-Se eu resolver aceitar, como será? E onde você vai deixar seu luto? Porque, pelo que sei, você continua em luto esperando sua esposa voltar.
Acho que não falarei para ela o que penso, que ela vai me achar mais louco do que já acha. Se for Carol, nosso amor voltará com tudo, eu já sinto meu coração acelerado só do beijo que dei nela.
-Se você me aceitar, eu deixo o luto na gaveta.
-Até outro dia, você não queria nada comigo.
-Não é bem assim, eu queria, mas tinha medo de mostrar minhas feridas e você fugir, mas você também tem as suas, que tal juntarmos nossas feridas e ver o que dá?
-Sim, tenho e não são poucas.
"Edu"
Estiquei a mão porque quero sentir a energia correndo pelo meu corpo de novo, toquei o rosto dela, e meu coração dispara como se tivesse reconhecido.
-Vem comigo, vamos sair daqui, antes que o pessoal do casamento saia.
-Para onde?
-Não sei, não estou pensando direito, só quero ficar sozinho com você.
-Vamos, mas me dou o direito de falar se não gostar.
-Tudo bem, você pode falar eu deixo.
Peguei na mão de Eduardo e fui com ele, quero ir com ele, não quero lembrar mais nada, se for para atrapalhar, seja lá o que está acontecendo conosco, não quero lembrar, mas por que será que chamei ele de Ursinho?
“Edu”
Levarei Clara, onde beijei minha Carol pela primeira vez, vejamos o que acontece.
Chegamos no vinhedo e vejo o encantamento de Clara, ela pode até ser a Carol, mas é outra mulher, Carol gostava das uvas, mas não colocaria os pés no chão e andaria no meio das parreiras como Clara estava fazendo, colhi um cacho de uva e levei até Clara, tirei um bago e levei para colocar na boca dela, vi que recuou.
-Esta uva é de mesa, come, você vai gostar.
-Eu não como nada que os outros me oferecem.
-Tudo bem, pega o cacho então.
Vi Clara pegar o cacho e chupar as uvas, então é por isso que, no dia do lanche, ela os fez para nós.
-Quando começou seu problema?
-Chama, toque, tem gente que tem de portas, eu tenho de qualquer coisa que terei que engolir, como se alguma pessoa pudesse me matar.
-Talvez você tenha morrido envenenada na outra encarnação.
-Você acredita nisso?
-Em reencarnação? Por que não? O mundo tem tantos mistérios que não entendemos ainda.
-Minha mãe acredita, eu sou mais cética, acredito no aqui e agora.
-Então, vamos deixar essa história para lá, eu posso te beijar?
-Edu, estamos no meio do parreiral.
Puxei-a para meu abraço e lentamente fui descendo e beijei. Clara demorou um pouco, mas logo estava respondendo ao meu beijo. Quando paramos, eu estava sem fôlego e aqueles olhos me remeteram há um momento especial, quando confessei meu amor por Carol, foi aqui nesse mesmo lugar.
-Edu, você está bem, parece distante.
-Não é nada, vamos continuar?
-Quero ver a adega, posso?
-Hoje não, podemos voltar outro dia?
-A adega traz lembranças ruins?
-Muitas, vamos voltar, quero te mostrar minha casa, você pode jantar comigo?
-Vamos, mas jantar é demais para mim, eu não quero contar meu problema para sua mãe.
-Tudo bem, minha mãe não mora comigo e podemos dispensar a cozinheira, nós mesmos faremos nossa comida.
-Se for assim, eu topo.
Chegamos à casa, eu dispensei minha cozinheira e pedi para que ninguém visse nos incomodar.
-Avisa Marcos que você está aqui comigo, assim a polícia não virá atrás de nós.
-Vou avisar.
Fui na sala e tem fotos da esposa dele por todo lado, como se realmente ela fosse aparecer a qualquer momento.
Peguei um porta retrato na mão e vi os olhos dela, são iguais aos meus.
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Atualizado até capítulo 75
Comments
Joelma Oliveira
trouxe o trauma com els
2025-01-22
1
Cristina Piveta
lindo e agora como será
2024-12-28
7
Andreza Regina
A cobraSarah sumiu, elas tem que se encontrarem pra ver a reação da Clara
2025-01-19
2