Letícia…
Essa semana, está sendo bem exaustiva, muito trabalho no hospital.
Acordo bem cedo, tomo um banho e me troco para mais um dia de trabalho.
Aproveito que acordei mais cedo e, vou arrumar a minha mala. Hoje irei para o Canadá com Luna.
Adorei a sua família, são muito receptivos e hospitaleiros, assim como a família que o destino me deu de presente. Já os visitei algumas vezes com a minha amiga, assim como já a levei na casa dos meus pais.
Meu celular toca, na tela consto se a minha mãe.
— Bom dia, mãe! — digo sorrindo.
— Bom dia, filha!
No fundo, ouço a voz do meu pai e os dois discutem.
— Deixa eu falar com ela também, vida! — dizia papai.
— Calma vida, já te deixo falar com ela!
— Coloca no viva-voz… quero ouvir a voz dela, saber se está bem!
Meus pais se preocupam muito comigo e agradeço a Deus por ter essas pessoas tão especiais em minha vida, que me amam e se preocupam comigo.
Minha mãe coloca a chamada no viva-voz.
— Oi, filha, tudo bem com você? — pergunta papai.
— Oi, pai, estou muito bem e vocês? — pergunto, olhando pela janela, o movimento da cidade.
— Estamos bem! Quando vem nos visitar?
Toda vez ele faz essa pergunta, chega a ser engraçado. Papai, é o único homem que consegui deixar se aproximar.
— Ainda não sei pai, está bem corrido por aqui e esse final de semana, vamos à festa de casamento dos pais da Luna!
— Se divirta filha! — diz ele.
— Pode deixar, pai!
Converso com eles por alguns minutos, encerro a chamada e vou até a sala de estar, encontro com Luna e nos cumprimentamos com um beijo e um abraço.
— Bom dia, Carmen!
— Bom dia, menina!
Me acomodo na cadeira e tomamos café conversando.
Assim que fizemos a nossa refeição, terminamos de nos arrumar e fomos para o hospital.
Chego no meu turno às 6h30, com o coração acelerado pela expectativa do dia, vou para a ala cirúrgica.
Me junto à equipe cirúrgica em uma sala. O chefe de cirurgia revisava os casos do dia, apontando para as fichas dos pacientes na mesa. Olho atentamente, anotando detalhes importantes sobre as cirurgias programadas.
Após a reunião, sigo para os quartos dos pacientes. Entro no primeiro quarto, a paciente, uma mulher de meia-idade, parecia nervosa. Me apresento e começo a explicar o procedimento pelo qual ela enfrentaria. A conversa foi leve, mas percebi a tensão nos ombros dela. Com paciência e empatia, tiro as suas dúvidas até que ela se sentir mais à vontade.
As 10 h seguimos para a sala de cirurgia, vesti meu avental e ajustei a máscara no rosto. Revisei com a equipe os instrumentos na mesa: bisturis, pinças e suturas organizadas meticulosamente.
Sob a supervisão do cirurgião, fiz a incisão inicial, sentindo as emoções do momento percorrerem o meu corpo. Atenta, escutava as instruções do mentor enquanto observava cada detalhe do procedimento.
Após horas na sala de cirurgia, acompanho a paciente na recuperação. Monitoro seus sinais vitais e o sentimento de dever cumprido é recompensador.
Almoço com meus colegas residentes, eles comentavam sobre quem seria o novo diretor do hospital. Acreditavam que seria uns dos médicos mais velhos daqui, mas parece que o filho do dono, é o candidato mais forte para ocupar essa vaga no momento.
Após o almoço, vou para o consultório próximo à enfermaria e atendo alguns pacientes.
No final do expediente, me encontro com Luna no estacionamento e seguimos juntas para o nosso apartamento.
Tomamos banho, nos arrumamos e prosseguimos para o aeroporto com as nossas malas.
No avião, nos acomodamos em nossos lugares.
— Ansiosa? — pergunto.
— Muito, estou morrendo de saudades de casa!
— Te entendendo também sinto saudades dos meus pais!
— Como foi o seu dia hoje?
— Hoje foi um daqueles dias com poucos pacientes! E o seu?
— Foi tranquilo também, assistimos a uma cirurgia e a tarde atendi alguns pacientes!
— Será que já decidiram, quem será o novo diretor do hospital? — pergunta ela, fazendo um coque em seu cabelo.
— Parece que a indicação é o filho do dono! Ele está sendo acusado, por negligência durante uma cirurgia, parece que a mulher faleceu em suas mãos! Vai passar pelo conselho regional de Medicina!
— As pessoas falam de mais, às vezes, nem foi isso, mas a família se levanta contra a pessoa, por não aceitarem a perda do familiar!
— Verdade!
— Nosso trabalho é gratificante, mas também enfrentamos muitas injustiças em alguns aspectos!
Ficamos conversando durante o vôo.
Chegamos com dia amanhecendo no Canadá.
Os pais de Luna nos aguardavam no aeroporto, nos cumprimentaram com um abraço apertado.
Seguimos para a mansão deles conversando, minha amiga estava radiante.
Ao chegarmos, seus irmãos Enzo Jr. e Joice, vem nos cumprimentar. Enzo não perde a oportunidade de me cantar.
Esse garoto é um galinha e morre de ciúmes da sua irmã Joice. Luna diz que a sua irmã caçula, sofre nas mãos dele, com esses ciúmes.
Tomamos café com eles conversando diversos assuntos.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 109
Comments
Aurisia Ivo da Silva
😍😍😍😍
2024-11-27
3
Fatima Gonçalves
será que é a mesma
2024-11-25
2
Lucia Maria
velho miserável
2024-11-16
2