Leon
Eu estava em um momento muito importante com Annandy, que foi cortado pela ligação do meu pai me pedindo para ir visitar ele e minha mãe. A princípio iria recusar, mas ele me contou que minha mãe está doente e Lucca está no tribunal em uma audiência importante.
Enquanto estou dirigindo minha mente passa como um filme bom o meu pedido de casamento a Annandy, a reação dela, seus olhos brilhando ao ver as rosas, ela é romântica. Em momento nenhum ela olhou para o diamante no anel, apenas para as rosas e para mim.
Sei que estou com ela em uma farsa, mas vou tornar algo real. Quero conquistá-la, mostrar para ela que nem todo homem é igual ao Kaique... Eu nem sei quando me apaixonei por aquela diaba.
Mentira, sei sim, eu não deveria me entregar para ela naquela noite. Ali foi o momento em que observei o outro lado dela, vi a mulher que ela era... Sensível, sentimental e com um sentimento no coração imenso que só precisa do homem certo para amar.
— Senhor Leon, bem-vindo de volta à mansão! — Frank me recebe na porta da mansão.
— Obrigado, Frank... Como está a minha mãe?
— A senhora está lá em cima e o seu pai não conseguiu convencê-la de ir para o hospital, passou a noite com febre.
Chegando no quarto observo o carinho e o cuidado que o meu pai tem com a minha mãe.
— Querida, tome pelo menos esse suco de laranja, vai lhe fazer bem.
— Amor, não consigo sentir o sabor de nada. Não quero o suco.
— Mãe, tome o suco ou irei embora! — faço essa chantagem quando percebo que o meu iria desistir.
A minha mãe parece uma criança ao pegar o copo e virar o seu conteúdo bebendo tudo. Amo os meus pais, mas estava fugindo da vida imposta a mim e acabei saindo da casa deles.
— Pai, estou com o meu carro lá embaixo na porta da mansão, vamos levá-la ao médico.
Depois de alguns protestos da minha mãe, consigo levá-la para o carro. No hospital descobrimos que ela está com pneumonia, vai ter que ficar no hospital por pelo menos dois dias sendo medicada.
— Já que estamos sozinhos, quero contar algo importante para vocês. Podem me chamar de louco, mas irei me casar. — o meu pai abre um enorme sorriso para mim.
— Você não é louco! Por que seria? Casamento é algo bom.
— A noiva é a diaba da minha chefe. — agora sim, a reação que eu esperava.
— Leon, quer me matar? Como vai casar com uma mulher que lhe fazia levantar às três da manhã para revisar capítulos de um livro? — a minha mãe pergunta indignada.
— Quem é essa mulher? Ela precisa saber que você será alguém a quem os outros devem temer depois do casamento. — o meu pai me olha, analisando a minha reação ao falar sobre o que eu evito.
— Annandy Novaes, pai. — agora fiquei confuso, meu pai e minha mãe trocam olhares cúmplices e dão risadas — Acredito que vocês não entenderam.
— Sabia que essa era a mulher com quem queríamos que se casasse naquela época em que ficou irritado e viajou? — o meu pai vem até a mim e me abraça — O destino uniu vocês. O meu amigo de sinuca é o pai dela, descobrimos o nosso gosto literário em comum e trocamos algumas ideias sobre editoras até que chegou ao assunto filhos e depois a vocês.
— Pai, existe a possibilidade desse seu amigo lembrar dessa conversa? — pergunto apreensivo.
— Claro que sim, jogamos essa semana que passou e falamos sobre.
Merda. Annandy foi falar com os pais sobre o casamento, se ela tocar no meu nome o pai dela vai falar sobre mim. Não contei para ela muita coisa e uma dessas coisas é a editora do meu pai que irei assumir depois do casamento e muito menos a máfia.
Fico ali no hospital com os meus pais e a minha mãe já começa a planejar o casamento, me distrai por uns minutos e ao procurar pelo meu pai o pego ao telefone falando com o pai de Annandy... É hoje que a diaba me mata.
A noite cai e me aproximo dos meus pais para dizer que iria em casa buscar Annandy para conhecê-los formalmente. Não tenho para onde fugir e preciso ser sincero com ela, mas sobre a máfia terei que pedir aos meus pais para segurarem a língua.
A máfia que comandamos é de venda de peças raras, o nosso pessoal vai até o inferno se for preciso para encontrar o que os nossos clientes precisam. Somos bem sucedidos graças a pessoas talentosas, inteligentes e fiéis que trabalham ao nosso lado há anos.
Ao abrir a porta do elevador dou de cara com Annandy á minha espera. Ela está encostada na parede de braços cruzados olhando fixamente para mim, coloco um pé para fora com todo o cuidado e corro para a sala.
— Leon Castilho? — paro perto do sofá, não me viro para ela.
— Annandy, a minha mãe está no hospital e prometi para ela levar você até lá... Vai trocar de roupa?
— O que a sua mãe tem? — ela para na minha frente — Não... Espera, você está tentando me distrair?
— Eu estou?
— Leon! Por que não me disse que é o herdeiro da Editora Casteliana?
Suspiro e me sento no sofá, dou tapinhas no lugar ao meu lado e ela se senta me olhando atentamente.
— Não contei porque falei para você inúmeras vezes que eu queria trilhar o meu caminho com os meus esforços. Você iria me ver apenas como o herdeiro da Editora Casteliana e não como o autor que eu sou. — Annandy revira os olhos para mim e depois dá um peteleco na minha testa.
— Você é um grande idiota mesmo, com a faca e o queijo na mão preferiu passar fome?
— Te conto o que quiser saber no carro... Vamos ver a minha mãe no hospital?
— A sua mãe está mesmo no hospital? — ela pergunta se levantando.
Annandy se arruma e logo estamos no carro indo para o hospital, ela me enche de perguntas e me deixa confuso. Acho que ela não vai aceitar respostas curtas.
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Atualizado até capítulo 40
Comments
Norma Sueli Matos
amando kkkk
2025-03-30
0
Anonymous
Estou gostando muito da estória. Só quero que o cafajeste vá à ruína.
2025-01-29
7
Nana
rindo muito...
2025-01-15
0