Fico nessa caverna até que finalmente me acalmo.
Preciso entender de uma vez ,onde é o meu lugar ? e concerteza não pode ser ao lado de Harry.
Passo a mão no rosto limpando as lágrimas que ainda estavam grudados. Me levanto e saiu da caverna , tentar sair daqui é mais difícil do que foi entrar.
Tento colocar forças para subir, mas acabo escorregando e ferindo o meu braço.
Ainda assim insisto até que consigo sair da cratera. Dando um leve suspiro de cansaço me levanto e retiro a poeira do meu corpo.
Mas quando dou um passo observo uma sombra, alguém em pé parado apenas me observar.
Ele começa a sair do escuro e a luz da lua mostra o seu rosto.
— O que está fazendo aqui ? ! — Dou alguns passos para trás.
Ele começa a se aproximar, Derrepente o som de uma coruja corta o silêncio da noite.
— Fiquei preocupado com você? — ele aproxima-se em uma certa distância.
— Eu não quero te ver Jacob — ele recua os passos e coloca a mão no bolso da jaqueta.
Seus olhos brilham em um tom dourado.
— Eu queria te pedir desculpas — percebi que uma tristeza nublou o seu rosto.
Apenas permaneci em silêncio, franzi o rosto e comecei a andar sem me importar com ele.
Enquanto caminhava, olhei para trás e ele ficara parado naquele local.
Contínuo a andar,um pouco pensativa com tudo o que aconteceu e ainda confusa em relação ao que deveria fazer . Não sei ao certo se continuo com a minha vingança.
Depois de um tempo retorno a minha antiga casa , fico ao longe apenas observando e as lembranças daquela noite retornam .
O som dos gritos da minha mãe começa a ecoar fazendo a minha cabeça doer, as memórias do sangue espalhado pelo chão, a dor que senti o medo que me paralisava, um turbilhão de emoção que derrepente me envande.
E pela primeira vez depois de três anos finalmente veio coragem para entrar na casa .
Não sei ao certo o por que estou a entrar aqui. Talvez eu esteja apenas atrás de respostas, ou em busca de um refúgio, talvez por um momento mesmo que seja pequeno, poder sentir novamente como é estar em casa novamente.
Ou talvez eu esteja apenas querendo reencontra as forças necessárias para me vingar daquele que arruinou a minha vida.
Lentamente entro na casa, um frio percorre no meu estômago seguido de um nervosismo. Sinto que a qualquer momento posso cair, pois minhas pernas estão bambas.
A medida que entro o chão emite um ruído, tudo está escuro, mas o cheiro do local mostra claramente que a poeira tornou-se a única a estar nessa casa.
Elevo a minha mão até chegar aos botões interruptores, a luz se acende a revelar a sujeita no local..
Três anos passaram-se e a casa ainda está com os sinais da invasão.
A medida que entro vejo o sangue impregnado nas paredes e pelo chão ao recanto fitas amarelas que indica que os policiais estiveram aqui.
Entro no quarto dos meus irmãos e um enorme plástico cobre os cómodos.
Retiro o plástico de uma das camas e me sento olhando ao redor, na cabeceira encontro o ursinho de pelúcia branco com lacinho vermelho, eu pego e seguro abraçando bem forte enquanto os meus olhos começam a lacrimejar.
Uma dor no peito e um vazio quebram-me completamente.
Coloco o ursinho de volta e cubro a cama novamente. Ando em direção ao meu quarto, tudo está no mesmo lugar nas paredes os diversos papéis que eu usava para estudar e a pilha de livros com romances e matérias escolares.
Vou em direção ao quarto dos meus pais, o local que quando criança eu gostava de esconder-me ao brincar com o meu pai.
Pego um pequeno retrato com toda a família reunida, retiro a foto e coloco no bolso.
Mas antes de sair acabo a esbarrar numa caixa e vários papéis caiem de dentro.
Começo a recolher até que vejo um caderno preto curiosa começo a folhear as páginas.
Cada página está escrito sobre os projetos do meu pai, passo por cada página ansiosa por conhecer mais desse mundo em que ele vivia.
Até que cheguei em uma parte onde havia apenas rabiscos, frases quase apagadas e grandes. Uma página após a outra com borrões , os desenhos nele indicava medo e pavor até que chego numa página onde uma frase me chama a atenção.
"E...Ele ... ele vai chegar... preciso fugir.."
**"Eu não posso fazer o que ele pediu ... Eu não posso** "
Derrepente escuto um barulho , passos fortes que me fazem lembrar do barulho daquela noite.
Um arrepio invade todo o meu corpo, e meu coração acelera.
Os passos se tornam cada vez mais fortes e tenebroso.
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Atualizado até capítulo 49
Comments
Zulma Oliveira
essa mulher fica se martirisando vai embora dessa cidade recomece estude de preferência medicina aí você vai ter assessso a Sangue sem ter que matar ninguém.
2025-02-17
1
Rosaria TagoYokota
ai vai ter que se conformar e dar um rumo na vida
2025-02-27
0
𖤍❥︎레이나라𖤍✞︎
👾👁️👄👁️
2024-10-22
1