Adriel…
A mudança não foi nenhum pouco fácil para o meu filho. Ele chorou, fez birra, mas no final não venceu.
Meu advogado, conseguiu a permissão do juiz, para poder sair com ele do país, pois se trata de trabalho.
Hoje assumo o meu lugar no hospital e logo após o café da manhã, sigo para o meu novo ambiente de trabalho.
Não faço questão de cumprimentar ninguém, vim aqui apenas para fazer o meu trabalho e isso é o que importa.
Após ser apresentado a toda a equipe, me reúno com os diretores de cada departamento e com a equipe administrativa. Me passam o balanço de tudo o que preciso saber e anúncio que já tenho um novo responsável para a ala cirúrgica. Ítalo é o mais adequado para esse cargo, não por ser meu amigo, mas porque conheço seu trabalho e ética.
Assim que terminamos a primeira reunião, eles vão primeiro até o auditório.
Fico onde será a minha sala, conversando com Eleonora, a responsável pela ala oncológica. Ela se ofereceu para me apresentar todo o hospital e sua estrutura, aceito e seguimos conversando sobre trabalho até o auditório.
Logo que sou anunciado, não posso acreditar no que os meus olhos veem. Aquela mulher que me perturbou todos esses dias desde que a conheci, está ali e a abusada está na primeira fileira.
Desvio o olhar e tento manter a calma.
Ao chegar no microfone, respiro fundo e digo”
— Bom dia a todos! — digo com um tom de voz firme. — É uma honra estar aqui diante de mais um dos hospitais da família, conhecendo cada um de vocês!
Faço uma pausa breve e olho ao redor de todo o auditório capturando os rostos conhecidos e novos.
— Sem vocês, nada do que fazemos seria possível. Cada um de vocês, desempenha um papel crucial na vida deste hospital e na saúde dos nossos pacientes! Estou aqui não apenas como seu diretor, mas como parte desta equipe maravilhosa, o qual meu pai só teceu elogios! Quero que este lugar continue sendo um exemplo de excelência em atendimento! Vamos trabalhar juntos para inovar em práticas médicas e garantir que nossos pacientes recebam o melhor cuidado possível!
Menciono planos para melhorias na infraestrutura, na tecnologia hospitalar, além de iniciativas de bem-estar para a equipe. Estou aqui para somar nesta equipe e os convido a unir nossas forças! Estou animado com o que podemos alcançar juntos. Cada ideia conta, cada contribuição importa!
Todos aplaudem entusiasmados, até aquela garota com seu olhar de superioridade.
Após encerrar o discurso, desço do palco e sou cercado por colegas que vêm me parabenizar pessoalmente.
Confesso que toda a bajulação estava me tirando do sério e rapidamente me despeço deles e sigo de volta para a minha sala.
Ando de um lado para outro com aquele sentimento de raiva em meu peito, fazendo o meu coração explodir só de lembrar que aquela garota trabalha aqui e nos veremos com muita frequência.
— Ah, mais eu não vou deixar que essa patricinha mimada de nariz em pé me faça ir embora, farei da vida dela um inferno e vai pedir demissão! — digo cerrando os punhos.
Respiro fundo, buscando a calma que eu já não tenho mais.
Sento-me em minha mesa e ligo para a minha secretária, peço para mandar a tal Luna Connor vir até a minha sala.
Aguardo alguns minutos, sentado em minha mesa e a sua demora estava me deixando furioso.
Ligo novamente para a secretária:
— Onde está a doutora Dra. Connor? Já deveria estar aqui na minha sala, sua incompetente!
— Desculpe senhor, ela disse que assim que terminasse as suas consultas viria…
— Mais é muito petulante mesmo! — digo irritado.
Desligo o telefone na cara da minha secretária e entro no sistema do hospital. De minuto em minuto, olho no relógio marcando a delonga dessa médica petulante.
Batem na porta e imagino que seja ela, arrumo a minha postura na cadeira, olho na tela do celular conferindo se meu cabelo não está bagunçado e permito sua entrada.
— Com licença! — diz Luna entrando fechando a porta. — Mandou me chamar, senhor Cooper?
Faço sinal para que se sente.
— Muito atrevimento seu, me deixar esperando!
— Desculpe, senhor, mas os pacientes vêm em primeiro lugar! Foi o que disse hoje na reunião e eu concordo plenamente! — diz tranquilamente, com seu ar de superioridade.
— Odeio ficar esperando os outros e não tolero atrasos!
— Pode ter certeza que sou muito pontual com as minhas responsabilidades…
— Não é porque é filha de Enzo Connor, que terá preferências e...
— Nunca usei do meu sobrenome para ter “regalias”… — diz fazendo aspas. — Estou trabalhando duro e, me dedicando para fazer o meu nome e minha carreira e não preciso dos meus pais para isso!
Sorrio com sarcasmo.
— Qual é o seu problema comigo, senhor Cooper…, se for pela camisa, lhe dou outra! Já disse que foi sem querer!
— Só não gosto de filhinha de papai, patricinha e nariz em pé como você!
— Não me conhece e não pode julgar o livro pela capa! Se era apenas isso, que tinha para me falar… — diz irritada, se colocando de pé.
Me coloco de pé e nos olhamos com um olhar provocador.
— Não facilitarei as coisas para você, garota! — digo entre os dentes.
— Ótimo, não pedi para ser tratada com exclusividade!
— É bom abaixar esse seu tom de sarcasmo comigo, porque posso ser um péssimo inimigo e fazer da sua vida um inferno!
— Está me ameaçando, senhor Cooper?
— Entenda como quiser!
Ela saiu da minha sala pisando alto e ainda bate a porta do meu escritório.
Preciso fazer com que desista de trabalhar aqui. Não suporto essa mulher e não quero ela no mesmo ambiente que eu, nos cruzando a todo instante nos corredores. Já não basta essa dor que me consome e agora ter que lidar com esse ódio que chega a doer o meu peito.
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Atualizado até capítulo 109
Comments
Odete Rente Rente
esse cara está muito perturbado
2025-03-05
2
Maria Ines Santos Ferreira
cara horrível pra que isso
2025-02-27
1
Ariana Sousa
ele e um escroto mimado não sabe separar vida pessoal e trabalho
2025-02-25
3