Leon
Não gosto dessa diaba, mas não vou dar o gostinho para ele vê-la chorar... Não mesmo. Abraço Annandy e me afasto com ela enquanto Maurício ajusta os últimos detalhes com Kaique para dar entrada no divórcio. Olho para ela e falo:
— Olha aqui "diaba veste Prada", você não vai chorar na frente desse infeliz que foi cagado pela mãe dele! Faça como as mulheres mais maduras e vai até uma sauna e finja estar suando. — ela para de chorar na mesma hora e me olha indignada.
— Você me chamou de quê? Olha aqui o seu fedelho dos infernos não darei gostinho para ninguém me ver no chão... Nem você.
A minha vontade era contar para ela tudo o quê ela fez com o fedelho aqui até ficar exausta, mas como não se lembra é melhor deixar para lá. Só quero que chegue logo o final do dia para que eu possa ir para minha casa, minha paz e meu sossego.
Foi um dia difícil na editora, Annandy passou por Bruna no corredor e para saciar o seu ódio a segurou pelo cabelo e socou seu rosto contra a parede duas vezes, sorte que eu estava passando na hora e separei as duas.
Tive que arrastar aquela demônia para uma sala de reuniões e tentar trazê-la para a realidade.
— Louca eu sei que você já é, mas está querendo acrescentar agressão física no arquivo do seu divórcio? Tenta se manter lúcida, Miranda. — depois de alguns segundos olhando para os meus lábios ela responde:
— Para de fazer referência ao filme "O Diabo Veste Prada"! Aquela vadia passou por mim e me chamou de corna, queria que eu fizesse o quê?
— Ela não mentiu e você precisa se controlar!
— Agora eu quero bater em você! — ela me lança um olhar maléfico que já conheço — Quero o macarrão carbonara do restaurante italiano que fica a uma hora daqui. Quero a sobremesa francesa que comprou para mim outro dia que fica na outra direção... Você tem exatamente 30 minutos.
Eu sabia que ela mandaria fazer algo que seria estrategicamente impossível, mas para aprender a lidar com ela tive que ter os meus truques. O restaurante de onde vem o macarrão favorito dela já deixa tudo pronto para mim e me entrega há quatro ruas daqui.
E a sobremesa também tenho o meu truque, indico dez clientes novos todos os meses e eles atendem os meus pedidos com prioridade. Quando a diaba entra na sala dela já está tudo pronto para o seu almoço e do outro lado da sala está o meu.
— Ainda vou descobrir como você cumpre as minhas ordens tão bem. — Annandy fala enquanto se senta.
— É simples, você me fez assinar um contrato dizendo que se eu aguentar o inferno ao seu lado por dois anos vai me ajudar a lançar os meus livros de suspense romântico e terror com direito a divulgação... Estamos quase lá.
Esse é o único motivo, a única razão para suportar tudo nessa editora, meu sonho realizado dos meus livros divulgados. O olhar dela está estranho pela primeira vez, mas decido ignorar. Larissa entra chorando, que mulherzinha exagerada.
— Amiga, eu te avisei que aquele fdp não prestava. Te implorei para pedir o divórcio e você insistindo em amor... Podemos matá-lo e fazer parecer acidente.
— Larissa, sua amiga já não regula bem e você vem com essas idéias malucas... — Annandy me interrompe e fala enquanto o seu olhar está fixo no seu prato:
— Você tem razão, Lari. Ele pode beber conhaque demais e ir tomar um banho na banheira, quando ele se afogar eu vou estar no andar de baixo escrevendo o meu livro sem saber de nada.
— Em que parte o Kaique vai se entupir de álcool e mergulhar na banheira? — pergunto e as duas me ignoram.
Sou obrigado a ouvir toda aquela ladainha até que o noivo de Larissa liga para ela que logo vai embora. Annandy sai da sala dela e como a sua sombra sou obrigado a seguir essa criatura.
Ela vai até à sala do Kaique e eu nem sei para quê, as coisas ficam tensas quando Annandy entra e pega Bruna fazendo sexo oral em Kaique.
— Não almoçou ainda, Bruna? Não sabia que você gosta de espaguete papa. — Annandy fala cruzando os braços e batendo o pé.
— Você deveria bater na porta antes de entrar ou avisar a assistente para saber se posso te receber. — Kaique fala enquanto fecha o seu zíper.
— Não consegui falar com a sua assistente porque ela estava tomando leite de múmia... Deveria demiti-la por não estar no lugar dela.
— Acho melhor começar a se acostumar com ela em minha sala me servindo, vamos nos casar assim que você deixar de carregar meu sobrenome. — Annandy não reage bem e faz uma besteira. Ela segura meu braço e fala com todo seu ódio exposto:
— Não me importo com quem você vai casar! Me casarei com esse novinho gostoso logo assim que me livrar do lixo do seu sobrenome.
— Você o quê? — perguntamos juntos.
Mas Annandy me puxa para fora da sala de Kaique e voltamos para a sala dela. Feito um furacão ela começa a quebrar coisas até que eu falo:
— Não vou me casar com você! Meu lugar é no céu, não no inferno. — ela olha para mim com fogo nos olhos e diz:
— Seus livros, né? Terá todos publicados logo depois do casamento com direito a divulgação e tarde de autógrafos com leitores quando subir as vendas! A única coisa que você precisará fazer é sorrir e dizer aceito no altar além de me permitir usar o seu sobrenome por um tempo.
— Aceito! — falo piscando os olhos várias vezes.
Depois do dia infernal que tive voltei para casa, fiz uma enorme lasanha com bastante queijo e presunto, para beber uma mistura de sucos. Eu estava com uma toalha enrolada na cintura. Até que escuto alguém bater na porta, quando abro e vejo a cena falo:
— Ah, não! Vai para um hotel, não vou dormir no sofá outra vez. — Annandy está sentada no chão com oito malas a sua volta, para ser sincero nem sei quem a ajudou a trazer tudo até aqui.
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Atualizado até capítulo 40
Comments
Norma Sueli Matos
pensei muito em ler essa estória,mas me supreendi,rir é meu nome, muito bom kkkk
2025-03-30
0
Vanildo Campos
🤣🤣🤣🤣🤣🤣☺️💘💘💘💘💘
2025-03-22
0
Raýelle Ferreira
Estou Amando
2025-03-07
1