Leon
Chegamos e eu estava exausto, queria apenas um banho e deitar para dormir. Foi o que fiz de início, até sentir a presença de mais alguém no meu quarto e segurar firme a pistola que tenho embaixo do meu travesseiro.
Ela não percebeu que abri meus olhos e fechei, estava olhando para o lençol que cobria metade do meu corpo nú. Annandy entrou no meu quarto sorrateiramente e deitou no meu braço, logo adormeceu e aquilo me deixou curioso.
Eu sabia que ela iria sair do jeito que saiu, na verdade eu estava acordado a meia hora e a abracei para sentir e observar sua reação. Tenho a leve desconfiança de que ela está se sentindo atraída por mim.
Assim que Annandy fecha a porta do meu quarto, apoio a minha cabeça na minha mão e olho para a porta... Você não me escapa, Annandy. Me levanto, ligo para um restaurante aqui perto e peço o café da manhã, em seguida vou tomar meu banho.
Assim que a entrega chega já estou na sala à espera. Arrumo a mesa e me sento para tomar uma xícara de café enquanto analiso o balanceamento da editora do meu pai. Já que vou assumir preciso ver como as coisas andam por lá, depois tenho que ligar para o subchefe da máfia do meu pai e deixá-lo avisado que só irei assumir depois que voltar da viagem de lua de mel... Mesmo não tendo lua de mel.
Perfeito, ela apareceu para tomar café da manhã e não resisto em provocar. Annandy mesmo maquiada fica vermelha, acho fofo, mas quero respostas.
— Sou seu "noivo", mas não somos um casal... Não deveria ficar no seu quarto? — pergunto enquanto ela continua de cabeça baixa.
— Tive... Um pesadelo! — ela suspira como quem sai de um buraco — Eu não queria ficar sozinha naquele quarto e você estava dormindo. Seria falta de educação e um pouco rude te acordar.
— E entrar no meu quarto no meio da madrugada sem a minha permissão e deitar ao meu lado na cama me usando como travesseiro não foi?
— Leon, não sei o que deu em mim, não vai se repetir. — ela olha nos meus olhos, esse é o momento.
Me inclino para frente e afasto o meu notebook, coloco minhas mãos na mesa e ela me olha atenta.
— Pelo contrário, pode até se mudar para o meu quarto se quiser. Mas preciso que seja sincera comigo, Annandy. Não quero me sentir um objeto em suas mãos, só não quero que me use e me descarte depois. — ela parece querer falar algo, mas se cala — Pode dormir no meu quarto se tiver pesadelos, só não saia feito uma ladra depois do roubo.
Me levanto e vou até meu quarto a deixando tomar seu café em paz. Volto para a sala e observo algo surpreendente, ela limpou a mesa, não tem uma bagunça ou lixo para trás.
— Vamos? Sua mãe já deve estar acordada! — Annandy aparece atrás de mim com sua bolsa.
— Vamos sim.
Chegamos no hospital, minha mãe logo chamou Annandy para falar sobre os preparativos do casamento. A princípio, Annandy parecia um pouco incomodada, mas foi só minha mãe mencionar o estilista favorito dela para o vestido que Annandy se animou feito uma adolescente. Era o mesmo estilista que Annandy gosta, logo o assunto no quarto foi preenchido pelas vozes delas.
Puxei meu pai para perto da janela enquanto a conversa animada ganhava proporções falando sobre igreja e salão de festas.
— Pai, a editora está indo bem, o senhor não perdeu o jeito.
— Sou um velho lobo cheio de truques, meu filho. Com Gusman não será diferente, ele está cuidando de tudo e ansioso para ter você ao lado dele. — olho para Annandy e depois para o meu pai.
— Não fale sobre Gusman agora, pai! Annandy não pode saber sobre a máfia ainda. — sussurro.
— Mas por que não? Ela terá que saber que será uma dama da máfia, esposa de um mafioso! — meu pai sussurra de volta.
— Quero descobrir os sentimentos dela por mim primeiro, pai! Não posso contar algo tão sério assim. Saber que sou Ceo para mim não é problema, não é algo que coloque ela em risco... A máfia é outro assunto. — olho para Annandy.
— Meu filho, olhe bem para a sua noiva. O jeito que ela olha para você... Ainda tem dúvida que ela te ama? — meu pai coloca a mão no meu ombro — Se ela não te ama isso significa que eu estou errado.
— Mas o senhor nunca erra!
— Exatamente. — meu pai se encosta na janela e me encara.
Acho que preciso ser mais como ele, aprender a ler as pessoas para saber seus sentimentos, sua intenção. Terminamos de conversar sobre a editora e voltamos para perto delas.
— Leon, sua mãe deu a ideia de fazer nosso casamento no clube onde nossos pais jogam. — Annandy fala animada feito uma noiva que vai casar pela primeira vez.
— Se é o que você quer assim faremos. Só quero vê-la feliz no nosso dia.
Acredito que por um segundo Annandy se lembrou que nosso relacionamento não existe, mas minha mãe mostra alguns vestidos de noiva para ela pelo celular e seu sorriso volta.
Descemos para almoçar num restaurante que fica duas ruas depois do hospital e ela parece curiosa após pedir seu almoço.
— Sobre o que seu pai e você estavam falando?
— O quê? — me engasgo com a água que estou bebendo.
— Vocês se afastaram e sussurraram algo um para o outro, achei aquilo estranho. — ela brinca com o cubo de gelo em sua água.
— Apenas negócios... Você e minha mãe pareciam animadas. — mudo de assunto.
— Não vai mudar de assunto! — ela é esperta — Tenho uma ideia... Você pode lançar seu livro sem saberem que é você. Seu pseudônimo pode esconder seu verdadeiro nome e seu rosto. Para foto de perfil use um avatar criado por IA, será um autor anônimo.
— Você é inteligente.
Sim, ela é inteligente. Eu não tinha pensado nisso e ela tem razão, posso ser um autor assim como posso ser um Ceo na editora e um mafioso nas horas vagas.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 40
Comments
Tânia Campos
O pai já tem uma certa experiência!!!
2025-01-04
5
Summer 🔥
Exatamente.
Ser mafioso exige essa leitura!
2024-12-25
5
Rosemar Coelho
Esse homem é tudo de bom ...Annandy é a sortuda da vez 😍😍
2024-12-17
2