A catedral estava agora envolta em silêncio, quebrado apenas pelo som das respirações pesadas dos que sobreviveram. Mas o ar carregava uma sensação inquietante. As rachaduras no chão ainda brilhavam com uma energia residual, um lembrete constante de quão perto haviam chegado de perder tudo.
Dean olhou ao redor, seus olhos varrendo a catedral destruída. “Se isso foi só um gostinho do que está por vir, estamos em uma guerra que nunca vai acabar.”
Sam se aproximou, ainda mancando, e colocou a mão no ombro do irmão. “Pelo menos dessa vez fechamos a porta a tempo.”
Mas Klaus, sempre atento às mudanças no ambiente, não parecia convencido. “Não podemos baixar a guarda ainda.” Ele caminhou até uma das rachaduras no chão, onde uma fumaça negra continuava a emanar. “Isso não está completamente terminado. A magia negra que foi liberada aqui ainda está se espalhando.”
Freya, agora recuperada da exaustão do feitiço, olhou para o local onde o portal havia sido fechado. “Klaus está certo. Esse ritual foi apenas uma fração do que as bruxas estão planejando. Elas sabiam o risco de abrir o portal tão cedo. O verdadeiro poder ainda está adormecido... em algum lugar.”
Antes que pudessem reagir, o som de passos ecoou pela catedral. Rebekah virou-se bruscamente, seus olhos arregalados. “Alguém está vindo.”
Das sombras, um grupo de bruxas surgiu, os olhos brilhando com uma energia sinistra. À frente delas, uma figura alta e esguia, envolta em um manto negro, sorriu com desprezo. Era Verena, uma das bruxas mais poderosas que Freya e Elijah já haviam enfrentado.
“Elas não desistem, não é?” Dean sussurrou, enquanto pegava sua arma, mirando na bruxa que liderava o grupo.
Klaus rangeu os dentes. “Nós a matamos uma vez. Não faremos diferente agora.”
Mas Verena, com sua voz melódica e cruel, interrompeu a ação dos irmãos. “Vocês acham que esta luta terminou? Que esse pequeno ritual foi nosso plano principal?” Ela deu uma risada suave, e a energia ao redor dela começou a aumentar, o ar se enchendo de eletricidade. “Vocês estão tão longe de entender o que está acontecendo.”
Freya deu um passo à frente, franzindo o cenho. “O que você quer dizer?”
Verena ergueu a mão, e as rachaduras no chão da catedral começaram a se alargar. “O que vocês impediram hoje foi apenas um teste. Uma abertura temporária para medir a resistência de seus poderes. Agora sabemos como vencê-los.”
Sam estreitou os olhos. “Você está blefando. Se vocês fossem tão fortes assim, teriam feito o ritual por completo.”
A bruxa riu novamente, inclinando a cabeça. “Ah, doce Samuel, nós nunca planejamos completar o ritual aqui. Isso era apenas uma distração. O verdadeiro sacrifício... está acontecendo enquanto falamos.”
Dean apertou os punhos. “O que você fez?”
“Enquanto vocês estavam ocupados, distraídos com essa pequena demonstração de poder, nossas irmãs concluíram o verdadeiro ritual em outro lugar.” Verena ergueu os braços e, no céu, nuvens escuras começaram a se formar rapidamente. Raios atravessaram o céu, e um vento sobrenatural começou a rugir, sacudindo as paredes da catedral.
Castiel, com sua expressão sombria, sentiu o perigo iminente. “Eles abriram outro portal. Um maior. Em algum lugar além do nosso alcance.”
Crowley deu um passo à frente, sua expressão preocupada. “Se elas abriram outro portal, e dessa vez sem interrupções, pode ser tarde demais para fechá-lo.”
Freya murmurou algumas palavras, tentando localizar a fonte do poder, mas suas tentativas foram frustradas. “Está protegido por uma magia que não consigo identificar. Não sei onde o portal está.”
A tensão no ar era palpável. Dean virou-se para Sam e Klaus. “Então, o que fazemos agora?”
Antes que pudessem formular um plano, um tremor sacudiu a catedral novamente, desta vez muito mais forte. O chão sob eles começou a se partir de forma catastrófica. Das rachaduras emergiam mãos espectrais, fantasmas deformados e sombras grotescas, que começaram a arrastar tudo para as profundezas do submundo.
Elijah, sempre calmo mesmo em situações extremas, se moveu com rapidez, puxando Rebekah para longe de uma dessas mãos sombrias. “Nós precisamos sair daqui. Agora.”
Mas antes que pudessem reagir, uma explosão de energia mágica abalou a catedral, derrubando todos no chão. Verena, flutuando sobre os destroços, olhou para o grupo com um sorriso cruel. “Este é o fim da resistência de vocês. Não importa quantas vezes vocês nos parem. O submundo sempre encontra um caminho.”
Enquanto a escuridão começava a engolir o local, Freya, desesperada, gritou um feitiço para proteger o grupo, erguendo uma barreira de luz em volta deles. Mas o poder sombrio era avassalador, e a barreira começava a se desintegrar lentamente.
Klaus, furioso, se lançou em direção a Verena, suas presas expostas, mas foi jogado de volta como se tivesse sido atingido por uma parede invisível. Ele se levantou, sangue escorrendo de sua boca, e seus olhos brilharam com raiva. “Acabou para você, Verena.”
A bruxa sorriu mais uma vez. “Ainda não, híbrido. Nós apenas começamos.”
E com essas palavras, ela desapareceu nas sombras, deixando o grupo lutando contra a crescente força do submundo, que ameaçava puxá-los para as profundezas.
Agora, com o submundo se aproximando e outro portal aberto em algum lugar desconhecido, eles sabiam que tinham pouco tempo. O verdadeiro caos estava apenas começando.
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Atualizado até capítulo 21
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