A noite estava fria quando Brennda chegou em casa, seu corpo cansado e sua mente confusa. As palavras de Victor ecoavam em sua cabeça, e a dor da descoberta ainda se fazia presente. Aquele mistério que pairava entre eles, a vida que ele guardava a sete chaves, parecia ter criado uma barreira intransponível. Ela se perguntava se ainda havia algo a ser salvo entre eles.
Enquanto se acomodava no sofá, o som do telefone a interrompeu. A tela exibia o nome de Victor.
Com um suspiro, ela hesitou antes de atender. Não sabia o que esperar. Quando finalmente clicou para atender, a voz dele soou grave, quase como um sussurro através da linha.
— Brennda, eu preciso te ver — disse Victor, seu tom carregado de arrependimento. — Eu cometi um erro, e tenho que me desculpar. Não posso deixar isso entre nós. Me deixe corrigir isso, por favor.
As palavras de Victor mexeram com ela, mas a dor ainda estava fresca. Ela fechou os olhos, tentando processar o que sentia. Não sabia se estava pronta para perdoá-lo, mas sabia que algo dentro dela ansiava por essa conversa, por esse fechamento.
— Onde você está? — foi tudo o que ela conseguiu perguntar.
Victor apareceu em sua porta minutos depois. Estava impecável como sempre, mas havia algo diferente em sua postura, algo mais vulnerável. Ele a olhou com um misto de ansiedade e arrependimento nos olhos. Quando Brennda abriu a porta, ele deu um passo à frente, como se temesse ser rejeitado.
— Eu sou um idiota — disse ele, olhando para o chão. — Você estava certa em questionar. Eu deveria ter sido mais honesto com você desde o início. Eu me envolvi demais, e isso me cegou. Mas a última coisa que eu quero é te machucar. Não sou perfeito, Brennda, e eu tenho falhado em muitas coisas, mas não quero perder você.
Brennda o observou em silêncio, sentindo uma mistura de emoções. Sua raiva ainda estava ali, mas agora também havia um buraco de compaixão que ela não podia ignorar. Ela deu um passo para trás, permitindo-lhe entrar, mas sem dizer uma palavra. As palavras de Victor se aglomeravam dentro dela, mas não estavam prontas para sair.
Eles se sentaram no sofá, e o silêncio entre eles era carregado de uma tensão que parecia indomável. Victor se aproximou lentamente, como se estivesse testando os limites dela, e sua respiração ficou mais pesada.
— Eu sinto muito, Brennda — disse, finalmente quebrando o silêncio. — Quero que você saiba que, independentemente do que aconteça entre nós, eu te respeito profundamente. Não quero mais segredos entre nós, não posso mais viver assim. Eu quero estar com você, sem barreiras, sem máscaras.
Ela olhou para ele, o desejo conflitante misturado com as feridas ainda abertas. Mas o desejo era forte, e algo nele a atraía. As palavras de Victor estavam carregadas de sinceridade, e ela não podia negar a química entre eles. Com um suspiro, ela tocou seu rosto, a suavidade do gesto surpreendendo a ambos.
— Então, vamos fazer isso direito, Victor — disse ela, sua voz firme, mas calorosa. — Vamos ser honestos um com o outro, sem mais mentiras. Eu quero acreditar em você. Quero sentir que você realmente é quem diz ser.
Victor não disse uma palavra, apenas a puxou para um beijo profundo e apaixonado. Seus lábios se encontraram com urgência, como se cada um estivesse tentando se comunicar o que as palavras não podiam expressar. O toque de Victor era mais suave agora, mas ainda carregado de um desejo imenso. Ele a beijava como se fosse a última vez, com uma intensidade que a fazia perder o controle.
Brennda sentiu seu corpo reagir imediatamente, a chama do desejo reacendendo com força. Ela se entregou ao momento, seu corpo se moldando ao dele enquanto ele a explorava com as mãos, cada movimento mais certeiro que o anterior.
Quando finalmente se separaram, ofegantes e com os olhos brilhando, Victor a olhou com um desejo incontrolável. Ele sussurrou em seu ouvido:
— Deixe-me te mostrar o quanto me importo, Brennda. Deixe-me te dar tudo o que você merece.
E com isso, ele a levou até o quarto, onde a noite tomaria um rumo inesperado.
O ato de intimidade que se seguiu foi diferente de tudo o que haviam vivido até então. Victor, que sempre estivera no controle, se entregou completamente a ela. Foi um jogo de rendição, mas agora os papéis estavam trocados. Brennda o guiava com suavidade, mas com firmeza, e isso parecia deixá-lo ainda mais excitado, ainda mais vulnerável. Ele sentiu uma liberdade que nunca havia experimentado antes, um prazer tão puro e intenso que o fez se perder nos limites da paixão.
Cada toque, cada movimento parecia ser um desafio a sua própria resistência. Ele a observava com olhos atentos, vendo-a, pela primeira vez, não como a mulher que ele dominava, mas como alguém com quem ele compartilhava uma conexão profunda e verdadeira. Ele sentiu o prazer fluir por seu corpo de maneira tão intensa e arrebatadora que, por um momento, ele se esqueceu de tudo o que estava acontecendo ao seu redor. Nunca antes ele havia se entregado de forma tão completa, e o êxtase que experimentou foi algo que ele nunca imaginara ser possível.
Quando finalmente se uniram, foi como uma explosão de sensações, um clímax compartilhado que deixou ambos sem fôlego. Victor gemeu o nome dela, seus olhos fechados em pura rendição ao prazer. Ele nunca tinha experimentado nada parecido, algo tão avassalador e libertador ao mesmo tempo.
No final da noite, eles se deitaram juntos, exaustos e satisfeitos, mas havia algo mais agora. Algo mais profundo entre eles. A distância que existia antes havia desaparecido, e o que restou foi uma conexão que parecia imbatível. A verdade havia sido revelada, e, apesar de todas as complicações, eles estavam agora prontos para seguir em frente, mais unidos do que nunca.
Brennda olhou para Victor, que a abraçava com uma ternura que ela não esperava, e sorriu suavemente.
— Eu acho que, finalmente, encontrei o que estava procurando — sussurrou ela.
Victor sorriu de volta, apertando-a contra seu peito.
— E eu também, Brennda. Eu também.
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Angela Mikaelson
como assim ele tem uma noiva,ela descobre,questiona ele,ele a trata mal vai embora deixando sozinha,e depois volta arrependido e ela se entrega a ele sem nem msm uma resposta a pergunta dela,sem uma explicação?? Era melhor ela ter continuado do jeito q tava antes dele,só ficou foi dependente dele e sem amor próprio
2025-01-21
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Iara Drimel
E é nisso que Victor é perfeito! Ele sabe dominar a situação a seu favor. Não precisou se nada para que Brennda se entregasse aos seus beijos
2025-03-22
1
Iara Drimel
Eu não fiquei surpresa com o Victor, Dominador precisa se sentir no controle e é isso o que ele está fazendo: controlando a vida de Brennda
2025-03-22
1