A primeira semana do novo acordo entre Brennda e Victor foi uma montanha-russa de emoções, novas descobertas e uma crescente sensação de desconforto e prazer misturados. Ela sentia que, de alguma forma, o que haviam iniciado parecia quase uma linha tênue entre o que estava sendo experimentado e o que já era conhecido. Mas, ao mesmo tempo, Brennda sentia que estava começando a ver Victor de uma maneira que nunca tinha visto antes — como um homem, não apenas como seu dominador.
Acordar ao lado dele todas as manhãs parecia natural de uma forma estranha. Antes, o relacionamento deles era regido por regras e limites explícitos, onde ela sabia o que fazer e quando fazer, porque o contrato a guiava. Agora, as regras estavam em constante evolução, e isso, por mais empolgante que fosse, também deixava Brennda com uma sensação de incerteza.
Na primeira noite após a decisão de começar o teste de namoro, Victor não mencionou mais o contrato. Eles apenas estavam ali, juntos, em um jantar simples, conversando sobre a vida, os dias, o trabalho. Brennda percebeu que, mesmo com todas as conversas sobre sentimentos, o comportamento dele era mais cauteloso, como se ele tivesse um pé em cada realidade — a de dominador e a de namorado. As palavras trocadas durante a refeição foram uma tentativa de se conectar sem os jogos de poder. Mas não era simples. Brennda sentia falta da intensidade de suas ordens, daquela tensão de ser sua submissa. Ao mesmo tempo, queria explorar essa nova forma de proximidade, mesmo sem entender completamente.
No terceiro dia, algo inesperado aconteceu. Victor a convidou para sair para um jantar em um restaurante sofisticado, algo que nunca teriam feito antes. Eles estavam entre amigos e conhecidos, e a atmosfera era totalmente diferente da que Brennda estava acostumada. Ele não era o homem dominante que a controlava em uma sala fechada, mas um homem elegante e charmoso que a tratava com gentileza e atenção.
No entanto, no final da noite, enquanto os dois caminhavam de volta ao carro, Victor a parou com uma expressão mais séria. Era como se a noite tivesse terminado de uma maneira inusitada para ele também.
— Brennda, você se sentiu confortável hoje? — perguntou, o tom mais grave do que o usual.
Ela hesitou por um momento, ponderando sua resposta. Não queria desapontá-lo, mas também não queria esconder a verdade.
— Sim, mas... não sei. Parece que estamos jogando um jogo de faz de conta. Eu... eu senti falta de algo. Não sei como descrever, mas... você sabe... aquele lado mais intenso. O controle. Eu senti falta disso.
Victor olhou para ela com uma suavidade nos olhos, mas também um leve toque de apreensão.
— Eu sabia que você iria sentir isso. A mudança não vai acontecer da noite para o dia. Vamos encontrar um equilíbrio, Brennda. O que você precisa lembrar é que estamos fazendo isso para explorar outra parte de nós dois, algo que não tínhamos antes.
Aquelas palavras foram um consolo para Brennda, que estava tentando entender por que estava se sentindo tão dividida. De um lado, ela queria estar com ele, explorando a relação mais casual de um namoro, mas do outro, o contrato sempre estava lá, como uma sombra, oferecendo uma estrutura à qual ela se apegava.
Nos dias seguintes, o comportamento de Victor continuava a ser misterioso. Ele a levava para jantares e encontros casuais, mas o controle estava ausente. Ele não dava ordens, nem mostrava o lado dominante que ela conhecia tão bem. Era como se ele estivesse tentando se encaixar nesse novo papel, mas sem saber completamente como agir.
Na sexta-feira, durante uma noite tranquila em sua casa, Brennda finalmente decidiu falar sobre suas inseguranças. Eles estavam sentados no sofá, um ambiente acolhedor e íntimo, quando ela se virou para ele, sentindo um peso em sua garganta.
— Victor, você acha que estamos realmente namorando, ou isso ainda é apenas... um contrato disfarçado? — a pergunta saiu mais dura do que ela gostaria, mas não havia como evitar.
Victor a olhou por um longo tempo antes de responder, como se medisse suas palavras com cautela.
— Eu te avisei que esse não seria um processo fácil. Eu sou quem sou, Brennda, e você também. Não podemos simplesmente apagar o que fomos um para o outro, mas o que estamos fazendo agora... é uma tentativa. Não temos uma fórmula. Precisamos de tempo para entender se podemos ser mais do que dominador e submissa.
Aquelas palavras foram difíceis de ouvir, mas ao mesmo tempo, algo dentro dela se acalmou. Ele não estava tentando forçar algo que não fosse natural para ambos. Eles estavam experimentando juntos, se adaptando a um novo ritmo.
Naquela noite, quando Brennda foi dormir, ela não conseguiu evitar uma sensação de confusão. Havia momentos em que ela sentia o calor do relacionamento, mas outros momentos em que faltava a intensidade que ela tanto desejava. Ela estava tentando se adaptar, mas parte dela ainda queria mais.
Ela ainda queria o controle, o poder que Victor tinha sobre ela, a obediência que ele esperava. E ele, por sua vez, parecia lutar contra isso, tentando ser um namorado em vez de um dominador, mas sem abrir mão completamente do que sempre foi.
Era uma semana cheia de descobertas, de tentativas e erros. Mas Brennda sabia que precisava de mais tempo para entender até onde esse novo caminho os levaria. Afinal, o contrato de dominador e submissa ainda estava ali, em cada esquina do relacionamento deles, uma sombra que não podia ser esquecida.
E, mesmo sem respostas claras, Brennda sabia que o que estava vivendo com Victor ainda estava longe de ser resolvido. Eles precisavam de mais tempo, mais experiências, mais momentos para entender quem realmente eram — não apenas dentro dos limites do contrato, mas fora dele também.
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Iara Drimel
Victor e suas análises. às vezes eu sinto que estou me deparando com um excelente terapeuta que não larga de analisar nada
2025-03-22
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AndressaAutora
vocês tinham que se conhecer melhor, antes de qualquer coisa, os dois parecem não ter experiência com nada em relação a relacionamento e como funciona kkkk
2025-03-16
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Iara Drimel
É um passo evolutivo em reconhecê-lo como homem, pois ele sempre se mostrou dominador e homem independente da situação
2025-03-22
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