Capítulo 12: Um Passeio para Descontrair
Com a rotina da mansão mais leve e as crianças sempre animadas, Mateus decidiu organizar um passeio em família. A ideia era passar um dia em um parque próximo, com espaço para piqueniques, brincadeiras e uma pausa do ambiente formal da casa.
Na manhã do passeio, Anny estava na cozinha preparando os lanches enquanto Gabriel e Alice corriam pela casa, empolgados. Malu, como sempre, estava mais tranquila, mas havia um brilho de expectativa em seus olhos.
Mateus desceu as escadas com um sorriso raro e descontraído, algo que imediatamente chamou a atenção de Anny.
— Tudo pronto? — perguntou ele, olhando para os preparativos na mesa.
— Sim, senhor Cavalcanti. Estou terminando de arrumar as frutas e os sanduíches.
— Já disse que pode me chamar de Mateus — disse ele, lançando um olhar significativo.
Anny ficou sem jeito, mas assentiu.
— Certo... Mateus.
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Chegada ao Parque
O parque estava cheio de famílias, crianças correndo e casais passeando de mãos dadas. Alice e Gabriel desceram do carro correndo, maravilhados com o espaço aberto.
— É enorme! — exclamou Gabriel, olhando para o campo de futebol.
Malu segurou sua mochila e olhou ao redor, mais reservada, mas claramente contente por estar ali. Anny ajudou a carregar as coisas, enquanto Mateus guiava todos até um local agradável para montar o piquenique.
Depois de tudo arrumado, Alice puxou Anny pela mão.
— Venha brincar com a gente!
— Eu? Mas vocês têm o pai de vocês.
— Ele não sabe brincar direito — brincou Gabriel, rindo.
Mateus arqueou uma sobrancelha, fingindo indignação.
— Ah, é? Vou provar que sei!
Ele tirou o paletó e, pela primeira vez, participou das brincadeiras com os filhos. Eles jogaram bola, brincaram de esconde-esconde e até correram para ver quem chegava primeiro em uma árvore distante. Anny, que assistia de longe, não conseguia evitar o sorriso ao ver Mateus tão descontraído e feliz.
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Um Momento a Sós
Depois do almoço, enquanto as crianças brincavam próximas ao lago, Anny e Mateus ficaram sentados no gramado, observando-as de longe.
— Eles estão tão felizes — disse Anny, quebrando o silêncio.
— Você tem muita culpa nisso — respondeu Mateus, olhando para ela.
— Culpa?
— No bom sentido. Desde que chegou, você trouxe algo que estava faltando nesta casa.
Anny desviou o olhar, tentando esconder o rubor em seu rosto.
— Acho que todos vocês estavam prontos para mudar. Só precisei mostrar o caminho.
Mateus assentiu, mas sua expressão ficou séria.
— Sabe, Anny, depois que minha esposa morreu, eu me fechei completamente. Achei que, se eu me concentrasse no trabalho, poderia proteger meus filhos da dor. Mas tudo o que fiz foi afastá-los.
Anny olhou para ele, surpresa pela sinceridade.
— Eles entendem, Mateus. Eles só queriam você de volta, e agora têm isso.
— E quanto a você? — perguntou ele, de repente.
— Eu?
— Você parece tão dedicada a todos, mas nunca fala de você. O que a trouxe para cá?
Anny hesitou. A história de sua vida nos últimos meses não era algo que ela compartilhava facilmente.
— Eu precisava de um recomeço. O Brasil era... complicado para mim, então decidi tentar algo novo aqui.
Mateus percebeu a reserva em sua voz e decidiu não pressioná-la.
— Bom, seja qual for o motivo, sou grato por você estar aqui.
Anny sorriu, mas sentiu o peso das palavras.
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De Volta ao Lar
Ao voltarem para a mansão, as crianças estavam exaustas, mas felizes. Gabriel e Alice adormeceram no sofá, enquanto Malu subiu para o quarto com um sorriso discreto, algo raro nela.
Depois de ajudar a arrumar tudo, Anny se preparava para ir para o quarto quando ouviu Mateus chamá-la no corredor.
— Anny.
Ela se virou, encontrando-o parado, com as mãos nos bolsos.
— Sim?
— Obrigado por hoje. Acho que não tenho sido tão presente assim em anos.
— Foi um prazer. Vocês todos merecem momentos como esse.
Por um momento, os dois ficaram em silêncio, o olhar de Mateus fixo no dela. Anny sentiu o coração acelerar, mas rapidamente quebrou o contato visual.
— Boa noite, senhor Cavalcanti... Mateus.
Ele deu um pequeno sorriso antes de responder:
— Boa noite, Anny.
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Uma Reflexão Noturna
No quarto, Anny sentou-se na cama, passando os dedos pelos cabelos enquanto tentava processar os acontecimentos do dia. A proximidade crescente com Mateus estava começando a se tornar evidente, e ela não sabia como lidar com isso.
Havia algo no jeito como ele a olhava, como a chamava pelo nome, que fazia seu coração disparar. Mas, ao mesmo tempo, ela sabia que precisava manter os pés no chão.
Mateus era seu patrão, um homem ainda lidando com o luto, e ela era apenas uma babá que tinha vindo para os EUA em busca de uma vida melhor.
Mas, por mais que tentasse se convencer, Anny sabia que algo estava mudando. E, no fundo, isso a deixava assustada e animada ao mesmo tempo.
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Atualizado até capítulo 100
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