Rowena entrou na catedral como uma tempestade, seus olhos brilhando com uma energia antiga e implacável. As bruxas, até então concentradas no ritual, pararam momentaneamente, sentindo o poder que emanava dela.
"Então vocês realmente acham que podem brincar com forças além da sua compreensão?" Rowena perguntou com sarcasmo, caminhando com confiança pelo espaço sagrado corrompido pela magia negra.
Freya, ainda no chão, se levantou com dificuldade, assentindo em direção à poderosa bruxa escocesa. “Não temos muito tempo. O Hollow já começou a se alimentar.”
Rowena fez um gesto com a mão, e as sombras que se aproximavam do teto foram momentaneamente interrompidas, como se um véu invisível as tivesse contido. Ela se virou para Sam e Dean. “Vocês cuidem das bruxas. Eu lidarei com o Hollow.”
Sam assentiu, já recarregando sua arma com balas de sal. Dean, apesar de ainda estar um pouco atordoado pela onda de poder anterior, se ergueu com uma expressão determinada, preparando sua faca de prata. "Vamos acabar com isso", ele murmurou, mais para si mesmo do que para os outros.
Klaus e Elijah, ainda no meio do campo de batalha, continuavam a atacar as bruxas. A super velocidade de Klaus era quase um borrão, enquanto Elijah, com sua precisão letal, eliminava qualquer resistência com golpes calculados. As bruxas, apesar de poderosas, estavam começando a ser superadas pela força bruta dos irmãos originais e pela tecnologia caçadora dos Winchester.
Rowena, no entanto, estava focada no Hollow. A entidade negra pulsava no centro da catedral, suas sombras contorcendo-se e estendendo-se para os cantos mais distantes do lugar. O Hollow se alimentava do caos, e cada feitiço lançado pelas bruxas parecia fortalecê-lo ainda mais.
“Você é teimosa, não é?” Rowena murmurou, levantando as mãos e começando a entoar palavras antigas e poderosas. O ar ao redor dela começou a vibrar, e uma luz dourada emanou de suas mãos, formando um círculo de proteção ao seu redor.
O Hollow rugiu, sentindo o desafio da magia de Rowena. Sua forma escura se agitou, tentando romper a barreira criada pela bruxa. Mas Rowena não recuava.
Klaus, terminando de derrubar mais uma bruxa, se virou para Freya e Castiel. "Ajudem Rowena com o Hollow!" Ele gritou, percebendo que a situação estava prestes a sair do controle. Freya e Castiel se juntaram a Rowena, adicionando suas próprias forças à barreira que continha a entidade.
Sam e Dean, por sua vez, focaram nas bruxas restantes. Cada uma que caía reduzia o poder que alimentava o Hollow, e logo restavam apenas algumas, desesperadas para completar o ritual.
Dean finalmente conseguiu derrubar a última com um tiro certeiro, e o cântico cessou. As sombras que cercavam o Hollow vacilaram, mas não desapareceram completamente.
“O feitiço ainda está ativo”, disse Sam, percebendo que o poder da entidade não estava enfraquecendo como deveria.
Rowena estreitou os olhos, concentrada. "Isso é porque o Hollow já absorveu energia suficiente. Agora precisamos expulsá-lo de volta para onde pertence."
Freya se juntou a ela, entoando palavras em norueguês antigo. Castiel, com seu olhar determinado, ergueu uma mão, liberando uma onda de luz celestial que se misturou à magia das duas bruxas.
O Hollow rugiu mais uma vez, suas sombras sendo lentamente arrastadas para trás. O poder combinado de Rowena, Freya e Castiel estava forçando a entidade a recuar, mas estava longe de ser fácil.
Do outro lado da catedral, Elijah observava com atenção. “Se isso falhar...” ele começou a falar, mas foi interrompido por Klaus.
“Não falhará”, disse Klaus, sua confiança implacável.
Mas, de repente, o Hollow fez um último movimento desesperado, lançando uma onda de escuridão que envolveu toda a catedral. Todos foram jogados ao chão, e por um momento, parecia que a entidade teria sucesso em se libertar completamente.
Foi então que uma luz intensa brilhou no centro da catedral. Rowena, de pé, irradiava poder puro, seus olhos brilhando em um tom dourado enquanto entoava as palavras finais de seu feitiço. Freya e Castiel rapidamente se juntaram a ela, e juntos, eles selaram o Hollow de volta ao seu domínio de trevas.
Com um último rugido agonizante, a entidade foi sugada de volta para o vazio, e o silêncio finalmente caiu sobre a catedral.
Dean se levantou lentamente, olhando em volta. “Está... está acabado?”
Rowena, respirando pesadamente, sorriu com triunfo. “Sim, querido. Conseguimos.”
Sam se aproximou, aliviado, enquanto Klaus e Elijah se mantinham calados, observando a catedral destruída ao redor. A ameaça estava contida, mas a aliança que se formou naquela noite era algo que ambos os lados não esqueceriam tão cedo.
“Bom trabalho”, disse Elijah, sua voz calma como sempre. “Mas isso não significa que estamos livres de futuros problemas.”
Dean bufou. “Quando estamos?”
Com isso, o grupo se retirou da catedral, sabendo que haviam vencido uma batalha, mas que a guerra contra as trevas em Nova Orleans estava longe de acabar.
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Atualizado até capítulo 21
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