Adriel…
Ver toda aquela aproximação de Luna e Matheus, me deixou irritado. Não suporto essa mulher e não a quero perto do meu filho.
Fiquei muito preocupado ao ver os dois na água, pois nem com a sua mãe ele ia, por ter muito medo.
Assim que ela se afastou dele, não me segurei, precisava deixar claro as coisas com ela e agi muito mal. Segurei seu braço com tanta força que ficou marcado, me senti um crápula, covarde de merda…
Estou perdendo o controle com essa mulher, sua presença me irrita muito. As coisas que ela me disse, foi como levar um soco no estômago…
A cena do meu filho pedindo para ela não ir embora, partiu o meu coração…
Sem reação, meu amigo me empurrou para o restaurante e os outros vieram logo atrás de nós.
— Perdeu o juízo, cara? — indaga meu amigo, entre os dentes. — Viu como deixou o braço da garota?
— Eu… eu não tive a intenção!
— O que está pegando? Nunca te vi tratar alguém tão mal? — indaga ele irritado.
— Essa mulher me tira do sério! Não a suporto…
— Sinceramente, acredito que não seja apenas isso!
— Do que está falando, Ítalo? Espero que não seja o que estou pensando…
— É isso mesmo que está pensando! O amor e ódio, caminham lado a lado e talvez esteja criando todo esse ódio, porque sente muito mais coisas do que deveria por essa garota!
— Não fala besteiras! — digo revirando os olhos.
— Besteira é o que você fez!
— Eu sei! Me arrependi muito, mas… agora, já foi!
Entramos no restaurante e meu filho quis se sentar ao lado de Luna.
Fizemos os nossos pedidos e Luna pediu tudo o que Matheus quis, como arroz, feijão, bife e batata-frita, porém pediu para colocarem alguns legumes também e meu filho fez careta.
— Eu não vou comer isso! Odeio brócolis…
— Ele não gosta de verduras e legumes, melhor não forçar! — diz Verônica.
Luna ignorou a babá e olhou para Matheus.
— Eu pedi tudo o que você quis, mas agora tem que comer os legumes também, para ficar forte e saudável!
— Não quero!
— Eu pensei que quisesse ser forte como os super-heróis, mas pelo visto me enganei…
— Eles comem essas coisas?
— Claro, porque acha que o Hulk é verde? — dispara Ítalo bem-humorado e todos riem, menos eu.
— Tem que aprender a comer legumes, verduras para crescer muito forte!
— Dá uma olhada nos músculos do seu padrinho, é de comer legumes! — zomba Letícia e meu amigo mostra os músculos de seus braços.
Meu filho sorri e diz:
— Então eu vou comer tudo, para ficar muito forte!
A nossa refeição chega e almoçamos, todos conversam, mas eu prefiro ficar em silêncio, olho para o braço de Luna e me sinto o pior homem do mundo. Meus pais não me deram esse tipo de educação e preciso me desculpar por isso…, por mais que seja orgulhoso, eu errei.
Matheus comeu toda a sua refeição e até eu me surpreendi, porque Verônica nunca conseguiu fazê-lo comer legumes, ele faz birra toda vez e ela não insiste.
— Posso comer a sobremesa?
— Pergunta para o seu pai! — diz ela, sem olhar para mim.
— Posso, pai?
— Pode, sim, filho!
Ele comemora e pede duas bolas de sorvete.
A babá tenta ajudá-lo a se limpar, mas quer apenas que Luna o ajude. Percebo que a mulher não gosta muito e olha para Luna com desprezo.
Logo que o almoço acabou, finalmente nos despedimos para ir embora. Meu filho não queria se afastar de Luna…
— Pai, a Luna pode ir me visitar, qualquer dia desses?
Ela me olha, mas logo desvia o olhar e acaricia os cabelos do garoto.
Não sabia o que responder, por educação acabo concordando.
— Sim! Agora vamos, logo!
Ele se despede dela com um beijo e um abraço apertado e entra no carro.
— Posso falar com você? — pergunto e Luna nega com a cabeça.
Em seu olhar, tem tristeza, mágoa e ódio.
Rapidamente me afasto daquele lugar e posso respirar um pouco mais aliviado, mas com um sentimento ruim, por ter feito o que fiz.
Chegamos em casa e tudo parecia voltar ao normal, Matheus já não sorriu mais e foi para o seu quarto com a babá.
Vou para o meu quarto, com uma garrafa de whisky nas mãos.
Tomo um banho, me sento na poltrona virada para a janela e viro a garrafa várias vezes, com o retrato de Marisol em meu colo.
Contudo, a única que vem em meu pensamento é Luna, o mal que lhe causei e suas palavras ecoam por minha mente.
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Luna…
Só permaneci com aquele homem por perto, pelo Matheus, ele estava carente e precisava de carinho. Se não fosse por ele, já teria ido para casa.
Eu mal conseguia olhar para aquele homem, de tanta raiva.
Meu coração doía mais do que o aperto que deu em meu braço. Esse homem é um estúpido…
Eu e Letícia, voltamos para casa em meu carro e Alene, foi com seu irmão.
Durante o caminho, eu e Letícia conversávamos.
— Está tudo bem amiga? — pergunta ela.
— Tirando a raiva que estou daquele homem, estou bem!
— O que deu nele?
— Pediu para eu me afastar do seu filho!
— Não entendo, todo esse ódio dele, não faz sentido ser apenas por um acidente em sua camisa…
— Quero que esse ser, se exploda! Vamos mudar de assunto, tá?
Ela concorda e ficamos conversando sobre ela e Ítalo, que resolveram ser amigos.
...Sei não, para mim essa amizade está cheirando a amizade colorida!...
Fomos direto para o nosso apartamento.
Entro no meu quarto e tomo um longo banho, a água quente caí sobre o meu corpo e tento não pensar em como fui tratada por aquele homem, mas é impossível.
Acabo chorando compulsivamente e desfiro alguns socos no azulejo.
Assim que termino de me secar, paro em frente ao espelho e olho para o meu braço que continua marcado.
Pensei muito e decidi que o melhor é sair do hospital, vou pedir transferência...
...Ele venceu!...
Enquanto me arrumo, ouço a música: 🎶 " I'm Not a Girl, Not Yet a Woman — Britney Spears"
Eu Não Sou Uma Garota, Nem Ainda Uma Mulher
Eu costumava pensar
Que tinha as respostas para tudo
Mas agora eu sei
Que a vida nem sempre acontece do meu jeito, sim
Sinto como se me encontrasse no meio do caminho
Foi então que me dei conta
Eu não sou uma garota, nem ainda uma mulher
Tudo que preciso é tempo
Um momento que seja só meu
Enquanto estou nessa transição
Eu não sou uma garota
Não é preciso me proteger
É tempo de
Aprender a encarar tudo isso sozinha
Eu já vi muito mais do que você possa imaginar agora
Então não me diga para fechar os olhos
Eu não sou uma garota, nem ainda uma mulher
Tudo que preciso é tempo
Um momento que seja só meu
Enquanto estou nessa transição
Eu não sou uma garota
Mas se você me olhar de perto
Você vai ver em meus olhos
Essa garota vai sempre achar
Seu caminho
(Eu não sou uma garota)
Eu não sou uma garota, não me diga no que acreditar
(Nem uma mulher)
Eu estou tentando achar a mulher dentro de mim, sim
(Tudo que preciso é tempo)
Tudo o que preciso é de tempo, que seja só meu
Enquanto estou nessa transição
Eu não sou uma garota, nem ainda uma mulher (não agora)
Tudo que preciso é tempo
Um momento que seja só meu
Enquanto estou nessa transição
Eu não sou uma garota
(Oh)
(Oh)
Nem ainda uma mulher...
Ouvi essa música outro dia e meio que achei parecida, com o momento em que estou vivendo.
Saí da casa dos meus pais, para tentar me encontrar, mas pareço não estar conseguindo enfrentar os meus medos.
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Atualizado até capítulo 109
Comments
Josi Gomes
SER TRANSFERIDA NÃO VAI MUDAR NADA, VÃO CONTINUAR SE ENCONTRANDO, COM CERTEZA, AGORA ELE MUDA A SUA ATITUDE COM ELA, VAI PEDIR DESCULPAS E NÃO ACEITAR O SEU PEDIDO DE TRANSFERÊNCIA
2025-02-08
3
Morena🌹
Essa verônica Não está aí pra cuidar do filho... ela quer o pai 🤨
2025-01-06
1
Maria Do Socorro Bezerra
Ninguém aperta o braço do outro sem ter intenção, realmente você é um lixo.
2025-01-04
2