Após a dança, a recepção seguiu em um ritmo tranquilo, mas com um clima tenso pairando no ar. Liz e Felipo se separaram assim que a música cessou, e cada um foi em direção a um grupo de convidados diferentes.
Liz – Com os Pais e Soffie
Liz se afastou de Felipo, o coração batendo forte. Ela sentia uma mistura de emoções: frustração, insegurança e uma dor que ela tentava não reconhecer. Foi até os pais, que estavam conversando animadamente com alguns familiares.
— Liz, minha filha, você está linda, mais do que nunca — disse Cecília, abraçando a filha com um sorriso radiante. Ela estava feliz por tudo estar acontecendo bem, mas não podia ignorar o desconforto de Liz.
Liz forçou um sorriso. — Obrigada, mãe. Só... estou tentando me acostumar com tudo isso.
Soffie, que estava ao lado de Liz, puxou-a para um canto mais discreto, longe dos olhares dos convidados. — Ei, você está bem? Parece que está pensando em tudo, menos no momento.
Liz olhou para a amiga, a tristeza transparecendo em seus olhos. — Não, Soffie. Não estou bem. Sinto que estou apenas sendo empurrada para essa vida e não tenho controle sobre nada. Felipo é... Ele é inacessível. Não sei o que estou fazendo aqui.
Soffie a olhou com um olhar cúmplice. — Eu entendo, amiga. Mas você vai precisar se controlar um pouco, não é? Você sabia que ele era assim desde o início, mas você é mais forte do que pensa. Ele não pode te tirar o foco daquilo que você tem que fazer. E é bom que saiba, a noite ainda é sua.
Liz balançou a cabeça. — Eu não tenho certeza de mais nada, Soffie. Nem sei se posso continuar com tudo isso.
Soffie a abraçou. — Só se você realmente quiser, Liz. Mas lembre-se de uma coisa: você não está sozinha. Eu vou estar sempre aqui para você, o que quer que aconteça.
Felipo – Com o Pai, a Avó e Dean
Felipo, por sua vez, estava em outro canto da mansão, conversando com seu pai, Bruno, sua avó e Dean. O clima entre eles estava denso. O pai de Felipo não parecia nada satisfeito com o filho, e a tensão entre os dois era palpável.
— Filipo, preciso de mais do que isso — disse Bruno, com os braços cruzados, olhando fixamente para o filho. — Você não pode continuar agindo como se fosse um adolescente. Esta é a sua vida, você precisa fazer escolhas, e as consequências dessas escolhas afetam mais do que você.
Felipo não respondeu de imediato, sua expressão séria. Ele olhou para Dean, que estava ao seu lado, observando a conversa.
— Eu sei, pai. Mas não é fácil. Você não tem ideia do que está acontecendo aqui — Felipo disse, com uma raiva reprimida em sua voz.
A avó de Felipo, Dona Beatriz, falou com um tom mais suave, mas igualmente carregado de preocupação. — Felipo, você tem a chance de construir algo sólido. Algo que sua mãe nunca quis para você. Você está sendo teimoso demais. A vida já te deu muitas oportunidades e não podemos continuar brincando com isso.
Felipo sentiu a dor da lembrança da mãe, mas não mostrou. Ele apenas manteve o silêncio, com os punhos cerrados, controlando o que sentia.
— Não vou me submeter a um casamento que não significa nada, vó — Felipo retrucou, com a voz fria. — Não posso ser forçado a isso.
Dean, percebendo a tensão, se aproximou para aliviar o clima, dando um tapinha nas costas de Felipo. — Ei, cara, talvez seja hora de você dar um tempo e se divertir um pouco, antes que as coisas piorem. Vá para o escritório, relaxe um pouco. Eu vou te dar um toque depois.
Felipo olhou para Dean e assentiu, aliviado por sair daquela conversa. Ele se dirigiu para o escritório da mansão, onde pretendia se afastar de tudo por um momento.
O Flagra de Liz
Liz, ao se afastar de seus pais e Soffie, acabou indo na direção do escritório. O ambiente estava calmo, e ela não esperava ver mais nada além da tranquila decoração de paredes escuras e móveis sofisticados. Ela foi até a porta do escritório, escutando uma conversa abafada lá dentro. Ao abrir a porta, a cena a fez parar imediatamente.
Felipo estava lá, com uma mulher, uma das convidadas da festa. Ela estava encostada na mesa, seus olhos fixos em Felipo, enquanto ele a puxava para si, beijando-a. A mulher não era discretamente atraente, mas havia algo na maneira como ela se entregava ao momento que parecia fazer a raiva de Liz crescer ainda mais.
Liz, sentindo o estômago embrulhar, quase desmaiando com a visão, fechou a porta bruscamente, sem que nenhum dos dois a percebesse.
Ela ficou ali, parada, com o coração batendo descontroladamente. A raiva tomou conta dela, seu rosto ficou pálido de fúria. Sentia-se traída, mesmo sem que tivesse havido algo "formal" entre ela e Felipo. Mas, no fundo, ela sabia que aquela era a última gota.
Ela respirou fundo, mas a dor da traição era insuportável. Se Felipo pensava que ela não se importava, estava redondamente enganado. Ela estava prestes a descobrir mais sobre ele do que jamais imaginou.
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Atualizado até capítulo 100
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