Annandy
Minha felicidade é enorme, Leon e eu voltamos para o apartamento dele. Não consegui parar de sorrir, a editora sempre foi dos meus pais. Antes era uma biblioteca chamada Nandy, foi ali que desde pequena me apaixonei pelos livros, pelos romances, poesias... Me completava estar lá com meus amigos personagens.
Se sou uma autora bem sucedida hoje agradeço aos meus pais e a biblioteca que eles tanto amavam. Se eu conseguir expulsar o Kaique de lá irei aumentar a editora e trarei a biblioteca de volta.
— Está pronta para amanhã? — Leon me pergunta.
— Depois dessa notícia, queria que fosse hoje. Só para ver a cara dele perdendo o poder que diz ter. — Leon dá uma risada e entra na garagem com o carro.
Subimos e cada um foi para o seu quarto, pela primeira vez depois de um banho agradável peguei no sono e não tive pesadelo. Acordei com Leon batendo na porta do quarto.
— Pode entrar, prometo que estou vestida de forma decente.
Ele abre a porta e está arrumado... Será que vou ficar sozinha hoje?
— Não sabia que estava dormindo. Vim te convidar para comer uma pizza, para variar um pouco... Provavelmente você não vai querer pizza, podemos ir em outro lugar.
— Não! Pizza é uma ótima escolha. A última vez que comi pizza eu morava com meus pais. Kaique dizia que eu não podia comer massas ou iria ficar feia e gorda... Deixei de comer muitas coisas que gosto por causa dele.
Falo olhando para onde ficava minha aliança de casamento. Agora percebo que vivi em um ambiente de abusos, por que só percebi agora?
— Annandy... — ele se senta ao meu lado e segura a minha mão — Não terá privações comigo! Quer comer pizza? Vamos comer juntos! Quer comer chocolate? Vamos comer juntos! O nome desse sujeito não deve ser pronunciado em nosso lar. Não ligo para o quanto você pesa ou come, seu interior, seu caráter é o que importa.
Gente, Leon vai me fazer amar ele desse jeito... Já estou iludida achando o fedelho, que não é fedelho, um príncipe encantado. Acorda Annandy. Olho para ele e aperto sua mão.
— Vou fazer você gastar hoje!
Ele sai para que eu me vista adequadamente, depois saímos para uma pizzaria que tem karaokê. Fiz Leon cantar comigo algumas músicas, pensei que ele era desafinado passei vergonha. O cara canta mais que James Arthur e eu parecia uma pata.
Quando estávamos voltando para o apartamento ele viu uma loja onde vende vários tipos de chocolates. Quando entramos, o aroma de chocolate me deixou com água na boca. Ele pega uma caixa em formato de coração, a caixa é grande com várias trufas e recheios variados.
— Um presente para você, coma sem moderação. — ele entrega em minhas mãos.
— Obrigada, Leon. Acho que você está trilhando o caminho certo. — abraço a caixa feliz como uma criança que ganhou seu doce preferido.
Me surpreendo quando Leon compra um caixa retangular menor para ele, homens gostam de chocolate?
*
O dia amanhece, escolho minha melhor roupa para um novo momento da minha vida. Quando chegamos no tribunal para a audiência nos colocam em uma sala.
— Olha se não é a vadia e seu amante inexperiente. — Kaique fala do outro lado da sala com Bruna ao seu lado.
Tive que segurar Leon para que ele não cometesse uma loucura e fosse preso.
— Leon, não caia no jogo dele. Se você cair vai preso e é o que ele quer. — sussurro para Leon.
— Preciso de ar fresco, já volto. — Leon se levanta e sai.
Eu olho para Maurício, quero provocar aquele idiota também.
— Como seu advogado eu digo: Não se atreva, Annandy! — dou um sorriso para ele.
— Mauri, já viu que do outro lado da sala tem um velho com uma cuidadora novinha? Ela deve ganhar muito bem. — Mauri me olha incrédulo e ri.
— Eu até iria me demitir, mas foi engraçado. Pare por aqui. — ele sussurra em meu ouvido.
— Vem falar isso aqui sua vagabunda. — Kaique vem na minha direção com a mão levantada.
Quando ele se aproxima e Maurício se levanta para me proteger escutamos sons estranhos. Eu havia fechado os olhos quando abri vi Leon segurar no pescoço de Kaique e sorrindo de forma estranha.
— Leon, não, por favor. — abraço Leon que solta Kaique.
O som que o corpo de Kaique faz ao cair no chão me faz olhar para ele. Leon suspendeu Kaique? Que força é essa? De onde saiu?
— Eu te avisei que se fizesse isso de novo você iria pagar! Agradeça a Annandy por ainda estar respirando. — Leon fala de um jeito ameaçador.
— Vou denunciar você por agressão e tentativa de homicídio! — Kaique ameaça.
— Faz isso, seu corpo estará frio em uma gaveta antes das algemas estarem no meu pulso. — o olhar de Leon para Kaique o faz recuar com Bruna o abraçando.
Puxo Leon para sentar ao meu lado. Ainda estou tentando me conter e não dar na cara de Kaique por pensar em me agredir.
— Leon, não se meta em confusão por minha causa. Eu não valho a sua liberdade, por favor, me escute. — sussurro para ele.
— Você vale até minha vida, Annandy. Não vou permitir que te humilhem ou agrida. — ele sussurra de volta para mim.
Uma senhora chama por mim e Kaique, chama nossos advogados e testemunhas. Leon é a minha testemunha e Bruna a de Kaique.
Agora sim vai começar a guerra, se ele pensou que eu não iria me preparar e que ainda estou cega vai se surpreender com o que tenho na manga.
Assim que sentamos um de frente para o outro ele finge simpatia e eu sinto nojo. Olho para Leon que apenas sorri para mim me dando a força que preciso para suportar tudo isso.
Hoje irei terminar o livro do jeito que deveria ser, não posso decepcionar minhas leitoras e destruir minha carreira por causa desse verme que está saindo da minha vida.
Olhando para Kaique sinto que encerro esse livro, ao olhar para Leon sinto que estou escrevendo um novo... Será que esse novo me trará sucesso?
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Atualizado até capítulo 40
Comments
Hellen Valéria Santos Pinheiro
Literalmente Leon tirou da força do ódio....
2025-03-07
4
Keila Mar
Leon quebra esse vagabundo e a piranha também
2025-02-05
2
Anna Gama
amando a estória parabéns autora 👏🖐☝😘
2025-02-05
1