Ascensão das sombras

O caos reinava na catedral enquanto a escuridão do submundo se erguia em torno deles, formando um vórtice de sombras que ameaçava engolir tudo. As mãos espectrais continuavam surgindo das rachaduras, agarrando o que podiam, puxando destroços e criaturas para as profundezas. A atmosfera se tornava sufocante, o ar espesso e carregado de magia negra.

Dean se levantou com dificuldade, seus olhos varrendo o local em busca de uma saída. “Temos que sair daqui! Agora!” Ele gritou para o grupo, mas as ondas de energia sombria começavam a envolver tudo, dificultando a comunicação.

Freya mantinha a barreira de luz, mas seu corpo tremia sob a pressão da força sombria. Elijah, percebendo o esforço dela, aproximou-se rapidamente e a ajudou a estabilizar a magia, sua própria presença fornecendo a ela um apoio silencioso. “Não podemos manter isso por muito tempo,” Freya disse, a voz fraca mas determinada.

Sam e Castiel estavam lutando contra as sombras que tentavam quebrar a barreira, mas a cada segundo, mais criaturas emergiam das fendas, seus gritos agonizantes preenchendo o ar. Elijah deu um passo à frente, seus olhos firmes. “Precisamos de uma estratégia. Algo que quebre esse fluxo de energia antes que o submundo nos consuma.”

Dean olhou para Sam, tentando encontrar uma solução. “Freya consegue manter essa barreira por quanto tempo?”

Sam balançou a cabeça. “Não o suficiente. O portal está drenando a energia dela, e não sabemos onde o verdadeiro está. Temos que fechar isso agora.”

Crowley, observando a situação com uma expressão sombria, ergueu as mãos, murmurando um feitiço que começou a formar uma segunda barreira. Embora suas motivações fossem sempre questionáveis, ele sabia que sua sobrevivência dependia da sobrevivência do grupo. “Isso vai nos dar alguns minutos extras, mas não pensem que vou fazer todo o trabalho sujo sozinho.”

Enquanto a barreira dupla começava a conter temporariamente as forças das trevas, Klaus lançou um olhar para Rebekah e Elijah. “Se esse portal continua aberto, nossa família está em risco. Nova Orleans será apenas o começo. Precisamos rastrear a localização do portal principal.”

Rebekah assentiu, pegando uma adaga do cinto, pronta para qualquer batalha que estivesse por vir. “Vamos terminar isso.”

Foi então que Freya, já exausta, começou a sentir algo. Seus olhos se arregalaram, sua respiração ficando mais rápida. “Eu... eu sinto... algo mais. Algo maior do que esse portal.”

Dean franziu a testa. “O que você quer dizer?”

Ela se virou rapidamente, seu rosto pálido. “Esse não é o único ritual. Verena... elas abriram vários portais. O principal ainda não foi ativado, mas estamos cercados por pequenas aberturas por toda parte.”

O grupo parou por um momento, processando a nova informação. Sam falou primeiro. “Isso significa que, mesmo se fecharmos esse portal, ainda existem outros prontos para liberar o submundo em diferentes lugares.”

Klaus, visivelmente furioso, bateu o punho contra uma das colunas da catedral, rachando-a. “Essas malditas bruxas estão nos forçando a lutar em várias frentes. Elas estão nos cansando de propósito.”

Crowley suspirou, com um sorriso irônico. “E aqui eu pensava que estava lidando com amadores. Verena é mais inteligente do que eu imaginava.”

Enquanto a situação parecia cada vez mais desesperadora, Freya teve uma epifania. “Há uma maneira... de rastrear o portal principal.”

Dean e Sam se aproximaram, com esperança renovada. “Como?” Dean perguntou, a impaciência evidente em sua voz.

Freya fechou os olhos, concentrando-se profundamente. “Se canalizarmos a energia de cada um desses pequenos portais, posso usá-los como uma espécie de trilha mágica. Mas o problema é que isso vai exigir muito poder. Mais do que temos aqui.”

Rowena, que até então estava quieta, soltou uma gargalhada breve. “Se é poder que você precisa, querida, então acho que estou pronta para brilhar.” Ela se aproximou de Freya, começando a conjurar feitiços que amplificariam a energia ao redor. “Vamos mostrar a essas bruxas quem realmente manda.”

Freya, fortalecida pelo poder de Rowena, começou a manipular as energias ao seu redor, criando uma rede mágica conectada a cada rachadura no chão. Ela murmurava feitiços em uma língua antiga, e uma luz azulada começou a brilhar ao redor deles. Aos poucos, as fendas começaram a se retrair, e o fluxo de energia diminuiu.

Enquanto a luz tomava conta da catedral, o vórtice de sombras enfraquecia, e a barreira de Freya e Crowley se tornava mais sólida. Mas a tensão ainda estava no ar. Sabiam que, embora estivessem temporariamente seguros, ainda não haviam vencido.

Dean, sempre o mais impetuoso, olhou para Klaus. “Então, quando vamos acabar com isso?”

Klaus apertou os punhos, os olhos brilhando com a familiar sede de vingança. “Agora.”

Antes que pudessem formular um novo plano, a catedral tremeu violentamente, e uma figura emergiu das sombras, flutuando acima deles. Era Verena novamente, mas desta vez sua aparência era mais aterrorizante. Seus olhos brilhavam com poder puro, e a aura ao seu redor pulsava com uma energia do submundo.

“Vocês acham que podem nos derrotar? Fechar um portal é inútil. Cada vez que o fazem, abrimos outros dez. A verdadeira batalha ainda nem começou.”

Freya, sem perder tempo, lançou um feitiço em direção a Verena, mas a bruxa desviou facilmente, sua risada ecoando pelas paredes da catedral. Klaus, enfurecido, se lançou em direção a ela, mas foi repelido por uma onda de energia negra que o jogou contra uma parede.

Enquanto a batalha final começava a se desenrolar, Sam e Dean perceberam que estavam diante de um inimigo muito mais poderoso do que haviam imaginado. O tempo estava se esgotando, e a verdadeira ameaça do submundo estava prestes a emergir.

O eco das sombras crescia, e a batalha pela sobrevivência de todos havia apenas começado.

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