Na mansão dos Mikaelson, o clima era tenso. Sam e Dean estavam reunidos na sala, conversando com Klaus, que observava pensativo pela janela. A cidade de Nova Orleans brilhava sob a luz da lua cheia, mas a inquietação pairava no ar.
“Precisamos descobrir o que aquelas bruxas estavam tentando invocar,” Sam disse, o tom sério em sua voz. “Se o poder delas for liberado, pode ser desastroso.”
“Concordo,” Klaus respondeu, seu olhar fixo no horizonte. “Mas há algo mais que precisamos discutir.”
Antes que os irmãos pudessem perguntar, a porta da sala se abriu com um rangido, e Elijah Mikaelson entrou, sua presença imponente imediatamente chamando a atenção do grupo.
“Niklaus, preciso de uma palavra,” Elijah disse, seus olhos intensos fixos no irmão.
Klaus virou-se para Elijah, sua expressão severa. “Agora não, Elijah. Estamos lidando com algo muito mais urgente.”
“E a nossa irmã? Onde ela está?”
"Ela está exatamente onde deveria estar, longe de qualquer confusão gerada por seus envolvimentos amorosos..."
Elijah não se conteve. Em um movimento rápido, agarrou Klaus pela gola da camiseta, aproximando-se até seus rostos estarem a poucos centímetros um do outro. “Eu não vou repetir, Niklaus,” sua voz era baixa e carregada de ameaça.
Os irmãos Winchester, sentados no sofá, assistiam à cena com um misto de surpresa e desconforto. Mesmo para os padrões deles, a briga familiar entre dois poderosos vampiros Originais estava além do que esperavam encontrar naquela noite.
Klaus, sempre provocador, manteve o sorriso sarcástico no rosto, apesar da pressão. “Não seja deselegante, Elijah,” ele disse com uma calma perturbadora, mesmo com a mão do irmão ainda segurando sua gola. “Temos convidados. Vamos manter um certo nível de civilidade, sim?”
Elijah fechou os olhos por um momento, respirando fundo enquanto se recompunha. Soltando Klaus, ele ajeitou as mangas de seu paletó com precisão quase obsessiva. “Como se você fosse o exemplo perfeito de elegância, não é, Niklaus?” Ele se voltou para os Winchester, dando um leve sorriso de desculpas. “Senhores, peço perdão por terem que presenciar esse... pequeno drama familiar.”
Dean, que observava a cena com os braços cruzados, soltou um leve assobio. “Família sempre tem suas brigas, mas isso... isso é um nível diferente.”
“Vocês não viram nada,” Sam murmurou, ainda tentando entender toda a dinâmica.
“Agora que já resolvemos isso,” Klaus disse, ajeitando a camisa e lançando um olhar afiado para Elijah, “podemos voltar ao que realmente importa. Rebekah está segura, e vou libertá-la quando achar que o momento é adequado.”
Elijah, mais calmo, mas ainda visivelmente irritado, aproximou-se de uma mesa e pegou uma taça de vinho, observando o líquido antes de falar. “O tempo não está do nosso lado, Niklaus. As bruxas que Sam e Dean mencionaram... Elas estão mexendo com forças que podem destruir a todos... E, precisamos de toda ajuda possível se os boatos forem verdadeiros.”
Klaus, agora mais sério, ponderou por um momento. “Então que seja. Vou tirá-la do caixão.”
Os olhos de Elijah brilharam com aprovação. “Por favor.”
Dean olhou de um irmão Mikaelson para o outro, ainda tentando processar a conversa. “Espera aí. Vocês têm uma irmã... em um caixão? Tipo, morta ou...?”
Klaus deu de ombros. “Tecnicamente, ela está em um sono forçado. Uma medida de precaução.” Ele sorriu de lado. “As coisas podem ficar um pouco intensas na nossa família, principalmente quando minha querida irmã resolver trepar com quem quer me matar.”
“Claro, porque manter sua irmã em um caixão é completamente normal,” Dean retrucou, sua voz cheia de sarcasmo.
Elijah terminou seu vinho, sem se abalar pelos comentários. “A situação em Nova Orleans está se deteriorando rapidamente. Se não tomarmos ação imediata, o mal que essas bruxas estão tentando liberar pode ser muito mais destrutivo do que qualquer um de nós imagina.”
Sam concordou com a cabeça. “Estamos aqui para ajudar, afinal isso nos afeta de alguma forma também."
Klaus caminhou em direção à lareira ornamentada que dominava um dos lados da sala. Ele retirou uma chave de dentro do casaco e a girou em uma pequena fechadura escondida em uma escultura. Ao ouvir um clique, parte da parede ao lado da lareira deslizou lentamente, revelando uma passagem secreta.
Elijah acompanhou os movimentos do irmão com olhos atentos, seu semblante mais calmo agora, mas ainda claramente tenso. Sam e Dean trocaram olhares — estavam acostumados a segredos, mas mesmo para eles, a mansão dos Mikaelson parecia esconder mais do que podiam imaginar.
“Sigam-me,” Klaus ordenou, desaparecendo pela passagem.
Os Winchester se levantaram, prontos para segui-lo. Dean, sempre o mais desconfiado, lançou um olhar para Elijah. “Isso não é uma armadilha, é?”
Elijah sorriu suavemente. “Acho que, por enquanto, vocês estão a salvo.”
A passagem os levou a uma escadaria de pedra, iluminada apenas por candelabros antigos. Eles desceram por alguns metros, o ambiente cada vez mais sombrio e frio, até chegarem a uma sala ampla. No centro, havia um caixão ornamentado, com detalhes dourados e runas antigas esculpidas na tampa. Era ali que Rebekah estava.
Klaus caminhou até o caixão com passos firmes, mas parou por um momento antes de tocar na tampa. Ele olhou para Elijah. “Se ela vier atrás de mim, vou lembrar que você pediu por isso.”
Elijah deu de ombros. “Já sobrevivi a coisas piores, Niklaus.”
Com um movimento decidido, Klaus abriu o caixão. Lá dentro, deitada com uma adaga cravada em seu peito, estava Rebekah Mikaelson, tão bela quanto letal. Sua pele pálida e o semblante sereno não revelavam o poder que estava dormente nela.
“E agora?” Sam perguntou, olhando com curiosidade para a adaga que a mantinha inerte.
Klaus não respondeu. Ele envolveu a adaga com a mão e, com um puxão forte e preciso, a retirou do peito de Rebekah. O som metálico ecoou na sala, e o corpo da vampira estremeceu levemente.
Por alguns segundos, o silêncio dominou o ambiente. Então, lentamente, os olhos de Rebekah começaram a se abrir, revelando um brilho azul intenso e feroz. Ela respirou fundo, como alguém que acorda de um longo e profundo sono. Seus olhos imediatamente focaram em Klaus, e uma expressão de fúria passou por seu rosto.
“Klaus...” ela sibilou, a raiva evidente em sua voz rouca. “Eu ainda coloco essa adaga em você.”
Antes que Klaus pudesse responder, Rebekah levantou-se rapidamente do caixão, movendo-se com a graça e a rapidez características de um vampiro Original. Ela lançou um olhar para Elijah e depois para os Winchester, visivelmente confusa.
“Quem são eles? Lanchinho de pedido de desculpas?”
Dean ergueu uma mão como se estivesse tentando acalmar a situação. “Calma aí, ninguém aqui é lanche de ninguém. Eu hein... Estamos aqui porque nós precisamos da ajuda de vocês e vocês da nossa.”
Rebekah arqueou uma sobrancelha. “Vocês sabem que odeio ser acordada assim.” Ela lançou um olhar assassino para Klaus. “Especialmente depois que o adorável do meu irmão me colocou nesse estado.”
“Foi para o seu próprio bem,” Klaus rebateu, sua voz calma. “Mas, se isso te faz sentir melhor, podemos deixar as vinganças para depois. Por enquanto, temos problemas maiores.”
"E de que tipo de problemas estamos falando?”
Klaus deu um passo à frente, cruzando os braços enquanto explicava com frieza: “As malditas bruxas estão mexendo com forças que não deveriam. Elas planejam despertar algo antigo, algo perigoso, e nós precisamos resolver isso antes que Nova Orleans — e o mundo — sejam consumidos.”
Rebekah estreitou os olhos, ainda furiosa, mas sua curiosidade e o senso de dever lentamente começaram a superar a raiva. Ela olhou para Elijah, que confirmou as palavras de Klaus com um aceno silencioso.
"Ah, ótimo," Rebekah murmurou sarcasticamente. "Acordada para lidar com outro apocalipse. E não fale assim, Nick, esqueceu que nossa irmã e nossa cunhada são bruxas? Aliás, quem são esses novos intrusos?"
Elijah deu um passo à frente, sempre o diplomata. “Esses são Sam e Dean Winchester. Caçadores de monstros e, aparentemente, especialistas em situações apocalípticas. Eles têm experiência com forças sobrenaturais e acreditam que o problema aqui pode afetar todos nós.”
Dean, tentando aliviar a tensão, deu um meio sorriso. “Especialistas é uma palavra forte, mas sim, estamos acostumados com esse tipo de coisa.”
Rebekah revirou os olhos, passando os dedos pelos cabelos loiros enquanto olhava para os irmãos. “Bruxas, vampiros, e agora caçadores humanos. Parece que a diversão nunca acaba por aqui.”
Sam deu um passo adiante, a expressão séria. “Essas bruxas que encontramos estão mexendo com algo grande. Elas estavam realizando um ritual que envolvia uma força antiga. E nós não estamos falando de qualquer feitiço de proteção ou controle de território. Isso é algo muito pior.”
Rebekah lançou um olhar afiado para Klaus. “Você não está envolvido nisso, está, querido irmão?”
Klaus revirou os olhos, impaciente. “Se eu estivesse, você acha que precisaria de caçadores humanos para lidar com a situação? Não, Rebekah. Isso é algo que está fora do meu controle — pelo menos por enquanto.”
Elijah se aproximou de Rebekah, seu tom mais suave, tentando amenizar a tensão. “Precisamos da sua ajuda, Rebekah. As bruxas estão ficando mais ousadas, e seus feitiços são poderosos. Se formos enfrentar isso, teremos que estar unidos.”
Rebekah bufou, mas era evidente que estava considerando a situação. Ela lançou mais um olhar para Sam e Dean, como se estivesse pesando se confiar neles ou não. “E o que, exatamente, vocês dois pretendem fazer sobre isso? Como caçadores, têm alguma solução mágica que nos escapou?”
Dean abriu um sorriso confiante. “Temos bala mata bruxa.”
Klaus riu suavemente, um som baixo e cínico. “Isso se conseguiram sobreviver até lá, é claro.”
Rebekah suspirou e cruzou os braços. “Muito bem, estou dentro. Não que eu tenha muita escolha, aparentemente. Mas, uma coisa, Nick…” Ela se virou para o irmão, com uma expressão sombria. “Depois que isso acabar, nós vamos ter uma longa conversa sobre essa adaga.”
Klaus sorriu de lado, com o mesmo ar provocador de sempre. “Mal posso esperar.”
Com isso, os Mikaelson e os irmãos Winchester estavam prontos para enfrentar a ameaça crescente das bruxas de Nova Orleans. Sabiam que o tempo estava contra eles, e o que estava prestes a ser despertado era mais perigoso do que qualquer um deles poderia prever.
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Atualizado até capítulo 21
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