Escapatória

Elena abriu os olhos devagar, o sol entrando pelas frestas das cortinas, iluminando o quarto imponente onde estava confinada. A primeira coisa que sentiu foi a dor persistente na perna, mas ela já começava a se acostumar com o desconforto. Lentamente, sentou-se na cama, passando os dedos pelos cabelos enquanto tentava organizar seus pensamentos.

Após alguns minutos, decidiu que precisava levantar. Cambaleando um pouco, foi até o banheiro para fazer suas higienes. Sentia-se cansada, mas determinada. Enquanto lavava o rosto, algo chamou sua atenção: a porta do quarto, que sempre era trancada depois das visitas de Rafael ou Clara, estava entreaberta.

Elena secou o rosto, seu coração acelerando com a visão.

Elena: Por que está aberta? Eles sempre têm tanto cuidado… Será que esqueceram?

Ela se aproximou devagar, tentando não fazer barulho, e empurrou a porta com cautela. O corredor estava vazio. Não havia nenhum guarda à vista, nenhum som que indicasse que alguém estava por perto. Era como se o momento estivesse conspirando a seu favor.

Elena :É agora ou nunca.

Ela sabia que sua chance era mínima, mas não podia continuar ali, presa como um objeto sem vida. Com passos silenciosos, voltou ao quarto e rapidamente vestiu algo confortável. Antes de sair, olhou pela janela, o céu claro refletindo sua esperança.

Elena: Eu posso fazer isso. Só preciso encontrar uma saída antes que percebam.

Com o coração na garganta, ela cruzou a porta, apoiando-se na parede para não forçar a perna machucada. Cada passo parecia eterno, o som de sua própria respiração a única companhia.

Elena desceu o corredor com cuidado, os ouvidos atentos a qualquer movimento. A mansão era enorme, e embora ela já tivesse mapeado mentalmente algumas rotas, o desafio era sair sem ser vista. Ao chegar ao topo da escadaria principal, viu que havia guardas na entrada da frente, mas nenhum parecia atento.

Elena (pensando): A porta dos fundos…talvez

Ela desviou para o corredor lateral, onde sabia que ficava o acesso à cozinha e, potencialmente, sua fuga. Ao entrar na cozinha, parou, prendendo a respiração. Estava vazia.

Enquanto procurava a saída, ouviu um som distante — passos no andar de cima. Alguém havia notado a porta aberta. Ela precisaria ser rápida. Encontrou a porta dos fundos entreaberta, deixando escapar uma brisa fria. Sem pensar duas vezes, Elena a empurrou e correu, ignorando a dor na perna.

O jardim era vasto, mas cercado por altos muros. Ela sabia que precisaria de algo para escalá-los ou encontrar um portão secundário. Tudo o que importava era que estava fora da casa.

Enquanto procurava por uma saída no jardim, ouviu vozes se aproximando.

Voz masculina: “Ela não está no quarto!”

O pânico tomou conta, mas ela não iria desistir. Elena se escondeu atrás de um pequeno muro de pedras, observando enquanto dois guardas corriam em sua direção.

Elena:Eu vou sair daqui. Não importa o que aconteça.

Elena:Eu cheguei até aqui. Não vou parar agora.

Ela encontrou uma parte do muro onde havia uma árvore próxima. Com muito esforço, começou a escalá-la. Suas mãos escorregavam, e a dor na perna ferida pulsava a cada movimento. Lágrimas de frustração e dor surgiram, mas ela não se deixou abater.

Quando alcançou um galho suficientemente alto, olhou para o outro lado. O chão estava coberto de pedregulhos, mas não havia guardas visíveis. Elena respirou fundo, segurou-se no topo do muro e, com um último esforço, jogou-se para o outro lado.

Ela caiu de mau jeito, sentindo uma pontada de dor no tornozelo, mas não havia tempo para lamentar. Ela se levantou rapidamente, ignorando as dores. Estava livre – pelo menos por enquanto.

Elena :Corra! Não pare!

Elena corria sem olhar para trás, o coração martelando no peito e os pulmões queimando com o esforço. Os gritos e latidos ficavam cada vez mais próximos, mas ela não se permitia parar. A ideia de ser capturada a aterrorizava.

De repente, ao virar uma curva estreita entre algumas árvores, colidiu com algo – ou melhor, alguém.

O impacto foi forte, e ela quase caiu, mas mãos firmes a seguraram pelos braços. Quando ergueu o olhar, encontrou um homem alto, de aparência imponente. Sua musculatura robusta era evidente mesmo sob as roupas escuras. Ele tinha olhos frios e uma barba bem aparada que dava ao seu rosto um ar severo, quase perigoso.

Elena ofegou, surpresa e nervosa, mas decidiu arriscar.

Elena: “Por favor, me ajude!” – implorou, ainda tentando recuperar o fôlego. – “Estão atrás de mim… eu preciso sair daqui!”

O homem – Lorenzo – inclinou a cabeça ligeiramente, analisando-a. Ele sabia exatamente quem era ela. Rafael tinha comentado sobre a mulher difícil que agora estava sob seu “cuidado”. No entanto, Lorenzo manteve a expressão neutra, sem revelar nada.

Lorenzo: “Quem está atrás de você?” – perguntou, sua voz grave, mas calma.

Mais populares

Comments

Dulce Gama

Dulce Gama

caraca saiu de um monstro caiu em um demônio

2024-12-12

0

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!