Capítulo 7: Forçados a Trabalhar Juntos
Na manhã seguinte, Anny estava organizando o café da manhã quando Mateus desceu as escadas mais cedo que o habitual. Ele parecia mais sério que o normal, com o celular em mãos e uma expressão de urgência.
— Anny, preciso que você me acompanhe hoje à tarde — disse ele de forma direta, enquanto colocava café na xícara.
Anny ficou surpresa.
— Me acompanhar? Aonde?
— Tenho uma reunião com investidores importantes e preciso que alguém fique de olho nas crianças no escritório. Sarah não pode ir hoje, então não tenho outra opção.
— Claro, senhor Cavalcanti — respondeu Anny, tentando esconder a apreensão.
Mateus assentiu e saiu da cozinha sem mais explicações. Alice, que estava na mesa com Gabriel, sorriu animada.
— Vamos ao escritório do papai?
— Parece que sim — respondeu Anny, sem saber exatamente o que esperar.
Chegando ao Escritório
Mais tarde, Anny ajudou as crianças a se prepararem. Malu, como de costume, parecia contrariada com a ideia.
— Por que temos que ir? Não podemos ficar em casa?
— Seu pai quer que todos estejam lá, e acho que pode ser interessante ver como ele trabalha — disse Anny, tentando animá-la.
— Isso não é interessante — murmurou Malu, mas não insistiu.
O escritório de Mateus ficava em um prédio moderno no centro da cidade. Quando chegaram, as crianças ficaram fascinadas com o ambiente sofisticado. Gabriel correu até a grande janela com vista para a cidade, enquanto Alice admirava as plantas decorativas.
— Vocês fiquem aqui com a Anny — disse Mateus, apontando para uma sala reservada. — Não quero interrupções durante a reunião.
— Sim, senhor — respondeu Anny, segurando a mão de Alice.
Um Pequeno Caos
No início, tudo estava sob controle. Anny conseguiu manter as crianças ocupadas com desenhos e jogos, mas Gabriel logo ficou entediado.
— Quero ver onde o papai está! — disse ele, levantando-se.
— Gabriel, precisamos esperar aqui — disse Anny.
— Só um pouquinho! — insistiu ele, correndo em direção à porta.
Antes que Anny pudesse detê-lo, Gabriel saiu da sala. Alice começou a rir, enquanto Malu revirava os olhos.
— Vou atrás dele. Fiquem aqui — disse Anny, correndo atrás do menino.
Gabriel estava no corredor, olhando pelas janelas e tentando encontrar o pai. Quando Anny finalmente o alcançou, ele estava parado em frente a uma grande porta de vidro, observando Mateus e os investidores.
— Papai parece bravo — comentou ele.
— Vamos voltar para a sala, Gabriel. Não podemos atrapalhá-lo.
— Mas ele nunca nos deixa ver o que faz...
Anny se ajoelhou para ficar na altura dele.
— Sei que você quer passar mais tempo com ele, mas agora não é o momento. Ele está trabalhando duro por vocês.
Gabriel suspirou, mas segurou a mão de Anny e voltou para a sala.
Um Desafio Inesperado
Pouco depois, Mateus entrou na sala com uma expressão exasperada.
— Preciso de ajuda. Um dos investidores trouxe o filho, e ele está fazendo uma cena no lobby. Vocês podem entretê-lo por um tempo?
— Claro, senhor Cavalcanti — respondeu Anny, pronta para ajudar.
O menino, chamado Theo, tinha cerca de seis anos e parecia estar de péssimo humor. Ele se recusava a falar e apenas cruzava os braços, olhando para Anny com desconfiança.
— Oi, Theo. Quer brincar com Gabriel e Alice? — sugeriu Anny, tentando animá-lo.
— Não gosto de brincar — respondeu ele, franzindo a testa.
— Que tal um desenho? Ou talvez contar histórias?
— Não gosto de histórias.
Anny percebeu que precisava tentar algo diferente.
— E se fizermos uma missão secreta?
Theo olhou para ela, intrigado.
— Que tipo de missão?
— Precisamos descobrir quem consegue desenhar o melhor mapa do tesouro. Depois, podemos esconder um tesouro de verdade.
Theo finalmente sorriu.
— Eu quero ser o líder!
— Combinado.
Com a ajuda das crianças, Anny conseguiu manter Theo entretido até o final da reunião. Quando os investidores foram embora, Mateus entrou na sala novamente.
— Tudo sob controle? — perguntou ele, olhando para Anny.
— Sim, senhor. Theo foi um ótimo líder da missão secreta.
Mateus ergueu uma sobrancelha, confuso.
— Missão secreta?
— Só uma brincadeira para manter todos ocupados — explicou Anny, sorrindo.
Mateus observou as crianças, que agora riam juntas enquanto desenhavam no chão. Por um momento, sua expressão suavizou.
— Obrigado por lidar com isso.
Anny ficou surpresa com o tom mais leve de sua voz, mas apenas assentiu.
— É para isso que estou aqui, senhor Cavalcanti.
Uma Nova Perspectiva
No caminho de volta para casa, Anny notou que Mateus estava mais quieto que o normal. As crianças, exaustas do dia, dormiram no banco de trás.
— Você tem jeito com crianças — disse Mateus de repente.
Anny ficou surpresa com o comentário.
— Eu gosto de trabalhar com elas. E acho que elas só precisam de atenção e paciência.
Mateus assentiu, mas não disse mais nada. Anny percebeu que talvez estivesse começando a ganhar um pouco de sua confiança, mas sabia que ainda havia um longo caminho a percorrer.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 100
Comments