Elena passou o resto da tarde deitada, pensando em como poderia escapar daquela mansão que parecia uma fortaleza. Seus olhos analisavam cada detalhe do quarto: a porta trancada, as janelas altas e o silêncio que reinava nos corredores. Sabia que fugir sozinha seria quase impossível.
"Clara," pensou, seus dedos tamborilando contra o colchão. "Ela parece genuína. Talvez, se eu ganhar sua confiança, consiga convencê-la a me ajudar."
Elena passou horas planejando. Decidiu que mostraria obediência suficiente para afastar suspeitas, mas sem deixar Rafael ou qualquer um de seus homens perceberem sua verdadeira intenção. Afinal, a governanta parecia ter um bom coração e talvez fosse sua única aliada naquele lugar.
Conforme a noite caía, o cansaço começou a pesar, mas a adrenalina em seu corpo não a deixava relaxar completamente. Ela estava quase cochilando quando ouviu passos firmes no corredor. Então, uma batida na porta.
Rafael:Elena!
A voz grave de Rafael a fez congelar. Ele não esperou resposta; a porta se abriu lentamente, e ele entrou, sua presença preenchendo o espaço. Ele estava de terno, os cabelos levemente bagunçados, como se o dia tivesse sido longo. Fechou a porta atrás de si, seus olhos imediatamente encontrando os dela.
Elena sentiu o coração disparar.
Elena:O que você quer?-perguntou, sua voz carregada de desafio, mas com uma leve tremedeira que não conseguiu esconder.
Rafael caminhou em sua direção, devagar, como um predador que sabe que a presa não tem para onde fugir.
Rafael:Queria ver como você está
Ela bufou, cruzando os braços
Elena:Ah, que nobre da sua parte. Depois de me manter aqui contra a minha vontade e me deixar ser baleada, você agora se importa com meu bem-estar?
Rafael parou a poucos passos dela, suas mãos nos bolsos. Seus olhos escuros eram intensos, mas havia algo neles que ela não conseguia decifrar.
Rafael:Eu já disse que o que aconteceu com o guarda foi um erro. Ele foi punido. E você está aqui para se recuperar. Não para sofrer mais
Elena levantou-se da cama com dificuldade, ignorando a dor na perna, e apontou um dedo na direção dele.
Elena:Você fala como se fosse algum tipo de salvador. Mas não se engane, Rafael você é só um tirano que acha que pode controlar tudo e todos eu não sou sua posse
Os olhos de Rafael se estreitaram.
Rafael:Cuidado com o que diz, Elena.
Mas ela estava tomada pela raiva.
Elena:Cuidado? Eu deveria ter cuidado? Você me sequestrou, me feriu e destruiu minha vida! Não vou ficar aqui calada como uma boneca para você manipular
Rafael respirou fundo, tentando conter sua paciência, mas a intensidade dela o desafiava de uma forma que poucas pessoas ousavam. Ele deu um passo à frente, reduzindo ainda mais a distância entre eles.
Rafael:Você está na minha casa agora. E eu sugiro que comece a entender que não sou o homem que você pode desafiar impunemente.
Elena não recuou, mesmo com o medo crescendo em seu peito.
Elena:Você não é um homem é um covarde que compra pessoas porque não sabe conquistar nada de verdade
Isso o atingiu. Rafael cerrou o maxilar, sua paciência finalmente se esgotando. Ele segurou o braço dela, mas não com força suficiente para machucá-la.
Apenas o suficiente para deixá-la imóvel.
Rafael:Você não tem ideia do que está falando. Eu poderia destruir tudo o que você conhece, mas escolhi mantê-la viva e protegida não confunda isso com fraqueza
Ela tentou se soltar, mas a proximidade dele a deixava inquieta.
Elena:Proteger? Não preciso da sua proteção preciso da minha liberdade
Rafael inclinou a cabeça, seu olhar fixo no dela. Por um momento, parecia estar estudando cada detalhe de sua expressão
Rafael: Você quer liberdade? Então me prove que sabe o que fazer com ela porque até agora, tudo o que vejo é uma garota mimada que não entende o mundo em que vive
Elena arregalou os olhos, sua raiva fervendo ainda mais
Elena:Você não sabe nada sobre mim!
Ele soltou seu braço e deu um passo para trás, o controle voltando lentamente
Rafael:Talvez não-admitiu, seu tom frio
Rafael:Mas estou disposto a descobrir, até lá, sugiro que pare de se machucar tentando escapar de um lugar onde não há saída
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Atualizado até capítulo 44
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