Ítalo…
Hoje foi a audiência do meu amigo Adriel, fiquei muito feliz por ter sido absolvido. Não compreendo os motivos que levaram aquele casal a denunciar o meu amigo.
Só nós sabemos o quanto ele fez o impossível para salvar a paciente. O quanto ele sofreu naquele dia, na verdade, choramos com ele.
Aquele fatídico dia, foi um dos mais tristes da nossa carreira, como médicos!
Após a audiência, fui me encontrar com Alene para almoçarmos juntos.
Ao chegar, a cumprimento com um abraço e um beijo no rosto.
Nos acomodamos na cadeira…
— Como foi a audiência do Adriel? — pergunta, pegando o guardanapo.
— Ele foi absolvido! — afirmo feliz.
— Nossa que bom! Ele deve estar muito feliz!
— Sim! Foram dias de muita tensão para ele!
— Eu imagino…, passar pelo que ele passou, depois ainda ser acusado de negligência! Só aqueles velhos arrogantes mesmo para aprontar uma dessas!
— Meu amigo ainda tem mais uma luta pela frente, mas creio que será mais uma vitória!
— Vamos torcer por ele! Não entendo, porque esses velhos perseguem o seu amigo!
O garçom nos serve com nosso almoço, acompanhado de um suco natural.
— Adivinha quem ligou! — diz, após limpar a boca com o guardanapo.
— Pelo seu semblante, só pode ser nossos pais! — digo e ela assenti com a cabeça.
— O que queriam dessa vez? — questiono desanimado.
— A dona Rita, está voltando de viagem e quer se hospedar na nossa casa! Diz que quer ter mais tempo com os filhos!
— Quais filhos?
— Foi a pergunta que lhe fiz! Sinceramente, mano, ela entrando por uma porta eu saio pela outra! Sei que ela é a nossa progenitora, mas nunca foi mãe!
— Ela deve estar querendo dinheiro! Toda vez que a pensão acaba, ela nos procura!
— Ela não tem limites! Às vezes queria ir embora para bem longe e não deixar o endereço, para ver se esses dois nos esquecem!
— O que você acha de fazermos isso?
— O quê? Está faltando sério? — pergunta espantada.
— Só temos um ao outro, nessa vida mesmo! Além do nosso trabalho, não temos nada que nos prenda aqui!
— Eu topo! — afirma animada.
— Vamos pesquisar um lugar..., de preferência, o mais longe possível deles e quando ela chegar, já não estaremos mais aqui!
— Ótimo! Vou pesquisar alguns lugares!
Terminamos o nosso almoço, me despeço de Alene e vou para o hospital.
Ao chegar, passo pelos corredores cumprimentando a todos educadamente com um sorriso simpático.
Por onde passo as mulheres me observam com um olhar cobiçoso, algumas cochichando e outras suspirando.
Mal entro em minha sala e recebo uma ligação de um caso de emergência.
A médica que cuidava do caso, entra em minha sala e me mostra os exames realizados no paciente. Analiso o exame minuciosamente e ligo para a minha equipe se preparar, que iremos entrar no centro cirúrgico.
Vestido com meu avental estéril, luvas e máscara, me posiciono diante da mesa.
A paciente, é uma jovem de seus 22 anos, está inconsciente sob efeito da anestesia geral. Monitores ao lado da cama exibem seus sinais vitais, os batimentos cardíacos regulares e respiração controlada. Minha equipe cirúrgica, composta por enfermeiros e um anestesista, se mantém atenta, pronta para qualquer eventualidade.
Inclino sobre a paciente e faço uma incisão em forma de “C” na parte inferior direita do abdômen. Com um movimento preciso e controlado, corto a pele e a camada subcutânea.
Conforme avanço, utiliza uma pinça para afastar os tecidos. A equipe está em silêncio, concentrada na operação. Após expor a cavidade abdominal, observo o intestino grosso e localizo o apêndice inflamado. Uma pequena bolsa em forma de tubo visivelmente inchada e avermelhada.
Com cuidado e concentração, utilizo uma tesoura cirúrgica para cortar os ligamentos que conectam o apêndice ao intestino grosso. O anestesista monitora os sinais vitais enquanto faço meu trabalho com precisão.
Após a remoção do apêndice, o coloco num recipiente estéril. Começo a suturar as camadas internas da cavidade abdominal com fios absorvíveis. Checo cada camada cuidadosamente antes de passar para a próxima, garantindo que não haja irregularidades. Fecho a incisão na pele com pontos simples e seguros. A equipe ajuda a limpar o local e prepara o paciente para ser transferido à sala de recuperação.
Saio da sala, com meus colegas me parabenizando pelo excelente trabalho e faço o mesmo, pois sem eles nada disso aconteceria. Somos um corpo e precisamos um do outro para que tudo ocorra perfeitamente.
Volto para a minha sala e analiso alguns dos casos dos próximos pacientes que terei no dia da amanhã.
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Alene Blunt…
Sou Alene Blunt, tenho 26 anos, solteira, formada em direito e resido na Canadá com meu irmão Ítalo.
Tenho 1,70 de altura, cabelo loiro escuro, olhos azuis, pele clara e magra com curvas marcantes.
Sou uma mulher forte, determinada, visionária, empática e convincente.
Cresci com meu irmão Ítalo, ele foi um pai para mim, o respeito e o amo muito. Ele nunca me deixou faltar nada, inclusive amor, carinho e atenção.
Quando nossos pais se separaram, fiquei igual uma peteca, sendo jogada de um lado para outro. Então o meu irmão me levou para morar com ele, desde então, nos tornamos inseparáveis.
Eu e Ítalo, somos muito parecidos, inclusive quando se tata de relacionamentos. Não queremos sofrer, por isso não nos amarramos a ninguém. Gostamos apenas de curtir, sair para baladas, beber e se caso rolar uma química com alguém, eu aproveito o momento e nunca durmo com quem eu saio.
Tudo é coisa de momento e sou feliz assim..., pelo menos não arrisco sofrer e de ser abandonada novamente.
Mal falo com meus pais, na última vez que meu pai ligou, disse que eu precisava me casar e isso está fora de cogitação. Confesso que essa repentina vinda da minha mãe, me deixou desconfiada. Pareceu querer me agradar e estou correndo de toda essa preocupação.
Aqueles dois, não me enganam.
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Atualizado até capítulo 109
Comments
Rosangela Amorim
Italo que pedaço de mal caminho
2025-02-17
3
Maria Do Socorro Bezerra
Não é nem um pouco fácil para Alene reconhecer que não tem pais, falta essa referência em sua vida, ainda bem que foi cuidada, amada e protegida pelo irmão
2025-01-04
4
Aurisia Ivo da Silva
amiga eles querem fazer VC casa com um escolhido deles 👀👀🤨🤨
2024-11-26
3