e o Wallace olha pra mim. Maldito!
— Não, nem continua. Sabe com quem estamos falando? Estamos falando com o homem mais poderoso do México, o próximo chefe dos dragones de sangre, tenha mais respeito!
— Rapaz, quer mesmo que o seu senhor me negue algo? Quer mesmo declarar uma guerra?!
e— Não, senhor. Me perdoe! — ele abaixa a cabeça.
— Ok, tudo bem. Dessa vez passa!
— Aqui estão os papéis, é somente assinar. — ele me entrega e eu leio tudo com muita atenção. Tudo parece estar em ordem, a Saray será minha — assunto e entrego. Ele então me dá uma cópia do contrato.
— Obrigado. Espero nos ver em breve. — estendo a minha mão e ele a aperta.
— A sua encomenda estará amanhã mesmo em sua casa, senhor.
— Poderia me entregar hoje ainda? Amanhã não estarei mais aqui.
— Ok, como quiser. — aceno em afirmação e saímos da sala dele.
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Atualizado até capítulo 33
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