Ficamos separados até que o dia foi-se mais uma vez, e a noite surgiu a trazer minha oportunidade de sair dali.
Resolvi voltar ao local onde ele estava, mais havia desaparecido, restava apenas o silêncio.
Saio da caverna e a luz da lua está brilhante .
Começo a andar pela floresta em busca de alguma presa para alimentar-me.
Ando até chegar numa pequena cachoeira, o som das águas caindo e o barulho de uma coruja corta o silêncio da noite.
sento-me perto da água e relembro os momentos preciosos que vivi.
— M- mamãe! — tento segurar as lágrimas que se formam nos meus olhos como se fossem pequenas piscinas prestes a transbordar — Eu sinto a sua falta! Eu… eu… sinto muito ! não consegui vingar-me por vocês, fui uma covarde idiota!perdoa-me!
A angústia toma conta de mim, arrasto as minhas mãos entre a areia e choro amargamente.
É como se uma flecha perfurasse o meu peito e a minha alma sangrasse.
O som das árvores que balançava com o vento e o cintilar das estrelas como se estivessem a dançar, a pequena brisa que soprava no meu rosto enxugava as minhas lágrimas.
Levantei me e em um ato de dor entrei lentamente na água.
Sinto o toque da água gelada molhando o meu corpo, deixo-me afundar nas águas enquanto deixo a minha mente relaxar e se perder nas lembranças.
Quatro anos atrás *
O som da sirene ecoava anunciando o fim da prova.
Eu havia estudado o ano inteiro e agora finalmente terminei.
Esse exame era minha oportunidade de finalmente entrar em uma faculdade, cada aluno ali sentado estava em busca dos seus sonhos.
A medida que saiamos das salas era como se tivéssemos colocado os nossos futuros naquela prova.
Horas depois *
Sentada em uma cafeteria perdia-me nos pensamentos até que Emily uma amiga minha apareceu.
— Oi!- ela sentou-se ao meu lado, com um brilho no olhar — Como foi a prova?
- Acho que fui bem .
— Não se preocupe kemilly, com certeza você vai conseguir uma vaga na faculdade.
Apenas concordei com a cabeça, mas meu coração estava apertado, eu estava ansiosa e com medo.
Ficamos a conversar por um tempo na cafeteria, depois resolvemos ir em uma pequena festa com outros colegas.
Passei a noite me divertindo, quando deu meia-noite resolvi voltar para casa. Ao chegar percebi que as luzes ainda estavam acesas, abri a porta e entrei olhei para minha mãe que parecia aflita.
— O que aconteceu? — perguntei observando minha mãe andar de um lado para o outro.
-O seu pai... ele...-vi que ela estava com dificuldade para respirar.
— Calma mãe! — me aproximei e a ajudei a se sentar -respira devagar se acalme e conta-me o que aconteceu com o meu pai?
— Ele desapareceu.
— Como assim desapareceu? — fiquei um pouco confusa.
— Nos estávamos conversando lá fora...- ela dá uma pausa para respirar- aí eu entrei por um segundo, quando sai ele tinha sumido.
— Calma! Concerteza ele só foi dar uma volta e logo estará de volta.
Tentei acalmá-la mais era evidente a preocupação no seu rosto. Peguei em suas mãos e abracei a tentar acalmá-la.
Mas as horas passaram-se e o meu pai não voltou. Comecei a preocupar-me, mesmo que ele tivesse saído ele não iria sair assim sem nos avisar aonde iria.
O dia esraiandoaindo, a luz do sol penetrava por entre as brechas. Permanecemos a noite acordados esperando ele voltar.
Horas passaram-se e nada.
Então resolvemos chamar a polícia, que chegou minutos depois, uma busca começou várias pessoas vieram nos ajudar.
As buscas duraram dias, mais não encontramos ele.
Já estávamos muito aflitos, pensamentos de que algo horrível tivesse acontecido fazia a minha mãe ficar cada vez mais preocupada.
No ato de desespero resolve procuralo na floresta.
Equipes de resgate já procuravam por ele , mais eu precisava fazer algo não podia ficar parada .
Caminhei por horas na floresta. Gritei várias vezes chamando por ele.
Mas o dia novamente estava a acabar e nada de encontrá-lo voltei para casa e vi a decepção nos olhos da minha mãe.
Já estava completando um mês e nada.
Mas durante a noite enquanto ficava no lado de fora esperando por ele.Percebi um movimento estranho na floresta
E na expectativa de ser ele, peguei uma lanterna e entrei na floresta.
Iluminei cada canto e apenas as folhas das árvores se mexiam, quando me virei para retornar sinto uma presença atrás de mim.
Quando me viro constato o meu pai em pé paralisado olhando para mim.
Ando em sua direção e o abraço.
Retornamos para casa.
O levamos para o hospital mais os médicos disseram que ele não estava machucado.
A polícia o interrogou mais ele apenas disse que tinha se perdido na floresta.
Mas eu via algo em seus olhos, parecia que ele carregava um segredo e não queria contar a ninguém.
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Atualizado até capítulo 49
Comments
Rosaria TagoYokota
sera que o pai traiu os vamp
2025-02-27
0
Zulma Oliveira
eita lele segredo é ummm.
2025-02-17
0