Saray chega na sua nova cidade com o seu pai e a sua irmã. Tiffanny está super animada para poder conhecer a sua nova casa e dar um passeio.
— QUE LUGAR MAIS! — exclama surpresa, encantada com o lugar.
— Realmente é muito linda, não acha, Saray?
— Sim, papai. É muito linda.
— Filha, eu sei que você está preocupada com essa nova mudança, e é compreensível que esteja com medo, mas esse será o nosso novo recomeço. É uma oportunidade para podermos começar numa vida nova, sem todas aquelas lembranças ruins! — disse ele segurando a mão da moça.
— Tá certo, papai. O senhor tem razão!
O ônibus para e eles descem na rodoviária. Eles pegam um táxi e seguem em direção a nova casa. Ao chegarem no endereço, se deparam com uma casa simples, mas muito bonita, com alguns jarros de plantas na frente, e a antiga proprietária já está esperando.
— Sejam bem-vindos a nova casa de vocês — disse a moça recebendo - os com um sorriso.
— Muito obrigado, senhora — respondeu Gael com um sorriso no rosto.
— Eu adorei a casa! Ela é linda.
— A Tiffanny tem razão. A casa é muito linda!
— Senhora, muito obrigada por aceitar ter feito negócio comigo. Há muito tempo eu queria me mudar para outro lugar para ter um novo começo com as minhas filhas.
— Imagina, senhor Gael! Sou eu quem agradeço, porque eu estava há muito tempo buscando uma casa na capital. Precisava para poder ficar mais próxima do hospital que a minha enteada faz tratamento.
— Espero que dê tudo certo com a sua afilhada e que ela fique bem logo — disse Saray com o seu jeito doce e um sorriso gentil de aquecer a alma.
— Obrigada, moça. E eu espero que aqui possam ter o recomeço que tanto buscam!
Enquanto isso, Alerrandro e Wallace estão a caminho do rancho da família para esperarem o carregamento. Todos no carro estão em silêncio, até que Wallace não se aguenta mais de curiosidade.
— O que nós estamos indo fazer lá? Dá para me dizer?
— Calma, meu amigo! Logo saberá, e irá adorar a novidade.
— Ah, e porque não pode me contar agora?
— Porque, se eu contar, perde a graça.
— E o que é?
— Bom, é uma ideia do meu pai com a Graziela.
— Misericórdia! Primeiro chama-me para vim com você parecendo que vai salvar alguém de um enforcamento. Agora tem dedo da doida da Graziela nisso? Put* merd*! — diz ele colocando a mão no peito com um tom debochado.
— Cala a boca — disse a dar um tapa no braço de Wallace.
O carro então começa a entrar no rancho da família.
Na nova casa da família Montenegro, Saray está a arrumar as coisas, quando ouve o seu pai conversando com alguém. É uma voz familiar. Era Eusébio, um antigo amigo do seu pai que estava sempre com Gael nas confusões que ele se metia.
— Cara, o Balbino está vindo para cá.
— Como assim? — pergunta Gael colocando as mãos na cabeça.
— Ele está vindo. E agora estamos ferrados. Estamos perdidos! — exclamou a andar de um lado para o outro.
— Fale baixo! As minhas filhas estão em casa, e eu não quero que elas ouçam. E eu também estou preocupado com essa situação. Eu já paguei metade da minha dívida com ele. Eu peguei dinheiro emprestado com um amigo da minha filha, o Iago.
Nesse momento, Saray sentiu se traída por Iago e por seu pai. Apesar de não corresponder as investidas do rapaz e sentir somente carinho por ele e o enxergar como um bom amigo, ela confiava nele. E acabou a descobrir que o seu pai mentiu para ela em dizer que não tinha se metido em mais nenhuma confusão, porque até então ela não sabia dessa tal dívida.
— E agora, Gael?! Nós estamos encrencados. Nós não fizemos aquele serviço direito, e ainda deixamos a mercadoria escapar.
— E sem contar que foi nesse serviço que eu me feri. Por causa daquele desgraçado, tomei um tiro na perna.
Nesse momento, Saray caiu no chão, e começou a chorar, porque não podia acreditar que o seu pai mentiu há 4 meses ao dizer que tomou um tiro por estar no meio de uma troca se tiros entre bandidos e assaltantes, mas não sabia que o seu pai poderia ser um dos bandidos, e não tem certeza de quem o feriu.
Os dois então saem de casa para beber um pouco e então ela aproveita para poder sair para respirar. A decepção de Saray é tão grande, que ela caminha sem parar, sem ao menos saber para onde ela vai. Ela está em êxtase, e nem dá conta de que está numa cidade completamente desconhecida. Ela então começa a entrar numa rodovia, onde passam muitos veículos, mas nem o barulho parece incomoda-lá. Enquanto isso, vários carros passam e buzinam para ela. Saray estava com uma calça jeans, e uma blusa preta, com um ténis e um coque no cabelo. Ela saiu tão atordoada, que do jeito que estava devido à mudança, ela foi para a rua. Saray era uma moça linda, ruiva que chamava sempre a atenção por sua beleza, e principalmente pelo seu corpo. Cansada de caminhar e devido ao sol quente, Saray acaba a passando mal.
Nesse exato momento, Mathias estava a voltar do supermercado que ele havia ido para comprar umas coisas a mando de Alerrandro, vê Saray passando mal e decide parar para perguntar se ela precisa de ajuda.
— Moça? Boa tarde! Tá tudo bem com você?
— Oi, eu não estou muito bem. Mas, não é nada demais. É só o... — ela desmaia.
Mathias desce do carro.
— Moça? Moça? Ai, minha nossa Senhora.
Nesse momento, ele abre a porta do carro, coloca Saray dentro e leva para o rancho. Ele entra apressadamente, e Wallace estranha a atitude do rapaz.
— Tá tudo bem, Mathias?! — pergunta caminha indo em direção ao carro.
— Senhor, corre aqui! Rápido! — responde a abri a porta do carro.
Wallace vê Saray desacordada e Mathias pega ela nos braços e sai em direção a casa.
— Deita ela aqui no sofá, rápido — diz a tirar as almofadas.
— Eu vou buscar o álcool — disse ele correndo.
— Moça, moça? Moça, acorda!
Ele começa a verificar o pulso de Saray que está normal. Mathias chega com o álcool.
— Ai, graças a Deus!
Eles pegam um pedaço de algodão e dão para a moça cheirar, até que ela acorda.
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Atualizado até capítulo 33
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