[Cena: Thunderbolt Racing – Oficina – Tarde]
Era mais um dia agitado na oficina da equipe Thunderbolt Racing. O som dos motores, as conversas intensas sobre as modificações nos carros, e a tensão no ar tornavam o ambiente carregado de expectativa. Mas, no fundo, algo estava prestes a mudar.
Luca estava com a testa franzida, analisando os ajustes em um dos carros. Ele estava tão focado que nem percebeu quando Noah se aproximou, observando-o em silêncio.
Noah estava começando a sentir que havia algo mais entre ele e Luca, algo que ultrapassava o respeito mútuo pela corrida e pela equipe. A tensão entre eles já não era só de rivalidade ou desafio. Era algo mais profundo, mais intenso.
— Está tudo bem com o carro? — Noah perguntou, quebrando o silêncio.
Luca levantou os olhos e, por um momento, seus olhares se encontraram. Noah viu algo ali que não conseguia descrever, mas sabia que não era só o desafio da pista. Era mais, muito mais.
— Está tudo certo, só... um ajuste final. — Luca respondeu, tentando esconder a inquietação em sua voz.
Noah percebeu o esforço de Luca para manter o foco, mas algo estava claramente incomodando o italiano. Sem pensar, ele colocou a mão no ombro de Luca, em um gesto de apoio.
— O que aconteceu, Luca? — Noah perguntou, sem pressa, com uma calma que ele mesmo não sabia de onde vinha.
Luca permaneceu em silêncio por um longo momento. Ele se afastou de Noah, caminhando até o centro da oficina. O que ele sentia naquele instante era difícil de admitir, até para si mesmo. O quanto de sua vida estava se entrelaçando com Noah? O quanto ele estava disposto a entregar?
— Você acha que eu estou sempre no controle, não é? — Luca disse, sua voz tensa. — Mas, às vezes, até eu me sinto perdido, Noah.
Noah não se afastou. Ele deu um passo adiante, agora mais próximo de Luca, sentindo que era o momento de finalmente falar o que tinha guardado dentro de si.
— Luca, eu... eu não quero que você carregue isso sozinho. Você tem uma equipe. Eu sou parte disso também. — Noah falou, suas palavras saindo com mais emoção do que ele esperava.
Luca olhou para ele, como se estivesse processando o que Noah acabara de dizer. A tensão entre eles cresceu, mas desta vez não era só pela corrida. Era algo mais íntimo, mais vulnerável. Algo que ambos estavam tentando evitar, mas que estava inevitavelmente se aproximando.
— Eu... — Luca começou a falar, mas parou, lutando contra a própria resistência. Ele estava começando a se abrir, mas tinha medo. Medo de se entregar a algo que ele não conseguia controlar.
Mas Noah não se afastou. Ele se aproximou ainda mais, até que estavam tão próximos que podiam ouvir a respiração um do outro.
— Eu não vou te deixar sozinho nisso. — Noah repetiu, mais firme agora, tocando levemente o peito de Luca. Era uma promessa silenciosa, mas poderosa.
Luca fechou os olhos por um momento, permitindo que as palavras de Noah penetrassem em sua mente. Quando os abriu, havia uma intensidade nos olhos de Luca que Noah nunca havia visto antes. Um olhar que misturava dúvida, desejo e uma vontade desesperada de se conectar, de finalmente ceder ao que ele sentia.
Antes que qualquer um dos dois pudesse dizer mais alguma coisa, Luca se inclinou para frente, seu corpo agora colado ao de Noah. Sem palavras, sem explicações, apenas uma ação impulsiva que falava mais do que qualquer diálogo poderia expressar. Os lábios de Luca se encontraram com os de Noah em um beijo urgente, como se finalmente estivessem quebrando todas as barreiras que haviam colocado entre eles.
Noah, surpreso inicialmente, respondeu ao beijo com a mesma intensidade. Era como se tudo o que eles haviam acumulado, todas as emoções reprimidas, estivessem sendo liberadas naquele instante. O beijo se aprofundou, e os dois começaram a se perder no momento, nas sensações, no que aquele gesto significava para ambos.
[Cena: Quarto de Luca – Noite]
A noite caiu, e Luca estava deitado na cama, olhando para o teto, perdido em seus próprios pensamentos. O beijo que compartilhara com Noah ainda estava fresco em sua mente, mas ele não sabia como processá-lo. Ele sabia que não estava mais no controle da situação, e isso o aterrorizava.
A porta do quarto se abriu silenciosamente, e Noah entrou, sem fazer barulho. Ele estava hesitante, mas não ia embora. Eles precisavam falar, ou a tensão entre eles os consumiria.
Luca olhou para ele, seu olhar ainda marcado pela confusão e pela dúvida.
— Você... — Luca começou, mas sua voz falhou. — Isso não era planejado, Noah.
Noah deu um passo à frente, os olhos fixos nos de Luca, e sorriu de maneira suave.
— Eu sei que não era planejado, mas não precisa ser. Não precisamos planejar tudo, Luca. Às vezes, as coisas simplesmente acontecem. — Noah respondeu, a calma em sua voz contrastando com a agitação no olhar de Luca.
Luca não sabia como reagir. Ele havia se entregado a um momento de vulnerabilidade, mas a realidade ainda o assombrava. O que isso significava para eles? Para a equipe? Para o que eles estavam construindo?
— Eu não sei o que fazer com isso. — Luca disse, a dúvida ainda presente em suas palavras.
Noah se aproximou mais uma vez, agora mais tranquilo, mais consciente do que estavam criando juntos. Ele não tinha todas as respostas, mas sabia o que sentia.
— Não precisa fazer nada agora. Só... não desista disso. — Noah falou, mais suave agora, tocando o rosto de Luca com a palma da mão.
Luca fechou os olhos por um momento, permitindo-se sentir a presença de Noah. Não era mais uma questão de controle, de manter distância. Era uma questão de confiar, de se permitir viver o que estava acontecendo entre eles.
— Eu não vou desistir. — Luca respondeu, sua voz mais suave agora, cheia de um novo entendimento.
Eles ficaram em silêncio por alguns momentos, as palavras deixadas de lado, substituídas pela conexão silenciosa que se formava entre eles. Algo havia mudado, mas não havia pressa. Eles tinham tempo.
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Atualizado até capítulo 30
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