O silêncio na catedral parecia pesado, como se a atmosfera estivesse aguardando que algo acontecesse. Embora o Hollow tivesse sido temporariamente derrotado, a sensação de que o perigo ainda não havia terminado pairava no ar. Freya, exausta, se apoiava em Castiel enquanto tentava recobrar o fôlego. Os outros também pareciam desgastados pela batalha, mas a adrenalina que ainda corria em suas veias os mantinha alertas.
Klaus foi o primeiro a romper o silêncio. “Isso não pode ser tudo. Se o Hollow era apenas uma ferramenta, quem está por trás disso?”
Elijah, sempre analítico, passou os olhos pelo ambiente, como se tentando reunir as peças do quebra-cabeça. “Alguém está usando essas bruxas como peões, mas para qual fim?”
Dean, ainda com sua arma em punho, caminhou até o centro da catedral onde o Hollow havia se dissipado. “Eu também estou me perguntando a mesma coisa. Se a ideia era abrir uma passagem para o submundo, o que impediria que tentassem novamente?”
Sam se aproximou de Dean, sua expressão pensativa. “Precisamos descobrir quem está realmente por trás disso. Essa luta está longe de acabar.”
Rowena, que até então observava a conversa em silêncio, soltou um suspiro teatral, cruzando os braços. “Bom, se querem minha opinião — e eu sei que querem — acho que devíamos começar a investigar as bruxas sobreviventes. Aposto que elas sabem mais do que estão contando.”
Freya, já mais estável, concordou. “Eu consigo sentir vestígios de magia delas. Se conseguirmos capturá-las antes que fujam da cidade, podemos extrair alguma informação.”
Klaus franziu o cenho, claramente impaciente. “Não podemos perder tempo. Cada segundo que passa, a vantagem que tínhamos está diminuindo.”
Castiel, ainda atento, falou calmamente. “Há algo mais. Não estamos lidando apenas com magia aqui. O submundo tem sua própria agenda. Se essa passagem fosse aberta completamente, seria impossível fechá-la. Precisamos garantir que não restem rastros desse ritual.”
Vincent, até então concentrado no círculo de proteção que havia desenhado, ergueu os olhos. “Tem razão. As bruxas podem ter falhado hoje, mas a tentativa em si deixou uma cicatriz no véu entre os mundos. Precisamos purificar o local e desfazer qualquer resquício de magia que ainda esteja aqui.”
Com isso decidido, o grupo se dividiu para finalizar a limpeza da catedral. Freya e Vincent começaram a trabalhar em um novo ritual para purificar o lugar, enquanto Rowena se preparava para rastrear as bruxas sobreviventes. Sam e Dean foram verificar se havia mais armadilhas deixadas no local, e Klaus e Elijah discutiam o próximo passo estratégico.
No meio desse caos organizado, uma presença familiar se aproximou. O som de passos ecoou pela catedral, e todos se viraram para a entrada.
Rebekah Mikaelson entrou, com seu habitual ar confiante e um sorriso enigmático nos lábios. “Espero que não tenham se divertido demais sem mim.”
Klaus ergueu uma sobrancelha, surpreso ao ver sua irmã ali. “Rebekah, o que está fazendo aqui?”
Rebekah parou ao lado de Klaus, seus olhos avaliando o estado da catedral e dos presentes. “Descobri algumas coisas interessantes. Ah, e encontrei um amigo dos Winchester, Crowley.”
Ao mencionar o nome de Crowley, o ar pareceu ficar ainda mais carregado de tensão. Poucos segundos depois, o demônio apareceu, sua expressão irritada e impaciente. “Sabem, eu não costumo fazer trabalhos em equipe, mas como vocês estão prestes a mexer em algo que afeta meu mundo... aqui estou.”
Dean olhou para Crowley. “E o que vai querer em troca?”
Crowley revirou os olhos. “Acredite, Dean, se o submundo se abrir completamente, nem eu saio ileso. Então, digamos que é um investimento.”
Rebekah, ignorando o comentário de Crowley, voltou-se para Klaus. “O que perdemos?”
Klaus, com um leve sorriso sarcástico, respondeu: “A diversão de sempre. Mas parece que as coisas estão ficando mais complicadas.”
Elijah, sério como sempre, interrompeu. “Rebekah, Crowley, ficamos felizes por tê-los aqui, mas precisamos de respostas. Se essa força maior está manipulando o Hollow e as bruxas, então estamos lidando com algo mais antigo que todos nós.”
Crowley, cruzando os braços, fez um gesto vago com a mão. “Oh, ótimo. Mais problemas antigos. E eu que achava que os dias de diversão com Lúcifer eram suficientes.”
Rebekah olhou ao redor, mais séria agora. “Então, onde começamos?”
Klaus deu um meio sorriso. “A caça às bruxas começa agora. E desta vez, garantiremos que quem estiver por trás disso pague com a própria vida.”
O grupo se preparava para partir novamente. Rebekah e Crowley agora estavam com eles, e a sensação de que uma batalha muito maior estava prestes a começar crescia a cada segundo. Mas se havia algo que unia os caçadores e os Originais, era o desejo de proteger seus mundos. E dessa vez, fariam o que fosse necessário para impedir que qualquer ameaça escapasse.
Eles sabiam que a luta ainda não havia acabado. E dessa vez, a guerra envolveria não apenas o Hollow, mas uma força muito mais profunda, sombria e antiga do que poderiam imaginar.
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Atualizado até capítulo 21
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