Adriel…
Após a vitória de ontem, voltei para casa feliz da vida.
Minha mãe preparou um jantarzinho especial para nós.
Hoje acordei, fiz a minha higiene pessoal, tomei um banho e fui até o quarto de Matheus.
Meu filho havia acabado de sair do banho, Verônica o trocava. Ele nunca precisou de babá, pois sua mãe fazia questão de cuidar dele.
— Bom dia, filho! — digo tentando uma aproximação.
— Bom dia, Adriel! — diz seco.
Ser chamado pelo nome por meu filho, foi como levar um tapa no rosto, que queimou.
— Sou seu pai, Matheus! — exclamo.
— Já faz tempo que não é o meu pai! Não passa de um estranho…
Suas palavras cortam o meu coração.
Me retiro do quarto, para não entrarmos numa discussão.
Meus pais chegam, ele desce com a babá para tomar café e durante a refeição, ele conversa com seus avós.
Após o café eu e meu pai, fomos até o escritório conversar.
— E então, filho? Pensou na proposta?
— Sim, pai! Eu decidi que o melhor é ir embora dessa cidade e, tentar começar uma vida nova, longe dessas lembranças que me sufocam…
— Precisa falar com o seu advogado, para que ele consiga uma ordem judicial, que te conceda sair do país com o Matheus!
Desfiro um soco na mesa.
— Isso é o cúmulo! Matheus é o meu filho e eu tenha que me submeter a ficar pedindo permissão ao juiz…
— Enquanto estiver com essa luta pela guarda dele, terá que cumprir corretamente com a lei!
Imediatamente ligo para o meu advogado e ele fica de me dar uma resposta até fim do dia.
— Filho, hoje é a festa de aniversário de casamento do Enzo Connor, parceiro das nossas empresas… e Cecília é a pediatra do Matheus!
— Eu não irei!
— Por favor, filho, não faça essa desfeita! Não se esqueça, que o irmão de Cecília foi o seu mentor, te ensinou tudo o que sabe hoje!
Meu pai usa todos os seus argumentos, até que consiga me convencer!
— Está bem, darei uma passada rápida por lá! Não prometo nada...
Conto-lhe, como a situação está difícil com Matheus.
— Filho, precisa se aproximar do seu filho, ele precisa de você… quando for chamado para conversar com a psicóloga e com a assistente social, vai preferir ir morar com os avós dele!
— Isso nunca! — digo asperamente. — Matheus é meu filho! — exclamo, batendo no peito.
— Então trate de fazer algo… de fazer o seu filho voltar para você!
Fico pensativo…
Eles almoçam conosco e depois vão embora.
Subo para o andar de cima e vou até o quarto do meu filho.
Ele está assistindo TV.
Eu penso em falar com ele sobre a viagem, mas não consigo.
— O senhor precisa de algo? — pergunta, Verônica.
— Não! Estou apenas olhando o meu filho, não posso? — indago impaciente.
— Me desculpe, senhor!
Saio do quarto irritado, entro no meu quarto e tranco a porta.
As lágrimas rolam pelo meu rosto com uma mistura de sentimentos ruins. Passo as mãos pela comoda e jogo todas as cosas no chão, bagunço as camas e enquanto não quebro tudo que vejo na minha frente não paro.
Em frente ao espelho, fixo o olhar em mim mesmo e, só vejo um farrapo humano.
— Por que eu não fui no seu lugar Marisol… por quê? — indago, entre soluços.
Olho para o chão, vejo as coisas caídas e lá está a foto da mulher mais linda e doce que já conheci em minha vida.
Ajoelho diante daquela foto, a pego, coloco contra o meu peito e choro copiosamente.
— Marisol… essa saudade está a cada dia mais sufocante! Por que você se foi? Por quê? Não sei como lidar com o nosso filho, meu amor… ele está a cada dia mais distante! Tá doendo… ainda dói tanto vida!
Deito no chão agarrado aquela foto e choro.
Acabo adormecendo…
Acordo com meu celular tocando, pela janela vejo que o sol já se foi.
Tem várias ligações do meu pai, são 19 h.
Rapidamente me levanto, tomo um banho rápido, me troco e quando estou descendo as escadas para sair, meus pais entram.
— Por que não atendeu o celular, filho? Estava preocupada… — diz mamãe.
— Acabei pegando no sono mãe! Desculpe…
— Está pronto para ir à comemoração?
— Sim, mas adianto que na primeira oportunidade, vou embora! — afirmo, pegando o meu celular.
Eles assentam com a cabeça.
Aviso a governanta que estou de saída e peço para mandar alguém limpar o meu quarto.
Vou no carro com meus pais e o motorista.
Faz tanto tempo que não saio, que chego a ficar sem ar.
Chegamos ao local e várias pessoas chegavam em seus carros.
Logo que entramos no salão de festa, Enzo e sua esposa se aproximam e nos cumprimentamos.
Pego uma taça de champanhe para tentar descontrair naquele ambiente carregado de alegria, mas que não me contagiava nem um pouco.
Olho para todos os lados em busca de alguma saída para a área externa do local, até que meus olhos recaem sobre a entrada, duas jovens belíssimas entram conversando.
Uma delas, tem cabelos cacheados que caí em ondas suaves por seus ombros, emoldurando seu rosto delicadamente. Seus olhos azuis são como janelas para sua alma, expressando uma profundidade de sentimentos e pensamentos. Embora pareça ser tímida, há uma beleza serena em sua expressão, que atraí a atenção das pessoas ao seu redor. Sua boca bem desenhada, com um sorriso tímido, revela um lado doce e gentil.
Ela caminha em nossa direção sorrindo.
— Estão lindas, filha! — diz Enzo, assim que param ao nosso lado.
— Obrigada, paizinho! — diz o abraçando.
— Ernesto, Sandra, se lembra da minha filha Luna?
Eles apresentam a garota como sua filha e o jeito que trata o seu pai, percebe-se que é uma patricinha mimada.
Quando nossas mãos se tocam, sinto algo estranho invadindo o meu corpo. Aquele sorriso simpático e tímido dela, me irritada e uma fúria domina o meu ser.
Rapidamente solto a sua mão e me afasto deles indo para o lado de fora do salão e respiro fundo, não compreendendo essa raiva.
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Atualizado até capítulo 109
Comments
Amanda Nascimento
Eu acho que tem dedo dessa mulher no comportamento do menino. Não fui com cara dela!
2025-03-01
1
Amanda Nascimento
Ahhh se fosse meu filho a havaiana ia cantar.
2025-03-01
1
Josanice Vanderlei
Acredito que é a babá que está influenciando a criança 🤔🤔🤔🤔🤔
2025-02-09
2