A boate Eclipse Royale, conhecida como o ponto de encontro mais exclusivo da Espanha, estava no auge do movimento. Luzes neon pulsavam ao ritmo da música eletrônica, e as paredes de vidro ofereciam uma vista deslumbrante da cidade iluminada. Quando Rafael chegou, todos os olhares se voltaram para ele – a presença dele dominava qualquer ambiente.
No camarote reservado, John já o esperava, com um copo de uísque na mão e um sorriso despreocupado no rosto.
John:Achei que você fosse me dar um bolo-disse, levantando-se para cumprimentar Rafael.
Rafael:Você sabe que eu cumpro minha palavra -respondeu Rafael, apertando a mão do amigo e sentando-se ao lado dele. Ele fez sinal para o garçom, que imediatamente trouxe a bebida favorita de Rafael.
John:Bom, bem-vindo ao mundo dos vivos- brincou, inclinando-se para falar mais perto devido ao som alto.
John:E aí, como vai a ‘vida de casado’?
Rafael bufou, pegando seu copo e dando um gole longo antes de responder.
Rafael:Elena… ela me tira do sério.
John ergueu as sobrancelhas, claramente interessado.
John:Tira do sério como? Do jeito bom ou do jeito ruim?
Rafael lançou um olhar impaciente para o amigo.
Rafael:Do jeito ruim, óbvio. Ela é teimosa, desafiadora, fala como se estivesse sempre com a razão. Não aceita nada que eu digo.
John riu, recostando-se no sofá.
John:Parece que alguém encontrou um osso duro de roer. Mas, vamos ser honestos, ela é bonita, não é?
Rafael hesitou por um momento, encarando o copo em suas mãos antes de responder.
Rafael:Ela é uma das mulheres mais bonitas que já vi.
John abriu um sorriso largo.
John:Ahá! Então é isso. Não é só que ela te tira do sério, Rafael. Ela mexe com você, e você não sabe lidar com isso.
Rafael:Não seja ridículo -Rafael retrucou, mas seu tom não tinha tanta convicção. Ele tomou mais um gole do uísque.
Rafael:Ela é bonita, mas também é um problema ambulante e é uma criança ainda, e eu não tenho paciência para isso.
Antes que John pudesse continuar a provocá-lo, algumas mulheres começaram a se aproximar. Era sempre assim quando Rafael estava em público – sua fama e fortuna atraíam olhares e sorrisos interessados. Uma delas, uma loira de vestido justo, sentou-se ao lado dele com confiança.
“Você é Rafael D'Amato, não é?” ela perguntou, inclinando-se um pouco demais.
Rafael olhou para ela com um sorriso educado, mas distante.
Rafael:Depende de quem está perguntando.”
Ela riu, tocando levemente o braço dele.
“Eu ouvi falar muito sobre você. Sempre quis conhecer o homem por trás de toda essa… lenda.”
John, ao lado, observava a cena com um sorriso divertido.
John:Vê? É isso que você precisa, Rafael. Uma noite sem preocupações.
A conversa continuou por alguns minutos, e Rafael acabou cedendo à atmosfera da noite. Ele inclinou-se para a loira, beijando-a com intensidade, enquanto os flashes das luzes da boate dançavam ao redor. Por um momento, ele deixou-se levar – mas então, uma imagem surgiu em sua mente: Elena.
Seu olhar desafiador, sua voz cheia de raiva, mas também sua beleza arrebatadora. Era como se ela estivesse ali, em sua mente, desafiando-o até naquele momento. Ele interrompeu o beijo abruptamente, afastando-se da mulher.
“Algo errado?” perguntou ela, confusa.
Rafael balançou a cabeça, olhando para o copo vazio em suas mãos.
Rafael:Não. Não é nada
John, que havia observado tudo, começou a rir alto.
John:Eu não acredito! Rafael Martín, o homem mais temido da Espanha, sendo interrompido por… pensamentos!
Rafael lançou-lhe um olhar de aviso.
Rafael:Cala a boca, John!
Mas John continuou rindo.
John:Sabe o que isso significa, né? Essa tal de Elena está na sua cabeça. E, pelo visto, não vai sair tão cedo
Rafael bufou, mas não respondeu. Ele se recostou no sofá, perdido em pensamentos, enquanto a boate continuava vibrando ao redor deles.
Ao chegar em casa, Rafael sentia o peso do cansaço misturado com o álcool. Subiu as escadas com passos firmes, mas silenciosos, enquanto a mansão estava mergulhada em um silêncio absoluto. As luzes no corredor estavam baixas, lançando sombras suaves nas paredes.
Quando passou pelo quarto de Elena, hesitou. Por algum motivo, seus passos desaceleraram, e antes que percebesse, estava parado diante da porta. Ele não tinha intenção de entrar, mas algo o fez girar lentamente a maçaneta e espiar.
Ela estava dormindo. Ou, pelo menos, parecia estar. O rosto de Elena estava suavemente iluminado pela luz da lua que entrava pela janela. Os traços delicados, as sobrancelhas levemente franzidas, os lábios entreabertos… Rafael ficou parado ali por alguns instantes, observando-a.
“Ela é linda,” ele pensou, quase sem querer. Havia algo cativante nela, algo que o desarmava e o intrigava ao mesmo tempo. Não era apenas a beleza – era a força, a resistência, a forma como ela não se dobrava mesmo diante dele, algo que nenhuma outra pessoa fazia.
Ele passou a mão pelos cabelos, frustrado consigo mesmo. “O que estou pensando? Ela me odeia, e eu provavelmente dei bons motivos para isso.”
Por um momento, considerou entrar. Poderia ser uma chance de tentar algo diferente, de talvez… conquistar sua confiança. Mas, ao mesmo tempo, sabia que não era simples. Rafael não era um homem acostumado a pedir desculpas, muito menos a cortejar alguém.
“Se ao menos eu tivesse sido mais gentil desde o começo,” ele refletiu. “Talvez… talvez eu possa mudar isso.”
Ele afastou o pensamento rapidamente. “Isso é ridículo. Ela não é uma mulher comum, e eu não sou o tipo de homem que conquista com gentilezas.”
Fechou a porta silenciosamente, tentando afastar a ideia de que ela estava afetando-o mais do que deveria. Voltou ao seu quarto, sentindo-se dividido. Apesar de sua lógica fria e calculista, algo dentro dele dizia que talvez fosse hora de agir de forma diferente. Afinal, ele já tinha a obrigação de protegê-la – mas conquistar o coração de Elena era algo que Rafael começava a perceber que talvez quisesse mais do que estava disposto a admitir
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Atualizado até capítulo 44
Comments
Dulce Gama
KKK já está apaixonado 🤩 gostei /Rose//Rose//Rose/
2024-12-12
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