Seu monstro!

Rafael mal havia dado dois passos em direção à porta quando a voz de Elena, carregada de veneno, o fez parar abruptamente.

Elena:Você é um monstro, Rafael -ela cuspiu, com os olhos ardendo de raiva.

Elena:Um homem que precisa comprar uma esposa porque ninguém nunca quis ficar ao seu lado de verdade. Deve ser porque, no fundo, você não passa de um vazio ambulante você é patético.

As palavras atravessaram o ar como facas, e o silêncio que se seguiu foi quase sufocante. Rafael virou-se devagar, seus olhos escurecendo com algo que beirava a fúria controlada. Ele não disse nada. Apenas começou a caminhar na direção dela, cada passo pesado, como se estivesse segurando um vulcão prestes a explodir.

Elena sentiu o coração disparar, mas não desviou o olhar.

Elena:O que foi, Rafael? A verdade dói, não é?

Ele chegou até ela em segundos. Antes que pudesse reagir, Rafael segurou-a pelo braço, puxando-a de forma firme. Elena tentou se soltar, mas ele a empurrou contra a parede, suas mãos prendendo-a pelos ombros. O impacto fez uma onda de dor atravessar sua perna ferida, e ela gritou involuntariamente.

Rafael:Cuidado com o que sai da sua boca, Elena,-Rafael rosnou, sua voz baixa e perigosa. Ele estava tão perto que ela podia sentir sua respiração quente contra o rosto.

Rafael:Eu tolero muitas coisas, mas insultos como esse têm consequências.

Elena tentou parecer inabalável, mas a dor na perna e a pressão dos ombros dele eram esmagadoras. Ainda assim, ela sibilou entre os dentes:

Elena:Vai me matar agora? É isso que você faz quando alguém não obedece? Mostra sua verdadeira face de criminoso?

Os olhos de Rafael brilharam com algo que parecia um misto de raiva e frustração. Ele a soltou bruscamente, como se estivesse se forçando a recuar, mas o movimento abrupto fez Elena cambalear. Sua perna latejou de forma insuportável, e ela sentiu algo quente escorrendo pela pele. Olhando para baixo, viu o sangue manchando o tecido da roupa.

Ela ofegou, colocando a mão instintivamente sobre o ferimento.

Elena:Droga-murmurou, mais para si mesma

Rafael percebeu imediatamente. Sua expressão mudou, a fúria dando lugar a algo mais frio, quase arrependido. Ele se aproximou novamente, desta vez sem agressividade, os olhos fixos no sangue.

Rafael:Você está machucada.

Elena:Não toque em mim!-Elena gritou, recuando o máximo que podia, mesmo que isso aumentasse a dor.

Elena:Isso é culpa sua!

Rafael suspirou, a mandibula cerrada. Ele parecia querer dizer algo, mas optou por não discutir. Sem dizer mais nada, ele saiu rapidamente do quarto, deixando Elena sozinha com sua dor. Ela deslizou pela parede até o chão, mordendo o lábio para conter as lágrimas que ameaçavam cair.

Minutos depois, Clara apareceu correndo, com uma expressão horrorizada ao ver o sangue

Clara:Senhorita! O que aconteceu?

Elena não respondeu. Apenas deixou que Clara a ajudasse, enquanto seu ódio por Rafael crescia ainda mais. Uma coisa era certa: ele nunca iria controlá-la, e ela encontraria um jeito de escapar

————————-rafael ————————

Rafael entrou em seu quarto e fechou a porta com força, o som ecoando pelo corredor silencioso. Ele soltou um suspiro pesado, passando as mãos pelo cabelo. “Maldição,” murmurou para si mesmo, enquanto caminhava até o banheiro.

Ligou a torneira do chuveiro, deixando a água quente escorrer sobre seus ombros, como se pudesse lavar a tensão que havia se acumulado no corpo. Mas os pensamentos continuavam voltando para ela: Elena, com seus olhos desafiadores e palavras afiadas.

“Ela é impossível,” disse em voz baixa, a água abafando o som. “Não tem medo de mim. Ou talvez tenha, mas não o suficiente.”

Ele riu, um som seco e sem humor. Estava acostumado a ter controle sobre tudo – pessoas, negócios, situações. Mas Elena era diferente. Ela resistia, e isso mexia com ele de um jeito que não sabia explicar.

Assim que saiu do banho e começou a se vestir, o celular vibrando na mesa chamou sua atenção. Rafael pegou o aparelho e olhou para o nome na tela: John. Ele atendeu no segundo toque.

Rafael:Fala, John. O que foi?-Rafael perguntou, enquanto ajustava o relógio no pulso.

A voz despreocupada do amigo soou do outro lado.

John:O que foi? Meu amigo, o que está acontecendo é que você anda desaparecido tá parecendo um velho rabugento, trancado em casa.

Rafael:Tenho coisas importantes pra lidar-respondeu Rafael, seco.

John:Ah, claro. Coisas importantes. Como intimidar a sua… ‘esposa’? Já ouvi falar dessa história.

Rafael fechou os olhos, respirando fundo.

Rafael:Não se mete nisso, John. Não é da sua conta!

John:Relaxa, não vou te julgar-John riu. -Mas vou dizer uma coisa: você precisa espairecer vamos sair hoje. Tem uma boate nova no centro. Gente interessante, mulheres…..

Rafael arqueou uma sobrancelha, mesmo que John não pudesse ver.

Rafael:Boate? Você sabe que isso não é muito meu estilo ultimamente.

John:Ultimamente, você virou um ermitão-provocou John. -Mas escuta: você tá estressado, dá pra perceber pela sua voz. Vem comigo. Nem que seja só pra tomar uma bebida e esquecer o mundo por algumas horas

Rafael hesitou por um momento, olhando para o espelho enquanto ajeitava a gravata. Era verdade que estava à beira de perder a paciência com tudo – e com Elena em particular. Talvez sair fosse uma boa ideia.

Rafael:Tá bom-ele finalmente respondeu.

Rafael:Mas só por algumas horas e não quero bagunça, John.

John:Bagunça? Eu? Nunca,” John respondeu com uma risada. “Passo na sua casa em meia hora. Esteja pronto.”

Antes que Rafael pudesse responder, a ligação foi encerrada. Ele balançou a cabeça, um meio sorriso se formando em seus lábios. John sempre tinha o talento de distraí-lo, mesmo nos dias mais tensos.

Enquanto terminava de se arrumar, Rafael olhou pela janela, perdido em pensamentos. A ideia de sair parecia atraente, mas, no fundo, sabia que sua mente não estava completamente fora de Elena. Havia algo nela que o irritava, mas ao mesmo tempo o fazia querer entender mais.

Rafael:Esquece isso-murmurou para si mesmo

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Comments

Dulce Gama

Dulce Gama

KKK já está apaixonado e não sabe 🎁🎁

2024-12-12

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