Luna…
Desde que o olhar daquele médico caiu sobre mim, pude contemplar o ódio em seu olhar. Sinceramente, não sei o que fiz de tão errado, para ele me odiar tanto e isso não tem a ver apenas com a bebida que derrubei em sua camisa, me parece ter algo a mais.
Assim que a reunião terminou fui para o consultório, havia vários pacientes nos aguardando.
O diretor pediu para falar comigo e avisei sua secretária que primeiramente, atenderia os pacientes, por serem a nossa prioridade e isso foi mais um motivo para o deixar furioso.
Ele pensou que abaixaria a cabeça por ser o diretor do hospital, mas está muito enganado que farei isso. Ele é a autoridade acima de nós e devemos respeitá-lo, desde que também sejamos respeitados. Desde que entrei em seu escritório, seu tom de voz foi ríspido e ainda teve a audácia de ameaçar.
Logo que saí de sua sala, bato a porta com força..., ele conseguiu me tirar do sério.
Assim que me afastei dali e entrei num dos corredores, encostei na parede e liberei todo o ar que retinha em meus pulmões.
Algumas lágrimas rolaram por meu rosto, senti muita raiva da maneira que esse troglodita me tratou.
Eu nunca fui tratada dessa maneira, sempre fui rodeada de amor, carinho e atenção. Aprendi a tratar bem o próximo para ser bem tratada, mas esse escroto me tira do sério, faz com que eu perca a boa educação que meus pais me deram.
— Está tudo bem, Luna? — pergunta Fabrício, se aproximando e pousa a mão em meu ombro.
— Não, mas eu vou ficar! — digo secando meu rosto.
— O que aconteceu? Quer desabafar?
— Não, vamos voltar ao trabalho que é o melhor que fazemos!
Voltamos para a ala pediátrica e me cerquei de trabalho o dia todo e não vi mais aquele imbecil.
No final do meu turno, fui para a garagem subterrânea pegar o meu carro, quando meu celular tocou.
— Oi, mãe! — atendo feliz, ao constar que é mulher mais importante da minha vida.
— Oi, filha! Tudo bem? Está com uma voz triste!
— Nada de importante, mãe! Só o cansaço mesmo…
Sigo para o meu carro conversando com a mamãe, ela arranca algumas risadas contando sobre os meus irmãos. Enzo Jr. é muito ciumento e a pobre da Joice passa apertada com ele.
Quando estou entrando em meu carro, o troglodita passa na frente, se eu fosse uma má pessoa, passava por cima dele.
Assim que seu olhar vem na minha direção, viro o rosto o ignorando.
Encerro a chamada e saio o mais rápido possível do estacionamento, não estou podendo respirar o mesmo ambiente que esse sujeito.
Prossigo para casa…
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Letícia…
Fui para a reunião na minha moto, prefiro pilotar moto do que carros. Gosto da adrenalina que percorre o meu corpo, o vento esvoaçando o meu cabelo e o sentimento de liberdade apossando o meu interior.
Quando eu e Luna temos plantões em horários diferentes, vou à minha moto.
A reunião foi bem tensa e pelo pouco que conheci do doutor Cooper aquele dia na festa, não será nada fácil trabalhar com ele. É um homem arrogante e estressado.
Chego no prédio, deixo a moto na garagem e subo de elevador para o meu prédio.
Assim que as portas se abrem, tenho a cena de um homem muito lindo saindo do apartamento ao lado do nosso.
Ele é alto, ruivo, olhos azuis, sua postura revela ser um homem confiante, veste uma camisa e calça social que marcam seu corpo atlético e malhado.
— Bom dia! — digo educadamente.
— Bom dia! — diz ele, me olhando de cima a baixo com um olhar sedutor. — A senhorita mora aqui?
— Sim! E o senhor deve ser o novo vizinho?
— Aí por favor, senhor não! Senhor está no céu e eu estou bem aqui na sua frente!
Sorrio timidamente e ele arqueia uma das sobrancelhas.
— Sou Letícia! — digo estendendo a mão para ele.
— Ítalo! — aperta a minha mão, com seu olhar fixo no meu.
Rapidamente me afasto, pois a forma que ele me olha é com malícia.
— Seja bem-vindo!
Quando estou passando por ele, para ir para o meu apartamento diz:
— Acho que tem uma coisa nas suas mãos! — diz se aproximando.
Olho para as minhas mãos e ele coloca um cartão de visita.
— O meu número de telefone!
— Ah, claro! — respondo sem ânimo.
— Se você fosse um por-do-sol e eu não tivesse que trabalhar, ficaria aqui admirando a sua beleza até a noite chegar!
— Que comparação interessante! Mas é melhor deixar os pores do sol para o tempo livre!
Sorrio fraco e entro em casa.
— Pelo visto é um cafajeste, lindo, mas um cafajeste!
— Já voltou, filha? — pergunta Carmen, que passava o aspirador no tapete da sala.
— Pois é, a reunião foi rápida! Tudo certo por aqui?
— Está sim! Você já conheceu os novos vizinhos?
— Sim! Acredita que me cantou na maior cara de pau! Mais um cafajeste para a conta! — digo divertida.
Ela gargalha.
— Os homens não prestam, mesmo! — diz divertida.
— Nem me fale!
— Vou para o meu quarto, qualquer coisa me chame!
Vou para o meu quarto, ligo para os meus pais. Converso um pouco com a minha mãe e depois com meu pai, que, como sempre, passa inúmeras recomendações. Esse cuidado que eles têm comigo me emociona, desde que passei a morar com eles nunca mais senti falta de amor, carinho e proteção. Eles são os pais, que qualquer filho pede a Deus.
Depois foco em estudar um pouco mais.
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Atualizado até capítulo 109
Comments
Carolaine Teixeira
meu Deus que cantada foi essa 🤣🤣🤣
2025-03-30
1
Josi Gomes
RSRSRSRS QUE CANTADA MAIS BREGA E RIDÍCULA RSRSRS ESSE VAI RALAR PARA CONQUISTAR A LETICIA, QUE SEM NOÇÃO, ELE ACHA QUE A LETICIA VAI CAIR NESSA CANTADA BARATA
2025-02-08
3
Elivone🐕❤️
meu Deus 😮 fala sério , isso é cantada que se apresenta ou melhor fala ,fala sério Italo era melhor ficar calado 😶
2024-12-18
4