Luna…
Assim que Ítalo parou de jogar futebol comigo e com Matheus, o menino disse querer ir até o mar.
— Seu pai não vai se importar? — pergunto, me agachando na sua frente.
— Adriel, não se importa comigo! Não sei nem, porque quis vir aqui, se só fica com aquela cara amarrada.
Olhei para o seu pai, ele estava sentado numa pedra, com o olhar fixo no mar.
… A vida desses dois, não tem sido fácil, posso notar pelo olhar desse Dr. das trevas e o pequeno Matheus!...
— Não diga uma coisa dessas, ele é o seu pai sim! Só está passando por uma fase difícil!
...Aff, não acredito que eu esteja defendendo esse ogro!...
— Desde que a mamãe morreu, ele é mal! Só grita comigo… — diz triste.
— Não diz isso, ele só não está sabendo lidar com a perda… cada pessoa lida com o luto de uma maneira diferente! Agora desamarra essa carinha e vamos lá na água.
Retiro o meu short, deixando ali perto da babá que nos olha de um jeito estranho e sigo segurando a sua mãozinha.
A princípio estava com um pouco de medo, então o peguei no colo e as ondas batiam na minha perna.
— Não precisa ter medo, estou aqui com você!
Ele concorda balançando a cabeça em positivo. Desço-o no chão e seguro firme a suas mãos, a cada onda batendo em nossas pernas o levanto do chão e o garoto grita eufórico.
O sorriso em seus lábios é impagável, aquece o meu coração!…
O olhar de seu pai, está atento em nós, ele pareceu não estar gostando, mas pouco me importa o que ele pensa ou deixa de pensar. Se não dá atenção para o seu filho, pode deixar que eu dou.
Saímos da água e começamos brincar de pega-pega, quando o pego, o levanto do chão e o encho de cócegas, quando me pega, sento e ele me abraça e faz cócegas com suas pequenas mãos.
— Melhor sair um pouco do sol! — diz sua babá.
— Não quero! Eu quero brincar mais! — faz birra.
— A sua babá tem razão, vamos para a sombra e depois brincamos mais! Quer uma água de coco?
— Sim!
Eles se sentam na sombra e eu vou até o quiosque, peço duas águas de coco e enquanto aguardo, converso com Ítalo e Letícia.
De repente, sou segurada com força pelo braço, ao olhar é o Dr. Das trevas.
— Ficou maluco? Me solta! — digo asperamente.
— Que isso, cara… solta ela! — diz ítalo se colocando de pé.
— Não se mete, cara!
Esse bruto, segura meu braço com muita força e me arrasta para atrás do quiosque, onde poucas pessoas podem nos ver.
— Me solta, está me machucando! — digo com lágrimas nos olhos.
Percebendo o que fazia, soltou o meu braço que estava bem vermelho.
Seu olhar mudou, parecia arrependido…
— Me desculpe, não foi a minha intenção…
— Você é um estúpido, sem noção e covarde! Fica longe de mim… — digo o empurrando.
— Só quero que fique longe do meu filho! Se pensa que vai usá-lo para me provocar…
— Que tipo de pessoa, acredita que eu sou? Jamais faria isso com uma criança! Para começo de conversa, eu nem sabia que ele era o seu filho…
— Sei! — diz com sarcasmo.
— Quer saber, vai se ferrar! Cansei de você e dessa sua superioridade! Ninguém tem culpa da sua esposa ter falecido, o mundo não tem culpa e muito menos o seu filho! Tenho pena de você, que é um homem amargurado, arrogante e egocêntrico, que pensa apenas em si próprio…, mas tenho mais pena do seu filho, por ter um pai como você! Um lixo…
Saio de perto dele, secando as lágrimas que rolavam por meu rosto.
Vou até Letícia…
— Está tudo, bem amiga?
— Eu vou embora! — digo secando as lágrimas que insistiam em cair dos meus olhos.
Não sabia o que estava sentindo, se era raiva, tristeza, desprezo ou tudo isso.
— Eu vou com você…
— Não! Não quero estragar o dia de vocês… eu vou embora!
Repentinamente, Matheus chega correndo.
— Não vai embora, Luna! Por favor… — diz segurando as minhas pernas.
Seu pai chega e desvio o olhar do dele.
— Matheus, eu não estou me sentindo bem…
Ele olha para mim e faz sinal para eu me aproximar dele. O pequeno beija o meu rosto e diz:
— Minha mamãe dizia que os meus beijos curavam tudo!
Meu coração se parte, todos olham emocionados aquela cena e fico sem reação.
— Você está melhor? — pergunta secando as minhas lágrimas com suas pequenas mãozinhas.
Olhei para Letícia e ela sorriu de canto, fazendo sinal com a cabeça para eu ficar. O estúpido do pai dele, estava paralisado, parecia espantado com o que via e ouvia.
Respiro fundo e respondo:
— Estou sim!
O abraço, tentando me acalmar.
— O que acham de irmos almoçar? — pergunta Ítalo.
Todos concordam, Ítalo saí empurrando seu amigo para o restaurante do outro lado da rua.
Vou com Matheus em meu colo. Confesso que estou preocupada com essa aproximação, ainda mais com o pé de guerra que estou com o seu pai.
E eu nem sei, o motivo desse homem me odiar tanto.
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Atualizado até capítulo 109
Comments
Maria Ines Santos Ferreira
que dá raiva desses livros espero que esse seja diferente,que ele sofra muito,que ela acuse ele no hospital ,pra ele se ferrar
2025-02-27
2
Marcia Silva
Aí que ódio desse babaca 😡😡🤬🤬
2025-02-25
1
Rosangela Amorim
luna tem que mudar esse ogro chamado Adriel
2025-02-17
1