O Último Mês do Teste - A Decisão de Brennda

O último mês do "teste de namoro" estava prestes a se encerrar, e com ele, uma série de emoções conflitantes surgiam na mente de Brennda. Ela sabia que as coisas não estavam fáceis. As promessas feitas no início do relacionamento, as expectativas de ambos e, acima de tudo, os papéis que ela e Victor haviam assumido, começaram a pesar sobre ela de maneiras que ela não havia previsto.

As semanas haviam sido repletas de momentos intensos, tanto de prazer quanto de tensão. A dinâmica que começou com um contrato de dominação e submissão se transformou em algo mais complexo, algo que ela não tinha certeza de como definir. Durante esse tempo, Brennda experimentou as alegrias e frustrações de se relacionar com Victor em um nível mais pessoal, mas ao mesmo tempo, ela sentia que algo estava faltando. Algo que ela não podia mais ignorar.

Ela se encontrava muitas vezes perdida, questionando o que realmente queria. As cenas de intimidade, o prazer, as descobertas, tudo isso era arrebatador e avassalador. Mas havia também uma sensação crescente de perda de controle, de fragilidade, que ela não podia evitar. O vínculo de submissão com Victor tinha sempre uma segurança por trás, algo que agora parecia ausente nas situações em que se viam como um "casal normal".

Naquela manhã, Brennda se levantou mais cedo do que o habitual. O dia seria longo, cheio de compromissos, mas algo dentro dela a impelia a tomar uma decisão. Algo que ela sentia, mas não queria admitir até agora. Ela sentiu que precisava voltar ao que sabia, ao que a havia atraído para Victor desde o começo.

Enquanto se preparava, Brennda refletia sobre como as coisas haviam evoluído. Ela gostava de Victor, sem dúvida, mas o papel de namorada, com todas as expectativas que vinham com ele, estava começando a sufocá-la. Não estava pronta para ser apenas uma "mulher comum" aos olhos dele, e mais importante, não queria ser só isso para ela mesma. O desejo de se submeter novamente a ele, de entregar-se totalmente sem as distrações do mundo fora do quarto, estava tomando forma.

Quando ela entrou no escritório de Victor, ele a olhou com uma expressão que misturava curiosidade e apreensão. Algo em seu olhar indicava que ele sabia que algo estava prestes a mudar.

— Brennda, o que aconteceu? — ele perguntou, percebendo a seriedade em seu tom.

Ela respirou fundo, tentando organizar suas palavras.

— Eu... estou começando a perceber que não posso continuar assim. Eu queria tentar algo diferente, mas... — ela hesitou, sentindo a vulnerabilidade à flor da pele. — Eu percebi que, para mim, a melhor forma de estar com você é na dinâmica que sempre tivemos. Eu quero voltar a ser sua submissa, Victor. Isso é o que me faz sentir completa.

Victor a observou atentamente, sem interromper, seus olhos intensos e observadores.

— Você sabe que isso significa que a nossa relação vai mudar, certo? — ele perguntou, a voz baixa, mas carregada de um poder silencioso.

Brennda assentiu lentamente.

— Eu sei. Eu entendo que isso implica em redefinir o que temos, mas eu estou disposta a isso. Quero me entregar novamente, sem as pressões de um relacionamento "normal". Só nós dois, como sempre foi, no contrato. Eu preciso disso para mim.

Victor se levantou, caminhando até ela. Ele a tocou no rosto, com a mesma suavidade e firmeza de sempre, antes de inclinar-se para beijá-la. A sensação de ser tocada por ele, sabendo que ela estava fazendo a escolha certa para si mesma, foi avassaladora.

— Então você está escolhendo ser minha submissa novamente — ele disse, a voz grave e controlada. — Isso será o que você quer, sempre, sem mais promessas de um namoro convencional?

— Sim, Victor. Isso é o que eu quero. Eu preciso do controle, da estrutura. Eu preciso de você. Só de você.

Ele sorriu, um sorriso que não mostrava dúvida, apenas aceitação. Era a resposta que ela buscava, e ao olhar em seus olhos, Brennda sabia que aquilo era mais do que apenas uma decisão. Era um retorno àquilo que ela sempre soubera ser a verdadeira essência entre eles.

— Então, é isso que teremos — ele murmurou. — O contrato que nos une. Voltar ao que funciona para nós. E, Brennda, sem arrependimentos.

Ela sentiu um alívio imenso. Não havia mais dúvidas, nem pressões. Ela sabia que havia feito a escolha certa. Seu papel como submissa, o papel que ela havia aceitado com ele desde o começo, era o único em que ela se sentia verdadeira, no controle de seu próprio prazer, no controle de sua vida.

Victor a puxou para perto, e enquanto ela se entregava àquela sensação de pertencimento, Brennda soube, sem sombra de dúvida, que aquele era o lugar em que ela deveria estar. E, mais importante, com ele.

A decisão estava tomada. O contrato deles, agora mais do que nunca, tinha um significado claro. Eles continuariam explorando os limites da confiança, da dominação e da submissão, mas sem as distrações do mundo exterior. Apenas os dois, como sempre deveria ser.

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Comments

Kelyane Maria

Kelyane Maria

É né, fazer o que a relação não deu certo mesmo. Então vamos pro prazer /Chuckle//Chuckle//Chuckle/

2025-02-14

1

Iara Drimel

Iara Drimel

Sinceramente eu acredito que Brennda precisa realmente fazer terapia e se tratar com psiquiatra também. Tudo dentro dela ou mudou ou fala algo

2025-03-22

1

Iara Drimel

Iara Drimel

Não foram feitos para uma relação normal. O que vocês tinham é o que vocês suportam. Victor nunca será seu por inteiro.

2025-03-22

1

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