Enquanto a tensão na catedral aumentava, o grupo sabia que o tempo estava se esgotando. A energia mágica vibrava no ar, e todos eram conscientes de que o ritual das bruxas poderia alcançar seu clímax a qualquer momento. Para ter uma chance real de impedir a abertura da passagem para o submundo, precisavam se dividir e agir rapidamente.
Dean, sempre o mais impaciente, foi o primeiro a falar. “Precisamos nos separar em equipes. Se formos todos juntos, será fácil para elas nos controlar e nos dividir. Um ataque surpresa é a nossa melhor aposta.”
Klaus, que se mostrava cada vez mais ansioso para confrontar as bruxas, concordou. “Concordo. Vamos dividir e conquistar. Se encontrarmos o que elas estão tentando fazer, podemos parar o ritual antes que seja tarde demais.”
Freya, sempre pragmática, fez uma sugestão. “Precisamos de uma combinação de força e estratégia. As bruxas são poderosas e conhecem essa catedral como a palma da mão. Se formarmos duplas, podemos cobrir mais terreno e minimizar o risco.”
Sam, olhando em volta, sugeriu as equipes. “Dean e Klaus podem ir juntos. Eles podem ser a força bruta e lidar com qualquer bruxa que aparecer. Elijah e eu podemos ser mais furtivos e tentar interromper o ritual diretamente. Rebekah e Crowley podem investigar as áreas mais antigas da catedral, onde podem encontrar o grimório ou informações sobre o que elas pretendem. E Freya, Rowena e Castiel podem ficar aqui para proteger a entrada e enfraquecer a barreira mágica.”
Rowena cruzou os braços, concordando com a estratégia, mas não sem uma dose de sarcasmo. “E por que eu deveria ficar aqui, em vez de participar da luta? Você sabe que sou capaz de enfrentar as bruxas sozinha, certo?”
Castiel interveio, sua voz calma. “Precisamos de você com o conhecimento necessário para fazer frente ao que está por vir. Se a barreira for rompida, todos nós estaremos em perigo. Você é a única que pode canalizar a energia mágica necessária para selar o portal.”
Rowena aceitou a decisão, mas com um olhar de determinação. “Está bem, mas quero minha parte na ação depois.”
Com os papéis definidos e o plano traçado, o grupo se preparou para se separar, cada um consciente do que estava em jogo. A energia na catedral estava prestes a explodir em um conflito que determinaria não apenas o destino de Nova Orleans, mas também o equilíbrio entre os mundos.
Assim, cada dupla avançou, cientes de que a colaboração e a confiança entre eles seriam cruciais para sua sobrevivência. O peso da responsabilidade estava em seus ombros, mas a determinação em seus corações os guiava em direção ao confronto final com as bruxas.
As equipes se dispersaram, cada uma seguindo seu caminho na vasta e sombria catedral. Enquanto os passos ecoavam pelos corredores, a tensão entre eles aumentava, mas havia também uma curiosa interação entre os pares.
Dean e Klaus avançavam com cautela. A escuridão era sufocante, e as paredes da catedral pareciam pulsar com a energia maligna que crescia ao redor deles. “Sabe,” disse Klaus, olhando para Dean, “você me lembra um pouco de mim.”
Dean arqueou uma sobrancelha. “Não sei se isso é um elogio.”
“Você é impulsivo, cheio de raiva, e não pensa nas consequências, mas faria qualquer coisa para proteger seu irmão,” Klaus continuou, um sorriso frio nos lábios. “Isso é exatamente o que um Mikaelson faz.”
Dean respirou fundo, percebendo a seriedade do comentário. “É isso que a gente faz pela família.”
Klaus assentiu. “Sempre e para sempre.”
Dean olhou de soslaio para Klaus, balançando a cabeça com um sorriso discreto. “Família... a gente sempre faz o que é preciso. Acho que, nesse ponto, somos parecidos.”
Klaus ergueu uma sobrancelha, apreciando a resposta, mas não respondeu de imediato. Ambos sabiam que a semelhança entre eles estava ali, mesmo que não admitissem abertamente.
Sam e Elijah se moviam em um silêncio mais confortável. Sam, acostumado a trabalhar com estratégias, estava focado, mas também curioso sobre a abordagem metódica de Elijah.
“Então,” Sam começou, tentando quebrar o silêncio, “Você parece ser o mais... calmo da sua família. Como consegue manter tudo sob controle quando tudo ao seu redor está desmoronando?”
Elijah deu um leve sorriso, sem deixar de observar o ambiente. “Disciplina, Samuel. Cresci em um ambiente onde emoções descontroladas poderiam causar a destruição de tudo. Aprendi que manter a calma é a única maneira de preservar aquilo que amo. E você, parece carregar um fardo semelhante. Sempre tentando salvar o mundo e seu irmão.”
Sam suspirou, concordando. “Sim, algo assim. Dean e eu temos nos apoiado por tanto tempo que nem sei o que seria sem ele. Mas, às vezes, me pergunto se algum dia vamos parar de tentar salvar o mundo...”
Elijah assentiu, compreensivo. “Carregar o peso da responsabilidade é uma maldição que compartilhamos. Mas, no final, o que mais importa é proteger aqueles que amamos, não importa o custo.”
Rebekah e Crowley avançavam pelos corredores mais antigos da catedral, o ambiente gótico e sombrio parecendo adequado para a interação sarcástica e espirituosa entre os dois.
“Bem, quem diria, eu me aliando a um demônio de baixo escalão,” Rebekah provocou, lançando um olhar afiado a Crowley.
Crowley riu, claramente se divertindo. “Baixo escalão? Minha querida, eu já fui o Rei do Inferno. E você? Apenas uma vampira com um passado conturbado e uma família problemática. Um pouco de respeito seria apropriado.”
Rebekah sorriu de lado. “Ah, querido Crowley, você pode ter sido Rei do Inferno, mas ainda está aqui, correndo pelos corredores com uma Mikaelson. A vida tem uma maneira engraçada de rebaixar a todos nós, não?”
Crowley ergueu uma sobrancelha, apreciando a troca de farpas. “Touché, Rebekah. Mas não se engane. Se estamos nessa juntos, é porque somos os mais espertos. E se algo der errado, você vai querer ter alguém com meu charme e... recursos ao seu lado.”
Rebekah riu, embora com um tom de desafio. “Veremos.”
Freya, Rowena e Castiel ficaram na nave central da catedral, observando e fortalecendo a barreira mágica. Freya estava focada em conjurar mais proteção, enquanto Rowena murmurava encantamentos complexos. Castiel estava de guarda, atento a qualquer mudança.
“Então, o que é pior: enfrentar bruxas de um poder ancestral ou trabalhar com um anjo e um demônio?” Rowena provocou, sua voz com o usual toque de sarcasmo enquanto mexia nas suas poções.
Freya não parou de trabalhar, mas respondeu calmamente. “Prefiro não subestimar o que estamos enfrentando. O Hollow pode ter sido derrotado, mas o que estamos lidando agora é diferente. Precisamos estar unidos.”
Rowena lançou um olhar em direção a Freya, antes de se voltar para Castiel. “E você, anjo caído? Não sente falta de seguir ordens do ‘alto escalão’? Deve ser um alívio fazer algo por conta própria de vez em quando.”
Castiel manteve sua postura rígida, mas respondeu com seriedade. “Meu propósito agora é proteger a humanidade. Não importa de onde venha a ameaça. Eu farei o que for necessário para garantir a segurança de todos.”
Rowena sorriu, satisfeita com a resposta. “Admirável. Espero que sua determinação seja suficiente quando as coisas ficarem realmente feias.”
Enquanto o trio continuava seu trabalho, a atmosfera ao redor deles parecia vibrar com a crescente ameaça. Sabiam que a batalha estava próxima, e cada segundo de preparação poderia ser a diferença entre a vitória e o fim.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 21
Comments