Meu coração dispara meus sentimentos estão atordoados.
Uma mistura de emoção toma conta de mim. Não sei ao certo o que devo fazer, é como se tudo o que eu tenho vivido até hoje , tivesse finalmente aparecido um pequeno raio de esperança para mim.
Tento me controlar, mas estou perplexa eu preciso abraçolo, tenho que abraçalo.
Mas muitas perguntas surgem na minha cabeça.
O que aconteceu naquela noite? Será que a minha família toda estaria viva? . Não posso apagar esses pequenos fragmentos de esperança que incendeia a minha alma e leva-me a crer em infinitas possibilidades.
Como se, eu estivesse prestes a despertar de um pesadelo horrível. Paralisada elevo as minhas mãos a cabeça e mantenho a respiração calma o máximo possível.
— Pai! — O simples mencionar dessa palavra rasga o meu coração por completo.
Não consigo segurar a emoção e eu abraço-o firmemente, penso que talvez assim nunca mais eu o perca novamente.
Enquanto me afogo nos meus próprios problemas, percebo um rugido diferente.
O corpo dele está quente, sua respiração pesada, ao tentar afastar-me ele simplesmente ataca-me.
A sua força é imensa e enquanto permanece com o corpo sobre o meu, vejo sangue descer por entre os seus olhos, uma espuma formando na sua boca cada vez que ele ruge alto.
Os seus olhos carregam, uma fúria intensa como se simplesmente tudo o que ele quisesse fosse matar-me.
— Pai! para! - a minha voz ressoou em súplica enquanto fragmentos de lágrimas se formam nas beiras dos meus olhos — Sou eu! Sou eu Kemilly a sua filha. Por favor se lembre de mim.
Mas por mais que eu grite ele não me solta.
Até que Ebero entra na sala e joga o meu pai contra a parede.
— Não pai!.
— Vamos sair agora! — Ebero me segura pelo braço e retira-me da sala trancando a porta logo atrás.
Não consigo controlar a emoção dentro de mim e como numa tempestade furiosa as minhas lágrimas desabam, arrasada contra esse destino cruel que me enche de esperança e em seguida joga-me novamente entre campos cheios de espinho.
Me encosto na parede e choro sem conseguir controlar-me, mesmo que eu não queira a dor é implacável.
Ebero permanece paralisado apenas me olhando, ele agacha-se perto de mim e tenta ajudar-me a acalmar-me.
Depois de um tempo finalmente relaxo, Ebero ajuda-me a levantar e leva-me para outro andar, durante o caminho ele permaneceu em silêncio.
Ao chegar numa sala, olho nos olhos dele e agora que a dor passou o meu coração está a começar a se entregar a fúria.
— O que foi isso?
— Eu avisei para não se aproximar demais
— Ah! Ele é o meu pai, como queria que eu reagisse
— Eu sei mais...
— Me fala o que aconteceu com ele?
— Lembra que eu disse que um humano não pode se transformar em vampiro — Ebero faz movimento e anda a minha frente e se senta numa poltrona — O que aconteceu com o seu pai é o mesmo que acontece quando um humano é mordido.
— Como assim?
— Quando um humano é mordido e sobrevive, ele simplesmente perde o controle e se torna um monstro sanguinário — ele faz uma pausa na fala como se esperasse que eu pudesse acalmar-me.
— Nenhum humano jamais conseguiu suportar o veneno penetrando no seu corpo. É por isso que, é quase impossível que você não só sobreviveu ao veneno como se transformou numa vampira.
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Atualizado até capítulo 49
Comments
Veronica Lima
😱😱😱😱😱😱😱😱😱😱
2025-03-08
0
𖤍❥︎레이나라𖤍✞︎
ó ó 🤌🏻
2024-10-22
2
Brennda Germany's
que loucura kkkk estou amando....
2024-10-21
2