Rafael estava em seu escritório, uma expressão séria estampada em seu rosto enquanto revisava alguns contratos importantes. O silêncio do ambiente foi quebrado pelo toque insistente de seu celular. Ele pegou o aparelho e franziu o cenho ao ver o número de um de seus seguranças.
Rafael: O que foi?– perguntou com impaciência, já esperando alguma má notícia.
Do outro lado, a voz nervosa do segurança ecoou.
Segurança: Senhor, temos um problema… A Elena escapou
O ar na sala pareceu ficar mais pesado, e Rafael fechou os olhos, segurando o celular com tanta força que os nós de seus dedos ficaram brancos.
Rafael: Como isso aconteceu? Vocês estavam na porta dela!
Segurança: Ela conseguiu sair pelo jardim, senhor. Subiu o muro… Não conseguimos impedir a tempo
Rafael se levantou abruptamente, derrubando alguns papéis da mesa no processo. Sua voz saiu baixa, mas com um tom que carregava pura ameaça.
Rafael: E onde ela está agora?
Segurança: Senhor… foi vista correndo pela estrada que leva para o lado norte da propriedade, mas… alguém a pegou
Rafael: Alguém? Quem?
Houve uma pausa do outro lado, como se o homem estivesse hesitante em dizer o nome.
Segurança: Achamos que… foi Lorenzo, senhor
Por um momento, Rafael não disse nada. Ele encarou o espaço à sua frente, sua mandíbula travada. Então, sua risada amarga ecoou na sala, mas não havia humor nela.
Rafael: Lorenzo.
Ele passou a mão pelos cabelos, irritado. Aquele maldito Lorenzo sempre estava onde não devia. Era quase como se ele vivesse esperando por uma chance de provocar Rafael.
Rafael: Então ele está se aproveitando da minha distração para brincar de herói
Segurança: O que devemos fazer, senhor?
Rafael ficou em silêncio por alguns segundos, pensando. Ele sabia que Lorenzo não tinha ajudado Elena por bondade. Aquilo era um jogo, e ele estava usando Elena como uma peça para tentar desestabilizá-lo.
Rafael: Nada por enquanto. Fiquem atentos e me informem de qualquer movimentação dele
Segurança: Sim, senhor
Rafael desligou o telefone com força, jogando-o sobre a mesa. Sua mente estava fervilhando. Lorenzo tinha passado dos limites, e agora usava Elena como uma forma de provocação. Mas o que Lorenzo não sabia era que Rafael não tinha intenção de desistir.
Ele se sentou novamente, os dedos tamborilando na mesa enquanto pensava em seus próximos passos. Não era apenas a questão do orgulho ou do poder – algo em Rafael não suportava a ideia de Elena estar sob a influência de Lorenzo.
Rafael: Ela é minha!– murmurou para si mesmo, o tom baixo, mas carregado de determinação.
Ele sabia que precisaria agir rapidamente. Lorenzo não era alguém fácil de lidar, mas Rafael também não era conhecido por recuar em uma batalha – especialmente quando envolvia algo que ele considerava dele.
Rafael se recostou na cadeira, os olhos fixos no vazio enquanto sua mente trabalhava rapidamente. Ele sabia que Lorenzo não tinha ajudado Elena por compaixão ou gentileza. Aquilo era um movimento estratégico, uma provocação clara. Rafael era conhecido por nunca recuar em desafios, e Lorenzo sabia disso.
Rafael puxou um cigarro de sua mesa, acendeu-o e deu uma tragada longa, deixando a fumaça preencher o ar ao seu redor. Com o cigarro entre os dedos, ele murmurou para si mesmo:
Rafael: Se Lorenzo quer brincar, ele escolheu o oponente errado
Ele pegou o telefone novamente, discando o número de John. Não demorou muito para a voz descontraída de seu amigo atender.
John: Rafa! Não me diga que já quer outra noitada?
Rafael: Não tenho tempo pra isso. Preciso da sua ajuda.”
O tom sério de Rafael imediatamente chamou a atenção de John.
John: O que houve?
Rafael: Lorenzo pegou Elena. Não foi por acaso. Ele quer me provocar.
John: O que esse desgraçado está planejando agora?
Rafael: Não importa. Eu preciso agir rápido. Quero que você reúna informações. Descubra onde Lorenzo está com ela, quem está ao redor dele, e o que mais ele está tramando.
John: Entendido. Vou mobilizar algumas pessoas pra sondar. Mas, Rafa, você sabe que entrar no território dele sem um plano sólido é suicídio
Rafael: Eu não vou entrar sem um plano
Ele se levantou, apagando o cigarro no cinzeiro com força. Rafael sabia que Lorenzo esperava uma resposta impulsiva, uma reação carregada de emoção. Mas ele não daria esse prazer ao rival.
Rafael: Quero que você comece a espalhar alguns rumores. Lorenzo não pode saber que estou agindo. Quero confundi-lo. Deixe ele achar que estou ocupado com outros negócios.
John: E quanto à Elena? Você realmente acha que ela está em perigo?
Rafael hesitou por um segundo. Apesar de Elena ser uma espinha em sua paciência, a ideia de Lorenzo machucando-a fazia o sangue de Rafael ferver.
Rafael: Se ele tocar nela, eu juro que acabo com ele
John: Entendido. Vou começar agora mesmo
Rafael desligou o telefone e passou a mão pelo rosto, tentando conter a raiva. Ele precisava de um plano que não apenas trouxesse Elena de volta, mas também colocasse Lorenzo em seu devido lugar.
Ele se aproximou de uma parede no escritório onde havia um grande mapa da cidade. Seus olhos se fixaram no território de Lorenzo.
Rafael: Primeiro, vou encontrá-la. Depois, vou acabar com você, Lorenzo. De vez
Ele chamou Marco, um de seus homens mais leais, para o escritório. Quando Marco entrou, Rafael foi direto ao ponto.
Rafael: Preciso que reúna um grupo. Homens de confiança. Sem erros
Marco: Sim, senhor. Alguma instrução específica?
Rafael: Preparem-se para invadir o território de Lorenzo. Mas só quando eu der a ordem. Primeiro, quero Elena em segurança
Marco assentiu e saiu para cumprir as ordens. Rafael sabia que precisava manter a calma. Era um jogo de xadrez, e Lorenzo havia feito o primeiro movimento. Mas Rafael estava determinado a dar o xeque-mate.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 44
Comments
Dulce Gama
caraca tô adorando gosto de adrenalina KKK🎁🎁
2024-12-12
0