Elena sobe para arrumas as suas coisas e prepara se para despedir da sua casa onde havia passado a maioria da sua infância
Até que…
O relógio marcava a hora de sua prisão, mas Elena não estava disposta a se entregar, algo dentro dela se recusava a aceitar a realidade, algo ainda lutava pela sua liberdade.
Ela observou pela janela o imponente homem à porta, seus guardas espalhados ao redor como sombras silenciosas. O coração batia forte. Então, uma ideia ousada surgiu em sua mente.
Elena virou-se para a porta dos fundos do quarto. A mansão, embora luxuosa, tinha seus pontos fracos.
Ela já conhecia cada canto daquele lugar. Com uma rapidez silenciosa, escorregou até a escada lateral, onde a porta se abria para o jardim. A brisa fria tocou seu rosto enquanto ela respirava fundo, tentando afastar o medo.
Ela não pensava em consequências, apenas em escapar. Desceu o mais rápido que pôde, correndo pelas sombras, tentando não fazer barulho. Mas antes que alcançasse a cerca do jardim, o som de passos apressados chegou até seus ouvidos. Rafael e seus homens a haviam visto.
"Ela está fugindo!" gritou um dos guardas
Elena aumentou o ritmo, sua respiração ofegante, mas sabia que não podia continuar correndo para sempre.
A cerca estava perto, e o medo de ser alcançada era cada vez mais forte. A liberdade parecia ao alcance das mãos, mas o som dos passos atrás dela ficava cada vez mais próximo.
O vento gelado cortava sua pele enquanto ela corria, cada passo ecoando como um tambor em seu peito. O jardim parecia mais vasto àquela hora, e ela correu entre as árvores, se movendo com a leveza de quem estava em sua própria terra. O medo a impulsionava, mas ela sabia que o tempo estava contra ela.
De repente, um grito de ordem. Um dos guardas havia avistado a movimentação.
— “Ela está indo para a cerca! Peguem-na!”
Mas Elena não iria se entregar sem mais nem menos. Ela correu até a cerca e, com uma força inesperada, pulou para o outro lado. A queda foi abrupta, mas ela conseguiu se levantar rapidamente, suas mãos sujas de terra. O lado de fora da mansão ainda era perigoso, mas oferecia alguma chance de escapar.
Porém, a perseguição não foi fácil. Ouviu os passos pesados dos homens de Rafael se aproximando, e seu instinto de sobrevivência se acendeu. Sem olhar para trás, ela mergulhou na escuridão, atravessando o campo que cercava a propriedade. O som dos guardas correndo ficou distante, mas ela sabia que não poderia parar. Cada grama de seu corpo gritava por descanso, mas ela se manteve firme.
Rafael, que estava à frente com outro guarda, avistou Elena através da cerca. Ele não estava disposto a deixá-la escapar tão facilmente.
Rafael:Ela é mais difícil do que eu imaginava.” Ele murmurou, com um tom calculista, mas a frustração evidente.
Os homens tentaram seguir por entre as árvores, mas a corrida de Elena foi mais astuta. Ela se escondeu entre arbustos e pedras, fazendo com que eles se perdessem atrás dela. Um guarda mais apressado quase a alcançou, mas ela correu para um pequeno galpão abandonado, onde se escondeu, ofegante, atrás de caixas empilhadas.
Os guardas passaram, sem perceber sua presença. Eles estavam tão próximos, mas Elena sabia que sua vantagem estava na escuridão e em sua habilidade de se mover sem ser vista. Esperou até que o som da perseguição diminuísse, e então, com passos cautelosos, ela se levantou e seguiu em direção ao caminho rural, onde um pequeno vilarejo se estendia à distância.
Mas, antes que ela pudesse se sentir completamente segura, uma sombra se ergueu diante dela. Rafael estava ali, seus olhos fixos, como se soubesse que ela não conseguiria fugir para sempre.
Rafael:Você realmente acha que pode me escapar? (Ele disse, sua voz baixa e quase desdenhosa)
Elena se virou para enfrentá-lo, ainda ofegante, mas com um desafio no olhar.
Elena:Você vai ter que me pegar primeiro
A luta estava longe de terminar, mas naquele momento, ela sabia, não seria fácil para ele. Ela não seria apenas mais uma peça em seu jogo
Mas, antes que ela pudesse ganhar uma vantagem, um dos guardas de Rafael, que havia se aproximado por trás, alcançou seu braço. Ele a agarrou com força, e Elena gritou, tentando se soltar.
Elena:Solta-me!"
ela gritou, se debatendo, mas o guarda não a soltava. Com um esforço desesperado, Elena tentou arrancar o braço dele de seu pulso, mas ele apertou ainda mais, seu aperto quase quebrando seus ossos.
Foi então que ela sentiu um forte puxão na perna. O guarda acabou atirando nela com um golpe certeiro, fazendo com que ela caísse de joelhos, o impacto sendo como um soco no estômago. Ela tentou se levantar, mas sentiu a dor irradiando da sua perna
O guarda sorriu satisfeito, mas antes que ele pudesse se vangloriar de sua vitória, uma voz cortante interrompeu.
Rafael:O que você está fazendo, idiota?!- gritou furioso
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Atualizado até capítulo 44
Comments
Dulce Gama
idiota do cão só assim ele conseguiu pegar com o capanga 🎁🎁🎁
2024-12-12
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