Elena: Guarda-costas… de um homem horrível. Eu… eu fui levada para aquela casa contra a minha vontade! Por favor, eles vão me pegar se eu não fugir agora!
Ela segurava o braço dele, seus olhos suplicantes. Lorenzo observou cada detalhe. Apesar de saber que ajudar Elena significava provocar Rafael, a situação o interessava. Ele poderia usar isso a seu favor, dependendo de como as coisas evoluíssem.
Lorenzo: Calma.– disse, seu tom frio mas firme. – Você está machucada. Como espera fugir sem ajuda?
Ela olhou para baixo, percebendo o sangue manchando a calça na altura da perna, mas balançou a cabeça.
Elena: Eu não tenho escolha. É isso ou… voltar para aquele lugar!
Lorenzo: Está bem.– ele suspirou, fingindo relutância. – Eu posso te ajudar. Mas precisamos sair daqui agora.
Antes que ela pudesse responder, o som de vozes e latidos se aproximava. Lorenzo olhou na direção do ruído e estreitou os olhos. Ele sabia que os homens de Rafael estavam perto.
Lorenzo: Eles estão vindo
Elena: Por favor, não deixe que eles me peguem!
Lorenzo fez um gesto rápido.
Lorenzo: Venha comigo. Agora.
Ele a segurou pelo braço e a guiou rapidamente por um caminho alternativo, passando por entre árvores e arbustos densos. Apesar de sua desconfiança, Elena não hesitou em segui-lo. Lorenzo movia-se com precisão, como se conhecesse bem o terreno.
Enquanto corriam, Elena arriscou perguntar:
Elena: “Você… você mora aqui? Quem é você?”
Lorenzo deu uma risada curta, quase desdenhosa.
Lorenzo: “Digamos que eu conheço essa área melhor do que deveria.”
Ela queria pressionar mais, mas o som dos guardas e cães os fez apressar o passo. Lorenzo sabia que Rafael jamais aceitaria essa interferência, mas adorava o desafio. Afinal, roubar algo que Rafael julgava ser dele era a essência da rivalidade entre os dois.
Lorenzo conduzia Elena com passos firmes até onde havia estacionado um de seus carros, um modelo discreto, ideal para evitar atenção. Ele abriu a porta para ela, e Elena, hesitante, entrou, observando-o de soslaio. Ela ainda estava desconfiada, mas sentia que tinha poucas opções. Lorenzo entrou pelo lado do motorista, ligando o carro sem dizer uma palavra.
O silêncio reinou por alguns minutos enquanto ele dirigia para longe da propriedade de Rafael, tomando caminhos secundários e desviando de qualquer rota que pudesse ser óbvia. Elena olhava pela janela, a respiração ainda rápida, mas seu corpo finalmente relaxando. Ela estava longe daquele lugar – ao menos por enquanto.
Elena: Obrigada…– murmurou, quebrando o silêncio.
Lorenzo: Não precisa agradecer ainda.– ele respondeu sem olhar para ela, sua voz carregada de neutralidade. – Não sei se fiz bem em te ajudar.
Ela virou o rosto para ele, franzindo o cenho.
Elena: Por que não?
Lorenzo apertou o volante com um leve sorriso irônico, mas não respondeu de imediato. Em vez disso, ele a estudou pelo canto do olho. Havia algo nela que ele começava a entender. Não era apenas sua beleza – embora isso fosse inegável. Ela tinha uma força silenciosa, uma teimosia que ele reconhecia.
Por um momento, ele imaginou por que Rafael, alguém tão meticuloso e calculista, suportaria alguém tão desafiadora. Mas agora, vendo Elena de perto, Lorenzo começou a perceber. Ela não era o tipo de mulher que alguém ignorava. Mesmo com o cabelo desalinhado e o rosto cansado, havia algo magnético nela.
Lorenzo: Então… você é quem tem tirado o sono de Rafael.– ele disse com um leve sorriso, olhando para ela enquanto fazia uma curva.
Elena: O quê?– ela franziu o cenho, confusa.
Lorenzo: Você não sabe? Rafael não é o tipo de homem que perde a paciência com facilidade. Mas parece que você conseguiu isso em poucos dias
Ela cruzou os braços, claramente irritada.
Elena: Eu não pedi para estar lá. Ele me tirou da minha vida, me obrigou a estar naquela casa! Se ele está perdendo a paciência, é o mínimo que merece.
Lorenzo deu uma risada curta, mas não zombeteira.
Lorenzo: Você tem coragem, isso é certo– ele comentou, o tom quase admirado.
Elena: E você? Quem é você, afinal? Por que está me ajudando?
Lorenzo hesitou por um momento, mas então respondeu com um tom leve, embora cuidadosamente calculado:
Lorenzo: Digamos que eu não sou o maior fã do Rafael. E ajudar você é só… um bônus
Elena o encarou, tentando decifrar suas intenções, mas ele manteve a expressão calma e distante.
Enquanto dirigia, Lorenzo não podia deixar de pensar no que faria com ela agora. Ele sabia que Rafael viria atrás dela. Mas também sabia que tinha uma oportunidade rara em mãos. Elena era mais do que uma mulher bonita – ela era inteligente, desafiadora, e, acima de tudo, alguém que Rafael claramente queria manter perto. Isso, para Lorenzo, era o maior dos atrativos.
Quando finalmente chegaram à sua casa – uma mansão moderna e isolada – Lorenzo estacionou o carro e olhou para Elena.
Lorenzo: Chegamos. Não se preocupe, aqui você está segura… por enquanto
Ela desceu do carro, olhando para a imponente casa com desconfiança. Lorenzo abriu a porta para ela, mas enquanto caminhava atrás dela, não pôde evitar um pensamento: talvez Rafael tivesse razão em se interessar por Elena. Ela era, sem dúvida, diferente de todas as outras mulheres.
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Atualizado até capítulo 44
Comments
satoro
não confia no noivo/marido , mais confia em um desconhecido que te leva para uma mansão te da suporte, e ainda a cada palavra te faz desconfiar dele? pai amado viu
2024-11-21
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