—————- Rafael—————-
Rafael observou Elena com os olhos fixos nela, seu corpo tenso enquanto ela tentava se levantar, o suor escorrendo de seu rosto e a dor visível em cada movimento que ela fazia. Ele sabia que ela estava exausta, mas a resistência que ela exibia apenas o deixava mais intrigado. Cada palavra, cada grito, apenas reforçava a ideia de que ela não se submeteria facilmente. Mas ele não tinha pressa não ainda.
Ela tentou mais uma vez, a dor em sua perna a fazendo vacilar, e então, sem aviso, o corpo de Elena cedeu. Ela desmaiou, caindo lentamente nos braços de Rafael, como uma folha levada pelo vento.
Seu primeiro impulso foi um pequeno estalo de surpresa. Ele havia esperado resistência, mas não esperava que ela desmaiasse daquela forma. Ele a segurou com firmeza, seus olhos fixos na expressão pálida de Elena, sentindo algo que não sabia identificar (preocupação talvez, ou talvez algo mais profundo, algo que ele não podia admitir)
“Ela foi baleada”, pensou rapidamente, o instinto de cuidado tomando o lugar de sua frieza habitual. Ele sabia que a ferida era grave, mas não esperava que ela caísse assim, sem mais nem menos. Elena era forte, mais forte do que qualquer mulher que ele já havia encontrado, e para ela ter chegado a esse ponto, ele soubera que ela estava em um estado crítico.
Rafael:Ela não pode morrer aqui -murmurou Rafael para si mesmo, já sentindo a urgência em suas ações. Com um movimento rápido, ele a carregou nos braços, correndo até o carro estacionado próximo.
A dor da sua perna parecia ser irrelevante para Elena naquele momento, mas Rafael sabia que tinha que agir rápido. Ele havia perdido muito tempo com essa perseguição desnecessária, e agora não poderia deixar nada ao acaso.
Ele instruiu seus homens a seguir, enquanto ele acelerava o carro, indo em direção ao hospital. A estrada parecia interminável, e Rafael, em seu silêncio habitual, sentia a inquietude crescer dentro de si. Não costumava se importar com ninguém, muito menos com uma mulher como Elena. Ela era uma peça importante em seu plano, e não podia se dar ao luxo de perder alguém que estava tão… teimosamente sob seu controle.
Quando finalmente chegou ao hospital, ele saiu do carro com Elena em seus braços, com os homens ao seu redor, como sombras que o seguiam. Ele passou pelas portas do hospital com rapidez, pedindo atenção imediata para Elena, que parecia cada vez mais frágil. Eles a levaram para a sala de emergência, e Rafael, por mais que quisesse ser implacável, sentiu um leve aperto no peito enquanto aguardava.
Ele andava de um lado para o outro na sala de espera, seu rosto impassível, mas sua mente estava longe. Não em Elena, mas no que ela representava. Ela era uma dor de cabeça constante, uma resistência que ele precisava quebrar. Mas naquele momento, ele percebeu algo: a ideia de perdê-la, de não conseguir mantê-la sob seu controle, algo dentro dele não gostava disso.
Quando os médicos finalmente saíram, ele se aproximou rapidamente. A expressão no rosto deles não era boa.
Médico:Ela está fora de perigo, mas a bala causou danos significativos na perna. Vamos precisar de mais cuidados, mas ela vai se recuperar.
Rafael soltou uma respiração que não sabia que estava prendendo. Ela estava viva. Isso era o que importava, por enquanto.
Depois de algumas horas, ele a levou de volta à sua mansão. Ao contrário de seu comportamento usual, Rafael sentiu uma pontada de responsabilidade. Ela agora estava sob sua guarda, em seus domínios, e isso significava que ele precisava proteger aquilo que era… dele. Não que ele estivesse acostumado a sentir algo por alguém, mas havia algo em Elena que mexia com ele. Algo que, talvez, ele não entendesse completamente ainda, mas que sabia que precisava controlar.
Enquanto carregava Elena pelos corredores de sua mansão, ele pensou no que faria a seguir. Ela seria um desafio, sempre resistindo, sempre tentando escapar, também não passava de uma criança. Mas ele sabia que, com o tempo, ela aprenderia que não havia saída. A única coisa que restava era como ela aceitaria isso.
Ao chegar ao quarto que ele preparara para ela, ele a colocou cuidadosamente na cama, observando-a dormir, seu rosto ainda pálido, mas finalmente em paz.
Rafael:Você não vai conseguir fugir de mim, Elena- murmurou, mais para si mesmo do que para ela, enquanto olhava para sua figura imóvel. O silêncio na mansão parecia mais pesado do que antes, como se algo estivesse prestes a mudar entre os dois.
Ele ainda tinha um longo caminho até a vitória, mas estava certo de uma coisa: Elena D’Amato seria sua, de uma maneira ou de outra.
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Atualizado até capítulo 44
Comments
Dulce Gama
parabéns AUTORA linda sua história está muito linda tô amando muito 🎁🎁🎁🌟🌟🌟🌟🌟
2024-12-12
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