Os dias seguintes foram uma montanha-russa de emoções para Brennda. Ela tentava processar tudo o que havia acontecido entre ela e Victor, e aos poucos, parecia que a relação deles estava se transformando em algo mais. Algo mais íntimo, mais real. Quando estava com ele, sentia-se inteira, em paz com si mesma, como se tivesse finalmente encontrado seu lugar no mundo.
Mas havia algo na dinâmica deles que ainda não fazia sentido. Victor parecia ter uma postura distante, mesmo quando estavam juntos. Ele a tocava com possessividade, a dominava com o olhar e a gestos, mas não demonstrava sinais de querer algo além do que já havia sido acordado entre eles. Ela, por outro lado, sentia seu coração se entregar mais a ele a cada dia, sentia-se ligada a ele de maneiras que nunca imaginara.
Naquela tarde, enquanto estavam sentados juntos em sua sala, Brennda olhou para ele e não conseguiu esconder o sorriso de satisfação. O ambiente estava tranquilo, mas a tensão entre eles era palpável, carregada de desejo reprimido.
— Eu gosto disso, Victor — disse ela, sua voz suave e cheia de afeição. — Gosto de estar com você assim, de forma tão... intensa. É como se estivéssemos criando algo... mais do que apenas esse contrato.
Victor a observou atentamente, seus olhos penetrantes refletindo uma mistura de consideração e cautela. Ele parecia ponderar cada palavra antes de falar.
— Brennda — começou ele, com um tom grave, mas gentil. — O que nós temos aqui não é o que você pensa. Não é o que você deseja que seja.
Ela franziu a testa, surpresa pela seriedade em sua voz.
— O que você quer dizer com isso? — perguntou ela, seu coração batendo mais rápido. — Eu pensei que estávamos indo para algum lugar... Eu pensei que éramos algo mais, que eu era mais para você.
Victor suspirou profundamente, seu olhar suave, mas firme.
— Brennda, o que estamos vivendo é um contrato. Você é minha submissa, e eu sou o seu dominante. Isso nunca mudou. O que você está sentindo não altera a natureza do que temos entre nós. — Ele fez uma pausa, como se estivesse escolhendo as palavras com cuidado. — Eu não estou dizendo que o que temos não é real, porque é, mas a base disso é o contrato que assinamos. Isso é algo que não podemos esquecer.
Brennda sentiu uma onda de confusão percorrer seu corpo. Aquelas palavras cortaram sua alma de uma maneira inesperada. Ela pensou que estavam além disso, que o vínculo que estavam criando tinha ultrapassado as limitações do contrato, mas as palavras de Victor a fizeram questionar tudo.
— Então, você está dizendo que, para você, isso é apenas um jogo de poder? — perguntou ela, a dor tomando conta de sua voz. — Que o que temos não é real para você, Victor?
Ele a olhou com intensidade, mas também com uma ternura que ela não esperava.
— Não é um jogo, Brennda. O que temos é real, mas o que está em jogo aqui é a dinâmica entre nós. O contrato é a base, o princípio de tudo. Você pode estar confundindo suas emoções com o que temos, mas isso não muda o fato de que, enquanto estivermos assim, você é minha submissa e eu sou o seu dominante. Eu não posso ir além disso. Não posso te dar mais do que o que já ofereci.
Brennda ficou em silêncio por um longo tempo, absorvendo suas palavras. A verdade dela estava sendo confrontada por algo que ela ainda não conseguia compreender totalmente. A ideia de que estava envolvida em algo tão estruturado e rígido a fazia sentir-se desconectada, como se seu desejo fosse estar com ele, mas não nas condições que ele estabelecia.
— Então, tudo o que tivemos... todas as vezes que compartilhamos algo íntimo, não significam nada além disso? — perguntou ela, sua voz agora um sussurro.
Victor se levantou e foi até ela, ficando de pé diante de Brennda. Ele a olhou com seriedade, mas também com uma necessidade de que ela entendesse o que estava dizendo.
— Não é isso, Brennda. O que compartilhamos é real, mas é parte de um jogo maior. Um jogo que exige confiança, respeito e limites. E, para mim, isso nunca será algo simples. O contrato existe para que nós dois saibamos exatamente o que esperar um do outro. Para que não haja confusão ou dor desnecessária. Você tem que entender que, enquanto estivermos nisso, não podemos nos desviar do caminho que acordamos.
Brennda sentiu o peso das palavras dele, mas ao mesmo tempo, algo dentro de si ainda insistia em acreditar que havia mais. Ela queria mais. Queria acreditar que existia um espaço entre eles onde o contrato não fosse mais a linha que os separava, onde o desejo e os sentimentos pudessem se entrelaçar sem limitações.
Ela levantou a cabeça, encarando-o diretamente nos olhos, tentando encontrar alguma fraqueza em seu olhar, algo que indicasse que ele poderia ceder. Mas não havia nada ali. A expressão dele era firme, mas calma.
— Então, o que você quer de mim, Victor? — ela perguntou, sua voz cheia de dúvida e desejo. — Você quer que eu continue seguindo esse contrato, sem questionar, sem esperar mais?
Victor sorriu suavemente, mas seus olhos permaneciam sérios.
— Eu quero que você continue sendo minha submissa, Brennda. Não porque você tem que ser, mas porque é o que você deseja. É o que nós dois desejamos. Mas você precisa entender que, dentro desse espaço, nós temos um papel a desempenhar. Se você for capaz de aceitar isso, então poderemos continuar juntos, sem que nada se perca.
Brennda olhou para ele por um longo momento, sentindo as emoções se misturando dentro de si. Havia algo poderoso na forma como Victor mantinha seu controle, mas, ao mesmo tempo, ela não podia negar que ainda desejava algo mais, algo que fosse além dos limites que ele impunha. Ela sabia que, se continuasse com ele, precisaria se entregar totalmente ao contrato, mas algo dentro dela ainda questionava se isso era suficiente.
— Eu preciso de tempo, Victor — disse ela, finalmente. — Eu preciso de tempo para entender o que isso significa para mim.
Victor assentiu, compreensivo, e se afastou um passo.
— Claro, Brennda. Não apresse suas decisões. Mas lembre-se: o que temos é real, mas ainda estamos dentro dos limites do contrato.
Brennda fechou os olhos, sabendo que ainda havia muito a ser resolvido entre eles. Ela não sabia se poderia se entregar completamente a esse estilo de vida, mas uma coisa era certa: o que ela sentia por Victor era real. E, por enquanto, isso parecia ser o suficiente para ela continuar.
O futuro entre eles ainda estava em aberto, mas a decisão de Brennda estava prestes a mudar tudo.
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Atualizado até capítulo 26
Comments
roseli rosa martins floriano
agora que ele já mexeu com a cabeça dela? se ele perceber qtecela está saindo do domínio dele tem as palavras que ele implantou no cérebro dela durante a iniciação e só elefalar e ela sede de novo
2025-02-28
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Iara Drimel
Brennda, para com isso, mais do que ninguém você decia entender. além de ler os contratos, você aceitou as regras e os limites e assinou.
2025-03-22
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Iara Drimel
Eu fico espantada que Brennda como advogada não entenda o que está acontecendo, começo a questionar sua inteligência emocional
2025-03-22
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