O Impala rugiu pela estrada, cortando a escuridão de Nova Orleans como uma flecha. Dean dirigia, seu olhar fixo à frente, enquanto Sam examinava as anotações sobre a cidade e seus habitantes que havia feito ao longo dos anos. Eles precisavam de todas as informações possíveis para entender o que estava acontecendo.
“Então, qual é o plano?” Dean perguntou, quebrando o silêncio tenso que pairava no carro. “Acha que podemos simplesmente bater à porta do Mikaelson e pedir ajuda?”
“Provavelmente não,” Sam respondeu, franziu a testa ao lembrar das histórias que ouvira sobre Klaus e sua família. “Eles não são exatamente conhecidos por serem cooperativos. Mas, se alguém sabe sobre o que as bruxas estão tentando trazer de volta, é ele. Precisamos encontrar um jeito de ganhar a confiança dele.”
“O que acha de um drink com um pouco de... charme?” Dean sorriu, embora o brilho em seus olhos não refletisse a leveza de sua expressão. “Acho que isso poderia funcionar. Atraímos a atenção dele e o convencemos de que precisamos de sua ajuda.”
Sam balançou a cabeça, revirando os olhos. “É sempre sobre charme e bebidas para você, não é? Vamos focar no que realmente importa. Se ele está do lado das bruxas ou não. Isso é crucial.”
“Eu entendo,” Dean respondeu, a voz se tornando mais grave. “Mas lembre-se de que Klaus não é um qualquer. Ele é um híbrido, e com isso vem uma série de complicações. Não podemos confiar nele, mesmo que pareça disposto a nos ajudar.”
Quando chegaram à casa dos Mikaelson, o clima era tenso. A residência era imponente, cercada por árvores altas e um ar de mistério. Sam e Dean trocaram olhares, respirando fundo antes de se aproximarem da porta. Antes que pudessem bater, a porta se abriu lentamente, revelando uma figura familiar.
“Sam e Dean Winchester,” disse Klaus, um sorriso intrigante brincando em seus lábios. “O que traz os lendários caçadores a minha porta?”
“Estamos em uma missão,” Sam disse, tentando soar confiante. “E precisamos da sua ajuda.”
Klaus ergueu uma sobrancelha, avaliando-os. “Ajuda, hmm? Vocês sabem que não sou um homem fácil de se agradar. E, claro, o que eu ganho com isso?”
“A cidade está em perigo,” Dean interveio, seus olhos fixos nos de Klaus. “As bruxas estão tentando trazer algo de volta, e isso não afetará apenas vocês. Isso é uma ameaça para todos.”
Klaus inclinou a cabeça, visivelmente interessado. “E vocês acreditam que eu deveria ajudar vocês simplesmente porque estão dizendo isso?”
“Temos informações que podem ser úteis,” Sam tentou apelar à razão do vampiro. “Sabemos que Eleonora foi sacrificada recentemente e que as bruxas estão tentando invocar uma força antiga. Você e sua família têm experiência com magia e criaturas sobrenaturais. Precisamos de sua ajuda para parar isso antes que seja tarde demais.”
Klaus contemplou os irmãos por um momento, seus olhos refletindo uma mistura de curiosidade e ceticismo. “E se eu me recusar? E se eu decidir que o que vocês querem não é do meu interesse?”
“Então, vamos ter que lidar com isso do jeito que sempre lidamos,” Dean respondeu, a voz firme. “E você sabe que não será fácil para você. Isso não vai terminar bem para você ou para sua família se as bruxas forem bem-sucedidas.”
Klaus deu um passo à frente, o sorriso se desvanecendo. “Desculpe-me, mas não sou um homem que aceita ameaças. O que você tem a oferecer além de palavras?”
“Um trabalho em equipe,” Sam disse, tentando suavizar a tensão. “Vamos enfrentar isso juntos. Se você se unir a nós, podemos impedir que o que quer que elas estejam tentando invocar ganhe força. Isso é do interesse de todos nós.”
Klaus olhou de um irmão para o outro, claramente avaliando as palavras deles. Finalmente, ele se afastou e fez um gesto para que entrassem. “Muito bem, entrarem na minha casa é um sinal de boa fé. Mas saibam que eu não confio em vocês, e qualquer movimento em falso pode ser o último.”
Ao entrar, a atmosfera era pesada, como se a casa estivesse carregada de segredos. O interior era decorado de maneira opulenta, mas também havia uma sensação de melancolia que permeava o ambiente. Klaus levou-os a uma sala de estar, onde uma mesa estava cheia de velas e artefatos mágicos.
“Agora, me digam mais sobre o que vocês descobriram,” Klaus pediu, seu olhar fixo nos irmãos.
“Sabemos que as bruxas estão tentando realizar um ritual que envolve a invocação de uma força antiga,” Sam começou, detalhando tudo o que ouvira. “Eleonora, a bruxa sacrificada, era parte disso, e sabemos que elas estão correndo contra o tempo.”
“E vocês têm certeza de que isso é real?” Klaus indagou, a expressão severa. “As bruxas são conhecidas por suas artimanhas.”
“Sim, temos certeza. A cidade está em perigo,” Dean reforçou, seu olhar intenso. “Precisamos encontrar as bruxas antes que elas consigam completar o ritual.”
Klaus pensou por um momento, sua mente trabalhando. “Se eu me envolver, será em meus próprios termos. Vou liderar essa operação. Afinal, eu conheço essas bruxas melhor do que vocês.”
Sam e Dean trocaram olhares. Era uma aliança frágil, mas ainda assim uma oportunidade. “Acho que isso é justo,” Sam concordou, percebendo que Klaus tinha um conhecimento profundo que poderia ser crucial.
“Então vamos trabalhar juntos. Mas não se esqueçam, estou sempre de olho em vocês. Qualquer movimento errado e será o fim,” Klaus avisou, seu tom severo deixando claro que ele estava longe de ser um aliado confiável.
Com essa nova parceria formada, os irmãos sabiam que o tempo estava se esgotando. Precisavam encontrar as bruxas antes que fosse tarde demais e que a força que estava sendo invocada causasse danos irreparáveis a Nova Orleans e ao mundo sobrenatural.
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Atualizado até capítulo 21
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