O sol já estava alto quando Felipo abriu os olhos, a cabeça latejando por causa da ressaca. O quarto estava um caos—garrafas vazias, roupas espalhadas e o perfume doce de uma mulher desconhecida ainda pairando no ar. Ele passou a mão no rosto, tentando afastar a sensação incômoda que o acompanhava desde o jantar de noivado.
Seu celular vibrava incessantemente na mesa de cabeceira. Dean.
Dean (mensagem): Me responde. Precisamos conversar.
Felipo bufou e bloqueou a tela. Não queria conversas sérias, nem lidar com a realidade. Então, fez o que sabia fazer de melhor: afundou-se ainda mais na farra.
Enquanto isso, do outro lado da cidade, Liz e Soffie estavam no mesmo café do dia anterior. Haviam passado a madrugada conversando sobre o casamento, revirando todas as redes sociais de Felipo. Soffie ainda estava chocada.
— Eu sei que já falamos sobre isso a noite toda, mas… meu Deus, Liz! Seu noivo é um pedaço de mau caminho!
Liz revirou os olhos, cansada.
— Você quer me lembrar disso de meia em meia hora?
Soffie ignorou o tom impaciente da amiga e virou a tela do celular para ela.
— Você viu essas fotos? Olha isso! O cara parece um modelo de revista! Ele é o solteiro mais cobiçado da Itália, o herdeiro do império Hernandez… e você vai casar com ele em um mês!
Liz suspirou, pegando a xícara de café.
— É, e ele também é arrogante, mulherengo e insuportável.
Soffie sorriu de canto.
— Humm… esse tipo de homem sempre cai de joelhos quando encontra alguém que não se rende fácil.
Liz arqueou uma sobrancelha.
— Se você está insinuando que eu devo jogar charme pra cima dele, pode esquecer.
Soffie deu de ombros, divertida.
— Só estou dizendo… faça o homem sofrer um pouquinho. Vai que ele aprende uma lição.
Enquanto isso, Felipo ria nos braços de mais uma mulher, como se nada tivesse mudado.
A música alta fazia as paredes vibrarem, luzes coloridas piscavam em meio à multidão de corpos dançantes. Felipo estava no centro do caos, uma taça de uísque na mão e um sorriso convencido nos lábios. Ao seu redor, mulheres se aproximavam, sorrisos insinuantes, toques discretos. Ele gostava desse jogo. Era fácil, previsível. Diferente do que o aguardava fora dali.
Dean finalmente o encontrou no meio da balada. Se aproximou, já cansado da insistência.
— Você está fugindo da realidade como um moleque, Felipo.
Felipo riu, virando o restante da bebida.
— A realidade que espere. Hoje, eu só quero aproveitar.
— E Liz?
Felipo travou o maxilar, mas logo forçou um sorriso.
— Liz está onde deveria estar. E eu estou onde quero estar.
Dean cruzou os braços.
— Você pode fingir que não liga, mas no fundo sabe que sua vida mudou.
Felipo ignorou, puxando a mulher mais próxima para um beijo intenso. Dean suspirou, balançando a cabeça. Ele conhecia bem demais aquele amigo. Felipo podia fingir que nada importava, mas aquela farra desenfreada era a prova de que, no fundo, ele estava perdido.
O que falta para Filippo cair em si?
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Atualizado até capítulo 100
Comments
Guillotine
Que história incrível, não consigo parar de ler!
2025-03-10
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