Capítulo 3: Uma Rotina Desafiadora
O primeiro dia de trabalho de Anny começou antes do amanhecer. O despertador tocou às seis da manhã, e ela se levantou rapidamente, determinada a não cometer erros logo de cara. Vestiu um jeans simples, uma blusa confortável e prendeu os cabelos em um rabo de cavalo, prático o suficiente para o que viria pela frente.
anny
Ao descer para a cozinha, o silêncio na mansão parecia quase pesado. O ambiente era imenso e sofisticado, mas frio. Sarah estava lá, organizando o café da manhã sobre o balcão de mármore.
— Bom dia, Sarah — cumprimentou Anny com um sorriso, tentando quebrar o gelo.
— Bom dia — respondeu Sarah secamente, sem nem erguer os olhos. — As crianças tomam café às 8h, mas é melhor acordá-las meia hora antes. A senhorita tem coragem de enfrentar os três logo cedo?
Anny riu, tentando se manter positiva.
— Acho que sim. Vamos ver como eles reagem.
Sarah não respondeu, apenas deu de ombros enquanto saía da cozinha. Anny preparou o restante do café, garantindo que a mesa estivesse impecável: leite, frutas, pães e cereais. Quando tudo estava pronto, respirou fundo e subiu para o segundo andar.
No corredor das crianças, o som do silêncio deu lugar a pequenos ruídos. Anny parou em frente ao quarto de Malu e bateu de leve.
— Malu? Já está na hora de acordar — chamou com uma voz suave.
Nenhuma resposta. Hesitante, Anny empurrou a porta lentamente. Malu estava sentada na cama, já acordada, lendo um livro de capa dura. O olhar sério da menina pousou nela.
— Eu não preciso de ninguém para me acordar — disse Malu, fria.
— Tudo bem — respondeu Anny calmamente. — Mas o café está quase pronto. Se quiser comer algo quente, é melhor descer logo.
Malu ergueu uma sobrancelha, mas não disse nada. Anny percebeu que a menina era diferente das crianças que conhecera no passado: havia um ar de maturidade precoce nela.
— Vou chamar os outros — disse Anny, saindo antes que Malu tivesse tempo de retrucar.
No quarto ao lado, Alice e Gabriel estavam em um estado completamente diferente. O pequeno Gabriel estava enrolado nos cobertores, resmungando algo incompreensível, enquanto Alice pulava na cama dele, tentando acordá-lo.
— Vamos, Gabi! Já está na hora! — gritava Alice, rindo.
— Não quero! — resmungou Gabriel, puxando o travesseiro sobre a cabeça.
Anny sorriu, entrando no quarto.
— Bom dia, pessoal. Como foi a noite?
Alice parou de pular e olhou para ela com curiosidade.
— Você veio mesmo trabalhar aqui?
— Vim, e estou ansiosa para conhecer vocês melhor. Agora, que tal descermos para o café da manhã?
— O Gabi não quer sair da cama! — disse Alice, apontando para o irmão.
Anny se aproximou de Gabriel com um sorriso gentil.
— Ei, campeão. Aposto que tem algo muito gostoso na mesa. E eu ouvi dizer que crianças famintas viram monstrinhos — brincou ela.
Gabriel espiou por baixo do travesseiro, sorrindo levemente.
— Monstrinhos?
— Sim! Daqueles que fazem caretas e rosnados — respondeu Anny, fazendo uma careta engraçada.
Alice riu, e Gabriel finalmente desistiu da batalha contra o sono.
— Tá bom, tô indo... — murmurou ele, descendo da cama com passos pesados.
O Café da Manhã
Na cozinha, Anny ajudou as crianças a se sentarem à mesa. Malu chegou por último, com o livro ainda em mãos, e olhou para os irmãos com um leve ar de superioridade.
— Vocês são tão barulhentos — reclamou ela.
— E você é tão chata — retrucou Alice, colocando cereal no prato.
— Ei! — interveio Anny com uma voz calma, mas firme. — Que tal começarmos o dia sem brigas?
Malu lançou um olhar desafiador, mas ficou quieta. Anny aproveitou o silêncio momentâneo para servir o leite e cortar algumas frutas para Gabriel.
— Você não vai comer? — perguntou Alice, observando Anny.
— Não agora. Estou aqui para ajudar vocês primeiro — respondeu Anny.
Gabriel olhou para ela com os olhos curiosos e disse, quase inocentemente:
— Você fala engraçado.
— É porque sou brasileira — explicou Anny com um sorriso.
— Onde fica isso? — perguntou Alice.
— Bem longe daqui, do outro lado do oceano. Um lugar cheio de praias, calor e festas.
— Parece divertido — comentou Alice, pensativa.
Malu não disse nada, mas Anny notou que a menina parecia escutá-la com atenção. Ela decidiu não forçar uma aproximação. Conquistar a confiança de uma criança tão fechada levaria tempo.
Foi nesse momento que Mateus Cavalcanti entrou na cozinha. Seu terno impecável contrastava com o ambiente casual. Ele parou à porta, observando a cena com o rosto inexpressivo.
Mateus
— Vocês estão prontos para a escola? — perguntou ele, sua voz firme como de costume.
As crianças assentiram rapidamente, terminando suas refeições. Anny se virou para Mateus, um pouco surpresa com sua presença repentina.
— Bom dia, senhor Cavalcanti — disse ela educadamente.
Mateus olhou para ela por um breve momento e respondeu com um simples aceno.
— Sarah vai cuidar do transporte. Certifique-se de que eles não se atrasem amanhã.
— Claro, senhor.
Ele saiu da cozinha tão rapidamente quanto entrou, deixando um rastro de silêncio desconfortável. Anny percebeu como as crianças ficaram tensas na presença do pai. Ela suspirou, sentindo o peso daquela casa e de tudo que ainda tinha a descobrir.
oii gente, espero que vcs estejam gostando!!
teremos mais capítulos a mais tarde, então age jaja😘
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Atualizado até capítulo 100
Comments
Thaliaa Vieira
A roupa é pra ser um exemplo autora? pq isso não é jeans e nem roupa apropriada ainda mais mostrando barriga e revelando muita coisa logo no começo
2025-04-02
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Berenice De Souza
estou adorando o começo.
2025-02-09
1