Capítulo 6: Um Dia de Surpresas
A manhã começou de forma tranquila. Anny preparou o café da manhã, as crianças foram para a escola e Mateus saiu cedo para o trabalho. Era um dia normal na mansão Cavalcanti, ou pelo menos parecia ser.
Enquanto organizava a casa, Anny recebeu uma ligação inesperada. Era Sarah, avisando que não poderia buscar as crianças na escola devido a um problema pessoal.
— E agora? — perguntou Anny, nervosa.
— O senhor Mateus não atende o telefone, então você terá que buscá-los. Há um carro disponível na garagem.
Anny nunca tinha dirigido na cidade antes, mas sabia que não tinha escolha. Pegou as chaves do carro e partiu rumo à escola.
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A Primeira Responsabilidade
Quando chegou à escola, as crianças já estavam esperando na entrada. Gabriel e Alice acenaram animadamente ao vê-la, mas Malu mantinha sua postura indiferente.
— Por que você veio? Onde está Sarah? — perguntou Malu, cruzando os braços.
— Sarah teve um imprevisto, então eu vim buscar vocês — explicou Anny, tentando soar confiante.
— Você sabe dirigir direito? — Malu questionou, desconfiada.
— Acho que vamos descobrir juntos — brincou Anny, tentando aliviar o clima.
As crianças entraram no carro, e Anny começou o caminho de volta. Gabriel e Alice conversavam animadamente no banco de trás, enquanto Malu olhava pela janela, claramente desconfiada.
— Você dirige muito devagar — comentou Malu depois de alguns minutos.
— Prefiro dirigir devagar e chegar em segurança — respondeu Anny, com um sorriso.
Apesar do nervosismo, Anny conseguiu chegar à mansão sem problemas. Assim que estacionou, Alice bateu palmas.
— Você foi incrível, Anny!
— É, não foi tão ruim assim — admitiu Gabriel.
Malu, no entanto, apenas saiu do carro sem dizer nada.
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Uma Tarde Cheia de Energia
Depois do almoço, Anny sugeriu que as crianças fizessem algo diferente.
— Que tal um piquenique no jardim? Podemos aproveitar o sol e inventar histórias juntos.
Alice e Gabriel adoraram a ideia. Até Malu, que geralmente preferia ficar sozinha, parecia intrigada.
— Podemos fazer isso perto da árvore grande? — perguntou Alice.
— Claro! Vamos pegar as coisas — respondeu Anny, animada.
Com a ajuda das crianças, Anny preparou sanduíches, frutas e suco. Quando tudo estava pronto, eles foram para o jardim. Gabriel correu para pegar um pedaço de pão para os pássaros, enquanto Alice começou a inventar uma história sobre princesas e dragões.
— E então o dragão apareceu e disse: "Eu não sou mau, só estou com fome!" — contou Alice, arrancando risadas de Gabriel.
— Essa história não faz sentido — comentou Malu, mas Anny percebeu um pequeno sorriso em seus lábios.
— E qual seria a sua versão, Malu? — perguntou Anny.
Malu hesitou, mas acabou cedendo.
— O dragão seria um guardião do castelo, protegendo um tesouro importante. Mas a princesa precisaria convencê-lo de que ela era digna de entrar.
— Isso é tão legal, Malu! — exclamou Alice.
Anny sorriu, sentindo que Malu estava começando a se abrir, mesmo que aos poucos.
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A Chegada Inesperada de Mateus
Enquanto as crianças brincavam, Anny ouviu o som de um carro chegando. Era Mateus, que voltou para casa mais cedo do que o normal. Ele saiu do carro e observou o piquenique no jardim, com uma expressão indecifrável.
— O que está acontecendo aqui? — perguntou ele, se aproximando.
As crianças pararam de brincar e olharam para o pai, um pouco tensas.
— Estamos fazendo um piquenique! Foi ideia da Anny — explicou Alice.
Mateus olhou para Anny, que tentou manter a calma.
— Achei que seria bom para eles passarem um tempo ao ar livre, senhor Cavalcanti.
— E as lições de casa?
— Já fizemos! — disse Gabriel rapidamente.
Mateus suspirou, parecendo cansado, mas não disse mais nada. Ele voltou para dentro da casa, deixando Anny e as crianças aliviados.
— Ele nunca gosta de nada divertido — murmurou Alice.
— Não é isso, ele só tem muita coisa na cabeça — respondeu Anny, tentando suavizar a situação.
Malu ficou em silêncio, mas Anny percebeu que a menina parecia refletir sobre algo.
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Reflexões Noturnas
Naquela noite, enquanto colocava as crianças para dormir, Anny ficou pensando na reação de Mateus. Ele parecia tão distante, tão desconectado. Ela se perguntou o que mais poderia fazer para ajudar a aproximá-lo das crianças.
Depois que todos estavam dormindo, Anny foi até a cozinha e encontrou Sarah, que havia retornado.
— Foi um dia agitado? — perguntou Sarah, servindo-se de uma xícara de chá.
— Bastante, mas acho que foi produtivo. As crianças se divertiram muito.
Sarah assentiu, mas sua expressão era séria.
Sarah, idade 55 anos
— É bom que elas se divirtam, mas não espere que o senhor Mateus veja isso como prioridade. Ele não é o mesmo desde que perdeu a esposa.
— Eu imagino que não seja fácil para ele...
— Não é fácil para ninguém nesta casa.
Anny ficou em silêncio, pensando nas palavras de Sarah. Ela sabia que a tarefa de unir aquela família seria complicada, mas estava disposta a tentar.
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Atualizado até capítulo 100
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