O ar entre nós parecia ficar mais denso, quase palpável, depois do toque dos lábios de Bernardo na minha pele. Meu coração estava disparado, e o espaço entre nós parecia desaparecer a cada segundo que passava. Ele não tirava os olhos de mim, o sorriso de canto no rosto, como se soubesse exatamente o efeito que tinha causado. E eu, por mais nervosa que estivesse, não conseguia me afastar.
Antes que eu percebesse, o silêncio entre nós foi quebrado pela aproximação dele. Bernardo se inclinou, e, dessa vez, não era apenas para limpar um vestígio de chocolate. Nossos rostos estavam tão próximos que eu podia sentir a respiração dele misturada com a minha, e o calor de nossos corpos tornava impossível qualquer pensamento lógico.
Quando nossos lábios finalmente se encontraram, o mundo ao redor pareceu desaparecer. O beijo foi intenso desde o primeiro toque, como se ambos estivéssemos esperando por aquilo. Era como se a tensão que tinha se acumulado durante a noite inteira finalmente tivesse encontrado uma saída. Meus braços automaticamente envolveram o pescoço dele, e senti as mãos de Bernardo deslizarem pela minha cintura, me puxando ainda mais para perto.
Nossas bocas se moviam com urgência, cada toque aumentando o desejo que eu sentia. Ele me puxou para seu colo, e eu me encaixei perfeitamente, nossas pernas se entrelaçando na poltrona de forma quase instintiva. O calor do corpo dele contra o meu era viciante, e eu me deixei levar pela intensidade do momento. Cada movimento, cada toque, parecia acender uma nova chama dentro de mim.
As mãos dele deslizavam pelo meu corpo, firmes, seguras, explorando cada centímetro que podia. Eu, sem pensar, retribuía, passando meus dedos pelos cabelos dele, sentindo a pele quente sob minhas mãos. A poltrona parecia pequena demais para nós, e o espaço entre nós dois era inexistente. Nossos corpos se entrelaçavam como se fossem feitos para se encaixar daquela forma.
O beijo, que começou urgente, foi ficando mais lento, mais profundo. Senti o gosto do vinho nos lábios dele, e cada segundo parecia prolongar o momento, como se o tempo tivesse parado só para nós. Meus pensamentos estavam longe, concentrados apenas no toque de Bernardo e no desejo que ele me fazia sentir.
Ele parou por um segundo, os olhos ainda cravados nos meus, e aquele sorriso de canto estava de volta.
— Você não faz ideia do quanto eu esperei por isso — ele murmurou, a voz rouca.
Eu mal conseguia responder. A única coisa que passava pela minha cabeça era o quanto eu também havia esperado por aquele momento, mesmo sem saber.
Aquele sorriso de canto nos lábios de Bernardo me desarmou completamente. As palavras que ele disse ficaram ecoando na minha mente enquanto nossos corpos continuavam tão próximos, entrelaçados naquela poltrona como se não houvesse mais nada no mundo além de nós dois. A forma como ele me segurava, com a confiança de alguém que sabia exatamente o que queria, me deixava cada vez mais entregue àquele momento.
— E agora? — sussurrei, minha voz baixa e quase inaudível. Era difícil formar qualquer frase coerente com a proximidade dele, o calor do corpo de Bernardo contra o meu, e a eletricidade que parecia pulsar no ar entre nós.
— Agora... — ele murmurou de volta, os lábios tocando levemente os meus entre as palavras, como se prolongasse o momento. — Agora a gente aproveita.
A resposta dele, cheia de mistério e promessas, me fez arrepiar por inteiro. Sem esperar mais, ele me beijou de novo, mas dessa vez, o beijo foi mais profundo, mais envolvente. Senti as mãos dele explorando minha pele, me puxando ainda mais contra ele, enquanto nossos corpos se moldavam um no outro, a poltrona quase parecia pequena demais para a intensidade que nos consumia.
Minha mente se entregou ao momento. As mãos dele deslizavam pelas minhas costas, e eu, sem pensar, descia as minhas pelas laterais do seu corpo, sentindo o contorno dos músculos sob o tecido da camisa. Tudo nele me atraía de uma forma que eu não conseguia explicar, e estar ali, naquela cobertura, com as estrelas como testemunha, só tornava tudo ainda mais intenso.
A cada movimento, parecia que nossos corpos se conheciam mais, se encaixavam de forma quase perfeita. Eu sentia a respiração dele acelerada, o calor que emanava de cada toque, e meu coração batia tão rápido que parecia querer pular do peito.
Quando nos separamos por um segundo para respirar, ele não tirou os olhos de mim. A intensidade do olhar de Bernardo era quase insuportável, como se ele estivesse vendo mais de mim do que eu mesma sabia que existia. E, por mais nervosa que eu estivesse, o desejo de continuar naquele momento falava mais alto.
— Você está me deixando sem chão — confessei, meio sem pensar, enquanto passava os dedos suavemente pelo pescoço dele, sentindo sua pele quente sob meu toque.
Ele sorriu de novo, aquele sorriso que me desarmava por completo.
— A ideia é essa — ele disse, antes de me puxar para mais um beijo, dessa vez ainda mais envolvente, como se não quiséssemos que aquele momento terminasse.
Era mágico, chegava a ser perfeito. Só então me dei conta das minha próprias palavras de mais cedo "no outro dia, ser uma ninguém para ele" e foi ali que minha sanidade retornou a cabeça.
Cessei o beijo o afastando sutilmente.
— É melhor pararmos! — Disse sem fôlego, com meu corpo todo implorando por mais.
Ele se recompôs entendendo meus limites. também não queria deixar aquele clima pesado então disse descontraída.
— Terá que me provar que amanhã não serei uma ninguém como me falou.
Ele sorriu brevemente ao ouvir, sua mão acariciou meu rosto me deixando suspirar levemente.
— Você é especial, Eu quero que saiba.
Ouvi-lo deixava-me nas nuvens, era um homem perfeito. Beijei novamente os seus lábios de forma mais suave, sem exigência.
Uma pontada de realidade começou a se infiltrar. Tentei ignorar, mas a verdade era que amanhã, logo cedo, eu tinha uma lista interminável de compromissos. Um deles, claro, era a prova dos doces do casamento de Amara. Isso me fez lembrar o relógio, e quando olhei de relance, meu coração apertou. Eu precisava ir.
Com um suspiro meio pesado, me afastei lentamente de Bernardo, que ainda me olhava com aqueles olhos intensos que faziam meu corpo inteiro reagir. Mas, por mais tentador que fosse ficar ali, sabia que tinha responsabilidades me esperando.
— Eu... — comecei, tentando encontrar as palavras certas enquanto ajeitava minha roupa. — Eu tenho que ir agora. Amanhã vai ser um dia muito longo e... bem, tenho que acordar cedo. Muito trabalho.
Ele olhou para mim, e por um segundo pensei que ele fosse tentar me convencer a ficar. Mas, ao invés disso, ele apenas sorriu de leve, aceitando minha necessidade de ir.
— Tudo bem — ele murmurou, a voz baixa, mas ainda com aquele tom sedutor. — Não vou te prender... dessa vez.
Eu ri, meio nervosa, enquanto me levantava, tentando me recompor. Meu coração ainda estava acelerado, e parte de mim não queria sair. Mas o lado racional sabia que, se ficasse mais tempo, meu dia seguinte seria um caos total.
— Me avisa quando chegar — ele disse, enquanto eu me afastava, me deixando com aquele misto de frustração e desejo ainda latente.
— Claro — respondi, com um sorriso que tentava esconder a parte de mim que não queria sair dali.
Me afastei, por vezes olhando para trás, ter que deixar aquele homem ali... é o maior pecado cometido por mim.
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Lucilene Rocha
Imagina quando ela descobri a outra face de Ber
2024-10-05
1
Gir
❤️❤️❤️
2024-09-17
1